quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que eu queria mesmo.

O que eu queria mesmo era ir conhecer mundo. Fugir um bocadinho e ir tomar um chocolate quente a Paris ou a Amesterdão ou a Praga ou a Hamburgo ou a Viena. (Suspiro!)
As viagens vão-se adiando, o que é facto é que há sempre uma outra prioridade. Quando há dinheiro não há possibilidade de tirar férias, quando, por norma, há muito tempo livre não há dinheiro. 
Eu sei que "becabeca" dinheiro não traz felicidade. Eu sei que não, eu vejo o quão triste consegue ser a vida de pessoas que estão muitíssimo bem, mas ora bolas... quão gira é a vida de quem, como tenho casos próximos, vai curar um desgosto de amor para a Tailândia ou vai dar uma volta de helicóptero sobre o Grand Canyon just for fun. Quão gira é a vida de quem consegue escapar-se por esse mundo fora, sempre que quiser. Não invejo coisas materiais, casas enormes, carros topo de gama, adapto-me bem a pouco. Gostava era de não ter que adiar sucessivamente ideias ou planos de viagem porque "nunca ser o momento certo", ou de começar a planear e acabar por desistir porque fica "fora do orçamento". 


Damn you, life! Assim isto não é nada justo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Isto do mercado de trabalho


O mercado de trabalho está ferocíssimo.


Fonte: IEFP

sábado, 24 de outubro de 2015

Shit day report

Sábado a trabalhar.
Tempo de bobby lá fora e a ameaçar chover. 
O almoço que trouxe na marmita apresenta a temperatura média de um dia de neve nas Penhas Douradas.

Ahh, o glamour...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Teoria da relatividade


Há poucos dias tive a fazer o acompanhamento de uma jovem que tinha a minha idade.
Com um filho de 7 anos, já divorciada e com um ex-marido psicopata.
Comecei a olhar para mim e para trás. Posso ter cometido imensos erros, mas lá acertei em alguma coisa e a primeira foi não ter tido filhos muito jovem, nem me ter dado o impulso de querer casar com o primeiro namorado sério que tive.
Isto porque a minha vida teria sido, sem dúvida, muito mais do que conseguiria aguentar, do que sei que tenho estofo para aguentar. Hoje seria eu, provavelmente, a passar pelo que ela está a passar. Saúde física e mental absolutamente comprometida, incapaz de cuidar da filha, a ter que ter proteção da APAV, etc, etc.

E nisto me foco, como às vezes basta uma má decisão, algo mal pensado, mal calculado, que nos rouba todos os sonhos e a possibilidade de um futuro. Porque a ela isto foi-lhe roubado (por sigilo profissional naturalmente não posso entrar nos detalhes clínicos mais preocupantes), mas acreditem em mim, foi-lhe roubado sem dó nem piedade.

E se com isto estiverem jovens a ler, daquelas que estão a passar por paixões assolapadas, historias de príncipes encantado, que querem que o "conto de fadas" comece as soon as possible, só posso dizer: Pensem. Uma, duas, cinco, trinta vezes antes. Não tenham pressa. O caminho faz-se caminhado. 

Querer saltar etapas é querer deixar em branco capítulos da nossa própria história.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Como desgraçar um cartão Visa #4





39€ Bershka

Pronto, já tinha dito que tem sido a desgraça.  
De qualquer modo, não me arrependo nada desta compra. 
Um casaco quentinho, confortável e que fica sempre bem com tudo, que era mesmo o que andava à procura.

New in: Biker jacket Primark

14€ Primark


Eis a casaca que comprei.
O namorado diz que se a usar 2 vezes já recupero o investimento.

 

domingo, 18 de outubro de 2015

Domingo com chuva pede bolinho de caneca light no microondas


Para comer sem culpas.
Receita no facebook.

Como desgraçar um cartão Visa #3



Como já tinha mostrado no Facebook do Blog, eis mais uma aquisição.
Há imenso tempo que procuro um biker jacket. Contudo, nunca me cruzei com nenhum que me ficasse assim tão bem que merecesse vir cá para casa. Longe até de estar na minha lista de prioridades,  no momento, cruzei-me com este pequeno na Primark. Gostei mas fiquei um pouco baralhada com o preço, 14€. Não sei se será um bom investimento, mas decidi arriscar e veio comigo para casa. Abre-me uma possibilidade de looks mais casual e irreverente.




sábado, 17 de outubro de 2015

Chegamos ao Facebook




Eis que anos depois chegamos ao Facebook.

Promete-se muita patetice, muito sarcasmo, as comprinhas mais recentes e tudo e tudo e tudo. Acho que é uma forma de ficar mais próxima de quem lê o blog e de partilhar facilmente todas as peripécias que me vão acontecendo, que por vezes acabam por não chegar ao blog.  

Qualquer coisa, estamos aqui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Como desgraçar um cartão Visa #2

Em branco e cor de vinho.
Blusa Primark
11€

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Como desgraçar um cartão Visa - A Saga


25€ numa liquidação 

Tenho me desgraçado, é um facto, mas tenho aproveitado para fazer uma comprinhas de coisas que me fazem realmente falta. Ou pelo menos é nisso que eu quero acreditar.
Comprei outro par de botins. Com um salto modesto e confortáveis, que são as duas regras a manter daqui para a frente no que toca a sapatos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Daquela sorte que só eu tenho (actualizado)


Apaixono-me por uma saia na Zara, que não havia o meu número.

Decido que a compro "para a semana" porque só ai tenho disponibilidade de voltar a passar por lá.
Uma semana depois a saia esgota em todo o país. 


Está certo. 

A saia pode parecer normal, mas eu tinha o conjuntinho perfeito para ela. Em que a saia era a peça chave. Shiuuff!

domingo, 4 de outubro de 2015

Dúvidas existênciais em dia de eleições


Sei que vou votar, mas não estou tão crente que o faça em consciência.
Não me identifico a 100% com nenhum dos partidos a concorrer. Uns aplicaram uma austeridade cega, quando poderiam ter equilibrado muito melhor a distribuição dos sacrifícios, outros prometem-nos uma vida nova, apenas com sol radiante no horizonte (e eu que sou ligeiramente pessimista fico de pé atrás), outros acham que giro giro era voltarmos para o escudo, outros querem "morte aos traidores". Outros têm o Marinho e Pinto. 

Valha-me deus, assim fica difícil. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Eu quero pagar, mas a SS não deixa...

Eu sei que tenho um valor a pagar à Segurança Social;
A Segurança Social já foi informada, por mim, que está em falta esse mesmo valor.

Eu gostava era de poder mesmo pagar à SS. Aparentemente não adianta ir lá e querer pagar, pelos vistos tenho que esperar que os serviços detectem a situação e só depois poderei efetuar o pagamento.

Então Eva Luna, não me digas que estás com pressa de pagar? Até estou. Agora tenho o dinheiro aqui, contadinho e não é quantia pouca, prontinho para resolver a questão. E não sei até quando isso vá acontecer.

Estar à espera irrita-me, vá que demoram e só resolvam pedir por ele quando eu já o tiver gasto na Zara? Não giro, não é espectacular. Uma ´ssoa sabe que eles não se esquecem, mas também sabe que os serviços são mais demorados do que eu sei lá o quê. Nunca pensei dizer isto, mas vá SS, deixem-me pagar por favor! 

Façam-me esse jeitinho, sim?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Coisinhas novas no armário



29.99€ Bershka

Para consolar o meu pobre coração, que ainda padece devido à blusa queimada, decidi comprar umas coisinhas novas.
Estes botins foram os primeiros de alguma tralhinha nova que comprei recentemente. Sempre gostei de botins, tive uns que usei durante anos até os desgastar ao limite, depois comprei os meus botins de sonho. Que são aqueles botins com um salto vertiginoso, lindos e perfeitos! Contudo, incompatíveis para alguém, que como eu, preze os dentes da frente. São lindos, foram caros, mas jazem tipo sapato de museu lá em casa. Percebi que não adianta ser os botins mais lindos de sempre, eu preciso é mesmo de calçado funcional. Ai entraram estes pequeno. Um salto modesto, mas ainda assim um salto, facilidade de uso e conforto. Pronto, trouxe-os comigo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A sexta perdeu a piada para mim


Vocês conhecem-me. Eu era aquela pessoa que adoraaaava a sexta-feira, com direito a posts recorrentes de felicidade, ânimo e quase lançamento de foguetes.
Agora... agora trabalho até ao sábado e a sexta passou a ser o dia em que todos entram em descanso, excepto eu. Todos dizem "bom fim de semana" e eu que dizia sempre "oba, já é sexta-feira" sou obrigada a dizer "ecck, ainda só é sexta-feira". Mataram a sexta-feira, que era o meu dia de felicidade, não se faz.

Quando falei ao meu patrão sobre me dar a segunda-feira, por trabalhar 6 dias por semana, demasiadas horas por dia, ele responde: 
Boss: Quer a segunda para ir a casa da família, é?
Eu: Sim...
Boss (com ar de espanto): Mas não é de (espaço para ele mencionar a minha terra natal)? E lá tem assim tanto que ver, que precise de dois dias de descanso semanal???



Aparentemente 2 dias de descanso semanal é uma excentricidade. Puro capricho.
Eu mereço.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Isto está a correr bem...


Ontem comecei o dia com 1 hora de espera na fila para a Segurança Social. Cheguei antes de abrir para não me atrasar muito para o trabalho e pimbas, uma hora à espera numa escada (porque aquilo era num primeiro andar e já estava imensa gente à frente) e às escuras. Aquilo mais parecia o jogo do quarto escuro, só que em vez de amigas tinha perfeitos desconhecidos, que tentavam não se atropelar uns aos outros. Tudo isto para me dizerem que tenho 400€ em dívida.

Hoje também não comecei melhor. Logo de manhã queimei a minha blusa preferida (e nova!) com o ferro.

Acertar contas com a SS ainda pronto, é aquele mal necessário, agora queimar a minha blusa, a minha querida blusa, isso é que não dá para superar. Estou triste. O meu coração, neste momento, tem um buraco em forma de blusa.

Shiiuuff!

sábado, 19 de setembro de 2015

Funcionários públicos, falem comigo sobre o horror que é passar das 35h para as 40h... Partilhem comigo a vossa dor...


Estou a trabalhar 50 horas por semana. Para a semana trabalharei 60 horas.


Tenho plena consciência que não deveria estar a descontar para a minha reforma. Até porque se continuar assim dificilmente chego lá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

É arrogância achar que o universo faz o que quer que seja a pensar em mim, mas caramba...

Sabem aquela pessoa, no mesmo dia, quando tem que sair chove torrencialmente, mas forte e feio.
E quando não tem que sair abre o sol radioso.


Eu sou essa pessoa.

domingo, 13 de setembro de 2015

Eu poderia muito bem ser um caso de estudo da medicina...

Esta semana, ao viajar de comboio, desloquei-me a uma máquina da CP para carregar o cartão da viagem. Nada de espectacular dificuldade, excepto para mim, Eva Luna Maria.
No final do dia, depois de 10 horas de trabalho, o que eu queria mesmo era chegar a casa. Carreguei o cartão rapidamente, corri por um túnel fora para atravessar para a outra linha e meti-me no comboio que estava a chegar. A meio da viagem percebo que deixei o cartão de multibanco na máquina, pois tinha-o usado para pagar a mesma...

O que é que eu faço? Pergunto-me (sendo que eram 9h da noite).
Vou sair na seguinte estação e apanhar um comboio de volta para tentar recuperar o cartão. Saio numa estação, onde se conseguem ouvir os grilos, num espaço descampado, isolado e já de noite, onde só passava um carro e umas pessoas estranhas de tempos a tempos. Senti que poderia ser facilmente assaltada. 

Depois de 20 minutos voltei a apanhar outro comboio. Cheguei à máquina e txarááá, nada de cartão. Como era óbvio. Confesso que perdi um bocadinho mais de esperança na humanidade, mas pronto.

Depois espero mais 20 minutos até voltar a apanhar outro comboio.

Eva Luna, vamos recapitular: Se colocas um cartão de multibanco numa máquina qualquer tens que o tirar.  Se colocas um cartão de multibanco numa máquina qualquer tens que o tirar. 
 Se colocas um cartão de multibanco numa máquina qualquer tens que o tirar.  Se colocas um cartão de multibanco numa máquina qualquer tens que o tirar.  Se colocas um cartão de multibanco numa máquina qualquer tens que o tirar. 

Um dia, um dia eu aprendo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

(Des)amizades


Em Agosto encontrei uma amiga, "a" amiga de alguns anos atrás.
E conversar com ela foi mais estranho do que se tivesse falado com um desconhecido.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

As férias que eram para ser mas não foram...


O namorado foi para o Algarve sem mim...


(momento para respirar muito fundo)



Ok ok... Eu, devido a compromissos profissionais, não pude ir. Como já estava tudo pago foi ele. Teria sido bom aproveitar uma semaninha de férias... Shiuuuff!
Agora, quando eu fizer asneira, vou poder dizer: Ahhhh, mas tu foste para o Algarve sem mim! O que dará sempre jeito em discussões futuras. 

sábado, 5 de setembro de 2015

Carta aberta aos refugiados


Não imagino o que passam ou o que passaram no vosso pais de origem. Não sei se perderam família nas mãos de homicidas fortuitos, se acordavam e se deitavam com medo, se viviam petrificadas com os horrores massivos que estão a ser cometidos, mas imagino perfeitamente o fascínio europeu pela ideia de bonança e da prosperidade.

Contudo, o que venho contar-vos não é animador. Não temos armas nem guerras, mas em Portugal não estamos livres de morrer barbaramente nas mãos de ninguém como está estampado nas capas de jornais de todos os dias, muitos assassinos estão até a morar debaixo dos nossos tectos, aniquilando barbaramente as suas esposas, por exemplo. Deixem-me dizer-vos que os hábitos de violência domestica, no nosso país, estão tão enraizados na nossa tradição, como um galo centenário que temos em Barcelos.  Não estamos livres de sermos agredidos gratuitamente e roubados no centro da capital, em plena luz do dia, como aconteceu com um dos meus melhores amigos, estamos bastante propensos ao desemprego e até à fome. Não é estranho assistirmos a pessoas que trabalharam toda a sua vida passarem fome, esticando até ao limite do inacreditável a sua reforma de 250€. E não só, não é difícil assistir famílias inteiras a fazer malabarismos extraordinários, saltando refeições com copos de água, tomando remédios dia sim dia não, fugindo dos senhorios, vivendo do auxilio das IPSS's e da bondade dos vizinhos. 

O nosso pior cenário pode ser o vosso paraíso idílico, acredito que sim, mas gostava que tivéssemos mais a oferecer do que aquilo que realmente temos. Vi ontem, no Porto, um rapaz da minha idade, uma pessoa normal e vestida normalmente, a abordar envergonhadamente uma ou outra pessoa na rua, a pedir comida e senti-me mortificada com aquela imagem, pela expressão do jovem que espelhava nos olhos a vergonha e tristeza pela condição que estava sujeito. 
Ver aquilo fez-me acreditar que temos muito pouco para dar até aos portugueses e que por isso não vos podemos iludir com a mentira da bonança e prosperidade, porque pode não ser o que irão encontrar. Encontrar trabalho é difícil, para alguém que fala a nossa língua, tem licenciaturas e doutoramentos, imagino a dificuldade de um estrangeiro. Falo da experiência que conheço, que provavelmente acabarão a trabalhar duramente a troco de escassa retribuição, que certamente não é o que almejam nesta "promessa" de sonho europeu.
Será que podemos dizer convictamente "venham! nós cuidamos de vós" sem risco de vos estarmos a mentir na cara? Será que vamos estar à altura de vos ajudar? Ou de apenas de vos dar um abrigo temporário, o qual abandonarão para os países fortes, assim como nós estamos a ter que fazer, para ter uma vida digna? Não estou a falar que os portugueses saem de cá para satisfazer caprichos de consumo, não, falo-vos de poder viver condignamente, para poder pagar as contas do mês.

Será que aquele rapaz que vi ontem se sente protegido no nosso país? Como podemos prometer protecção se os que cá estão também pedem nas ruas para comer?

Não sejamos hipócritas. Não podemos prometer mentiras. Se vierem para Portugal não vos posso prometer mentiras e contos fabulosos de vidas extraordinárias. Não vos consigo garantir que consigamos cuidar de vós ou que não acabarão frustrados ao fim de meio ano. Eu própria me sinto, como conseguiria ser desonesta convosco? Não vos posso garantir realização profissional ou estabilidade financeira, porque a maioria de nós também está nessa cruzada. Queria poder ajudar-vos e prometer que aqui estão seguros, que aqui vos vamos oferecer aquilo que tanto almejam, mas não posso. Sei que até nos podemos organizar, arranjar casas para habitarem, mas e depois disso? Conseguiremos garantir realmente integração na sociedade? Garantir emprego? Criar capacidade para subsistirem dignamente?
Se vierem a única coisa que posso prometer é braços abertos, porque estarão num país que luta até para conseguir cuidar de si próprio.


*Desculpem a agressividade, mas aquela imagem ontem desestabilizou-me.

Eu nem era fã de calças de cintura alta...


... mas, depois de ter de almoçar a olhar para isto, comecei a perceber claramente o porquê do seu regresso. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Diz que é moda...


Ao dar uma vista de olhos na loja online da Bershka pus os olhinhos neste pedaço de moda contemporânea que é este par de calças - (momento para olhar e refletir) - e depois disso perceber plenamento o porquê da modelo estar tão aborrecida.

Deixa lá, tens a nossa solidariedade... se fossemos nós a usar umas calças dessas também estavamos com essas trombas assim revoltadas...

Eu acho que sim, que é uma calça que cai bem, perfeitamente adequada para a estação Outono-Inverno. Quem morar em Bragança ou na Guarda vai delirar com esta moda especialmente no Inverno...

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