terça-feira, 26 de outubro de 2021

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Vou ter um casamento este fim de semana.

Não preparei nada, até porque a minha cabeça tem andado nos sítios onde vocês podem imaginar, com tudo o que tem acontecido.

Não consigo deixar de pensar que, num mês de calor atípico, as previsões para este fim de semana são de chuva. Para quem organiza um casamento sabe que é algo que é chato e que altera planos e que condiciona. Not fun.

Também não é nada giro para as convidadas. Eu não sei que raio vou vestir. Não me apetecia chegar lá com um vestido de alças, à verão, e me sentir na estação errada e estar um frio de morrer. Não tenho vestidos de manga comprida, mas apesar de não sendo inverno, sinto que fim de Outubro já pede. Sem esquecer que o casamento é no norte, que é sempre mais arejado, digamos assim, do que cá. Deixei para a última e não tenho sapatos, não tenho vestido, enfim. Já disse que não gosto de deixar as coisas para a última, já? já?

Sabem aquela música I Have Nothing de Whitney Houston? É o estado da situação atual. Fui à Zara, Mango, H&M e nada. As coleções estão todas viradas para confy wear, que é ótimo, excepto se tiveres um casamento.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Ah não me digam que foi quando eu estava fora...


Parece com isto tudo do casamento e da lua-de-mel eu falhei a chamada para ir receber aquele apoio de 200.000€ que estão a dar às pessoas.

Ai não estão a dar nenhum apoio? Eu juro que com a quantidade de casas barracos à venda a começar por esse valor, todas a serem vendidas à velocidade da luz, eu pensei que deviam ter andado a distribuir dinheiro e eu falhei a data de lá buscar o meu cheque.

Eu não sei se estão a dar conta, se já têm todos casa própria e este assunto vos passa ao lado, mas está impossível e com a pandemia os preços subiram ainda mais. É uma escalada inacreditável de preços num país onde o ordenado mínimo é 600€ e o médio são 900€. Eu não sei como é que as pessoas fazem, sinceramente.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Não quero reclamar, não quero mesmo reclamar.....



 ...mas e este calor? 

Que eu saio de casa com 10º e ao meio dia está 31º?

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Sobre prendas

Eu adoro comprar prendas, mas detesto a pressão de ter que andar a comprar prendas.

Eu explico. Eu gosto de dar prendas, de dar um miminho, de pensar "isto vai dar jeito a esta pessoa", "vai ficar-lhe bem", "tem a cara da pessoa x". Agora aquelas compras de última hora, sob a pressão de "oh meu deus, tem que ser, porque depois não vamos conseguir comprar nada e tem que ser agora".

Prendas de última hora, prendas de natal, epá, não gosto nada, ter que andar a despachar prendas, souvenires à pressa, lembranças à pressão é péssimo.

Nada é pior do que andar a comprar prendas à pressão para 300 primas, tios e apêndices, em dezembro. Quando já sentimos que estamos pelos cabelos e estamos dispostos a comprar uma terrina com um pack de 6 taças ou uma vela com uma arvore de natal estampada, porque já estamos por tudo e já só queremos sair dali.

Como eu gosto de fazer as coisas:

Comprar as compras de Natal em Outubro/Novembro. 

Comprar as prendas de aniversário do marido em Agosto/Setembro.

Comprar uma ou outra coisa já para situações inesperadas.


Como eu deveria fazer as coisas:

Para além de me organizar, como eu gosto mas nem sempre consigo, devia antecipar mais e comprar atempadamente. Quiçá nos saldos anteriores/promoções, de forma prática, quando nem estamos à procura, mas até vemos coisas giras. Que já não faz sentido oferecer naquele momento, mas que daria prendas fofinhas na próxima data festiva.

Este ano atrasei-me nas prendas do marido e já não vão chegar a tempo, o que prova que a organização compensa este stress das compras de última hora, dos prazos, das entregas. 

Nós tentamos nos organizar, mas nem sempre conseguimos. As compras dos brinquedos de Natal costumam ser feitas em Outubro, percebemos que há promoções para acabar com stocks mais antigos neste mês, sobretudo na Auchan, antes de virem em força as campanhas de Natal. Por isso, já compramos ontem as prendas do afilhado para o Natal, mas faltam a dos bebés da família/amigos, que se multiplicam como cogumelos. Ontem compramos só uma pecinha para um, mas sem grande sucesso no geral, não havia tamanhos, não havia muitas opções híbridas, uma vez que não sabemos o sexo, das prendas dos bebés que já nasceram começamos a perceber que nos saldos lhes poderíamos dar, pelo mesmo valor,  muito mais coisas. Enfim.

Acho que já faz sentido começar a ter um pequeno stock de coisinhas de bebé prontas para anúncios de amigos ou família, let's face it, vai acontecer, é tão certo como as francesinhas virem com batatas fritas e não vamos ter que andar como ontem, atrás de artigos de bebé para oferecer, em que depois não há nada de especial, são caros, quando nos saldos são a 1/3 do preço. 

 Agora se como eu gosto de fazer as coisas faz sentido? Não sei.

Ninguém que viva em apartamentos pode se dar ao luxo de fazer stock de seja o que for. Perde-se a espontaneidade do momento, não dá para trocar, mas olhem que andar, sob stress, de loja em loja isn't fun e temo que já não seja para mim, enfim. Uma vez vi num programa da TLC, sobre cupões, uma mulher que tinha um anexo já com as prendas todas preparadas do natal seguinte, se por um lado parecia meio robotizado e sem nexo, andar de loja em loja, sob pressão, para depois nem encontrar nada de jeito, não me parece muito sensato, para além de cansativo para xuxu. Ontem quando ouvimos o aviso da loja fechar, olhamos um para o outro e pensamos: "passamos aqui horas para levar isto?".


Não sei, vamos ter que negociar lá em casa um método conjunto.


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Sobre viagens



A nossa lua-de-mel foi, sem dúvida, a melhor viagem que já fizemos.

Contudo, como já tinha aqui contado, lá em casa é, normalmente, um impasse viajar. O namorado marido fica nervoso, inquieto, mexe com ele. Com a lua de mel não foi exceção. Disse mil vezes para cancelarmos (blá blá não estás em condições de ir, dizia-me ele), ligou para a senhora da agência por causa de eventuais tempestades que estavam a acontecer no Texas, na esperança que ela dissesse "acho melhor cancelarem" e validar a ansiedade/hesitação dele. Ao contrário do que ele pretendia a senhora lá disse que não havia problema nenhum, que podíamos ir, a minha médica também e o pobre não teve outro remédio senão ir. Que chatice. Olha que há lá coisas que sinceramente.


Agora acontece o que acontece sempre. Sempre!

Volta encantado da vida, a contar a toda a gente. Pequeno probleminha, com cada pessoa com quem ele fala diz "temos que lá ir, não digo já já, mas temos que combinar". Seja aos primos de Lisboa, aos amigos de Chaves, aos amigos do Luxemburgo. Pelas minhas contas vamos ter que lá voltar, pelo menos, 374 vezes. 


terça-feira, 12 de outubro de 2021

Baby fever


Já vos deve ter acontecido aquela fase em que para onde quer que olhem há bebés a nascer, em vias de nascer ou em estudos de viabilidade, everywhere.

Pronto, acho que é seguro dizer que chegamos a essa fase. Não sentem que há um efeito tipo virose? Do género num minuto estás bem e no seguinte já viste o bebé do teu amigo e já estás a incubar o bichinho ou já estás com a febre. Sinto que em grupos de amigos ou amigas, bebés com mais ou menos o mesmo tempo não é bem coincidência, mas sim o resultado da baby fever.

Passas de "não está nos planos" a "ora, eu moro num t1, com um bebé teria que..." em 1,7 milésimos de segundo.

Sinto que, nesta situação, há sempre dois medos antagónicos sempre presentes: O de engravidar e o de não engravidar.

Morre-se de medo de acontecer uma gravidez com a pessoa errada, no timing errado, sem estarem criadas as condições (que entendemos mínimas, pelo menos), ao medo terrível da infertilidade. Passamos tanto tempo a gerir a situação, para que nada aconteça, que depois o medo é o exato oposto, de que quando se quiseres aí o destino já tenha outros planos para ti.

Ainda não tenho o relógio a dar horas. Nunca fui precoce em nada, sempre cresci com tempo, fui fazendo sempre as coisas depois do tempo, nunca antes do tempo e agora chega aquele impasse em que já me devia sentir, pelo menos, preparada, mas não sinto. Claro que o facto de haver crianças a brotar por todo o lado, das pessoas que nos são mais próximas, traz o assunto acima da mesa.

Contudo, claro que este adiar ao máximo vem com um risco biológico de quando quiseres as coisas já sejam ligeiramente mais difíceis. Às vezes só percebemos que queremos, quando não conseguimos e isso é aterrador. Ser necessário alguém te dizer "não podes", para aí cair a ficha.

Trazer uma criança ao mundo é um ato de coragem, de altruísmo, deixas de pensar em ti e passas a viver muito em função daquele ser, deixas de pensar no teu conforto, no teu bem-estar, no que tu queres, a tua gestão financeira vai para o teto, a tua vida muda, necessariamente. É um desafio e um equilíbrio daqueles a vários níveis.

Com a minha tiróide neste estado a médica só me pediu uma coisa: não engravidar nos próximos tempos. Se fizer tratamento com iodo radioativo estamos a falar de, pelo menos, no próximo ano e meio. Também não estava nos planos, seja como for, mas lá está, nós gostamos de achar que estamos no controlo da situação, contudo estas situações acontecem e não há que stressar, se não há nada que possamos fazer.

O marido que é um medricas para tomar decisões agora fala nisso com aparente tranquilidade, tudo parece simples e prático, mas se acontecesse ia andar a bater com a cabeça nas paredes durante uns dias.

Sabem aquela lava a descer o vulcão? O tema bebés é mais ou menos assim, sabes que está lá, que se está a aproximar, apesar de ainda o estamos a ver ao longe, mas que não dá para ignorar e um dia vai te atingir (seja a fertilidade, seja a infertilidade, ou quaisquer escolhas que façamos e vamos ter que lidar com isso).


domingo, 3 de outubro de 2021

Globos de ouro 2021 #outfits

 Categoria Mariana Monteiro em Monalisa


Categoria Madame Tussaud Portugal 1874

Categoria "encomendei na Shein, para futuras compras não esqueçam o meu código Luci10"

Casting Frozen Portugal

Categoria inspiração Stay at home 2020 "estive tanto tempo em casa, que aproveitei uns lençóis e uns pijamas para os Globos de Ouro"

Categoria "uhuhh já abriram as discotecas, posso fazer de bola de espelhos? Posso? Posso? Posso?"

Categoria miscelânea de algodão-doce, pintainhos e papel de embrulho de natal

Categoria Covid e os 40 ladrões

Categoria "Vai que chove e que o Uber se atrasa e eu tenho que ir a pé"

Categoria gatões de serviço

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A nossa lua-de-mel

 Eu não sei quanto a vocês, mas a mim a República Dominicana deixou-nos sem respiração.

Maldivas é bom, mas e República Dominicana é muito mais barato e é lindo de morrer. E bem mais barato.

Nunca tinha saído do continente, nunca tinha usado passaporte, nunca tinha entrado num avião daquele porte, nunca tinha feito uma viagem tão longa.

Fomos entrar a Madrid, a viagem é mais barata, do que entrar em Lisboa, mas acho que não nos compensou, tendo em conta as deslocações e estadia lá, mas pronto.

Compramos nas campanhas da BlackFriday e, como sabem, já tínhamos adiado de 2020 para este ano.


Então Eva Luna, o que achaste?

Adorei. Do início ao fim. Foi maravilhoso. As praias são incríveis, a temperatura é ótima e o nosso hotel correspondeu à expectativa.


Ficamos no Occidental Punta Cana e os funcionários foram uma simpatia. Primeira vez com tudo incluído, primeira vez de férias, só férias, só para descansar. A missão era conhecer apenas praias e nada mais. Normalmente as nossas férias são corridas, queremos ver tudo, museus, monumentos, percorrer o máximo de marcos arquitetónicos, visitar, conhecer a história.

Pois que desta vez quisemos só descansar e foi tão bom.


Os dias começavam na praia, com aulas de relaxamento (como se fosse preciso, mas eu fazia na mesma), depois jogos e aulas de dança. Fiz aulas na praia de bachata e merengue.

 Divididos entre praia, piscina e a ilha Saona os nossos dias foram incríveis. Voltava já.


Não me abstraio de que para nós é "a" viagem, mas que muita gente faz estas viagens de forma banal e regular. Nós não estamos, porque não podemos estar nessa fase. Não deixa de ser bastante dinheiro, na minha consideração. Não deixo de pensar que com o mesmo dinheiro tínhamos conhecido prai 5 cidades europeias, do nosso jeito Ryanairpoupança. Mas pronto, nem sempre nem nunca. Ia já outra vez.

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