Há poucos dias tive a fazer o acompanhamento de uma jovem que tinha a minha idade.
Com um filho de 7 anos, já divorciada e com um ex-marido psicopata.
Comecei a olhar para mim e para trás. Posso ter cometido imensos erros, mas lá acertei em alguma coisa e a primeira foi não ter tido filhos muito jovem, nem me ter dado o impulso de querer casar com o primeiro namorado sério que tive.
Isto porque a minha vida teria sido, sem dúvida, muito mais do que conseguiria aguentar, do que sei que tenho estofo para aguentar. Hoje seria eu, provavelmente, a passar pelo que ela está a passar. Saúde física e mental absolutamente comprometida, incapaz de cuidar da filha, a ter que ter proteção da APAV, etc, etc.
E nisto me foco, como às vezes basta uma má decisão, algo mal pensado, mal calculado, que nos rouba todos os sonhos e a possibilidade de um futuro. Porque a ela isto foi-lhe roubado (por sigilo profissional naturalmente não posso entrar nos detalhes clínicos mais preocupantes), mas acreditem em mim, foi-lhe roubado sem dó nem piedade.
E se com isto estiverem jovens a ler, daquelas que estão a passar por paixões assolapadas, historias de príncipes encantado, que querem que o "conto de fadas" comece as soon as possible, só posso dizer: Pensem. Uma, duas, cinco, trinta vezes antes. Não tenham pressa. O caminho faz-se caminhado.
Querer saltar etapas é querer deixar em branco capítulos da nossa própria história.