Os meus amigos e quem me conhece sabe que eu tenho um pequeno cubo de gelo no lugar do coração. Sou independente e é difícil 'apegar-me' a pessoas novas. Eu gosto de ser eu a lamber as minhas feridas, a resolver as minhas coisas. Se me magoam corto pela raiz, apago números de telefone, apago ligações no facebook e varro as pessoas do meu coração, não há meios termos. Se me pisam os calos, perdoo, mas não esqueço.
Em relação a namorados sempre fui, por norma, pouco carente e muito independente, em relação ao meu ex namorado os meus melhores amigos diziam, em tom de brincadeira, que eu tinha uma pedra no lugar do coração. Coitado do rapaz Eva Luna - diziam eles. Não ajudam à imagem de rainha do gelo as histórias como daquela vez em que um rapaz me ofereceu flores e eu as deitei fora no mesmo momento, ou o facto de em 16 anos em que estive a estudar nunca nenhum dos meus amigos me viu chorar, nem quando levava 'boladas' a jogar futebol no recreio, nem quando me corriam mal as coisas na universidade. Nunca chorei na escola, em toda a minha vida, coisa muito incomum quando se falam de sensibilidades femininas. Mais rapidamente era sarcástica, em situações difíceis, que chorona. Eu prefiro achar que sou prática, realista e independente.
O namorado que tem estado longe está mais carente que um gato à chuva em dia de trovoada. Reclama-me uma atenção que eu não sei dar neste contexto de long distance, porque, por natureza, também não sou assim.
Óh diabos. Estou bem arranjada.
Nota ao namorado: Para não dizes que eu sou uma namorada do pior que anda para aí, cá vamos: Boa viagem de regresso, agradeço achar que não me tenhas traído, para não dizeres que eu não dou valor e morri de saudades, sim?























