sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Unhas - A Saga

beautiful, girl, and nails image

Atualizações das unhas gelinho


Para contextualizar o normal é Primer + Base + Verniz + Top Coat

Confesso: tentei aldrabar e fazer aquilo da versão express (que é tão a minha cara) do "só é preciso uma coisa", do "fácil mais fácil não há" = que era também o mais barato.

Comprei, como disse, o 1 minute gel da Andreia (que prometem acabar com aquelas aplicações todas) a ver se a coisa ia e pronto, esqueçam... 
Não resulta.



Durou 3 dias e não se parecia nada com o gelinho que fazia na esteticista.
Raios!


Depois ter umas unhas intactas e outras a parecer que andei a fazer jardinagem com as mãos vi-me obrigada a andar atrás do removedor que não tinha comprado antes.
Na Pluricosmetica queriam 12.5€ por meio litro. Eu como achei que a brincadeira não ia durar muito porque não estava a resultar e desisti da ideia de comprar Meio litro daquilo.
Até que numa loja de revenda de produtos de cabeleireira encontrei o mesmo produto por 7€ e de lá sai eu com meio litro de Removedor. 
Consultei a composição e percebo que paguei 7€ por meio litro de álcool misturado com acetona normal... Great!  Quer 7 quer 12€ por aquilo era tipo assalto à mão armada.

Comprei também o Base/Top Coat 2 em 1 que era a minha esperança.

Apliquei Base + Verniz + Top Coat e ficaram impecáveis. Comecei o meu primeiro dia de trabalho com umas unhas um must. A meio do dia já me faltavam 4. Aquilo saia tipo folha de papel. Para aquilo não precisava na-da do meu inflacionado removedor de verniz.
No final do dia não tinha nem uma.

Pronto lá fiquei eu com todo um investimento e zero utilidade.
Foi então que dei o último suspiro e comprei o Primer.

Resultado: faltava mesmo o primer. Sem primer nada feito e eu andei este tempo todo para descobrir isso. Pela primeira vez não lascam, pela primeira vez parece saído da esteticista, mesmo eu tendo a motricidade fina de poste a pintar a mão esquerda.


Moral da história e da minha vida: Mesmo que não queiras, vais gastar dinheiro on it.

Damn!

sábado, 17 de setembro de 2016

A minha primeira despedida de solteira

fashion, style, and hair image

Nunca tinha ido a uma despedida de solteira.
Pois que aconteceu logo com quem? Com a futura mulher.... do primo.... do meu namorado.
Miúda que eu vi 4 vezes e falei 0.

Qual foi a ideia fantástica, qual foi?
Convidar-me para ir à despedida, quando eu não conhecia n-i-n-g-u-é-m. Apenas a noiva e uma prima e mal (mas tão mal).

Foi muito giro.
Às 21h começamos a jantar.
Às 22h a noiva estava deitada cá fora na relva e já tinha vomitado 2 vezes.

Ui, um must!
Já disse ao namorado que me ficou a dever não uma mas mil.
Assim o equivalente a um transplante de rim ou um Iphone 7.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Um dia vais te despedir de um emprego com contrato sem termo

...

Há 15 dias atrás foi o dia.

O recrutamento que fiz foi para o lugar que eu deixei.
Já tinha aqui falado que tinha mandado currículos para todo o lado, e só ouvia o som dos grilos no horizonte, até que 6 meses depois o telefone finalmente tocou.
Estava cansada, exausta melhor dizendo. Fazia diariamente 4 horas de comboio, estava 10 horas no trabalho e resolvi que era hora de começar a mandar currículos.
Acordava às 6 da manhã, inclusive ao sábado, e normalmente só chegava a casa às 21h. Nem sei como consegui aguentar tanto tempo. É certo que tinha um contrato sem termo, coisa que arrisco a não colocar os olhos nos próximos anos, mas o cansaço físico e psíquico era enorme.


Deixei uma empresa onde os patrões encaram o trabalhador como uma despesa e um encargo. Onde não há reconhecimento de mérito nem qualquer incentivo anímico, quanto mais de outra ordem. Uma empresa onde os patrões acham que os trabalhadores é que precisam deles e não o contrário (deram-se mal porque os despedimentos são sucessivos e os que saem vão levar know how que vão demorar meses a capacitar outras pessoas para o fazer. Ups, quem é que precisa de quem afinal?)
A mim diziam-me que o meu salário, que era uma miséria, era uma enormidade para a empresa, que eu lhes "levava o dinheiro todo" quando eu ganhava o salário mínimo (a trabalhar mil horas por semana e sábados inclusive).

Fiz-lhes a vontade e vim-me embora, o meu ordenado ostensivo vai deixar de ser um peso para eles. Vou abraçar um novo projeto, numa nova cidade, estou cheia de medo mas será o que tiver que ser.  
Adeus contrato sem termo, adeus salário mínimo, adeus zona de conforto.


Ai vou eu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O que não fazer quando se quer meeeesmo meeeeesmo aquele emprego.


Hoje coube-me, em sorte, fazer entrevistas de recrutamento.
Aiiii que dor!!!!

Coisas a não fazer quando se quer um trabalho:
- Colocar médias nos currículos (excepto que sejam realmente boas notas). Normalmente ninguém dá importância e ninguém perde nada ao não colocar e a responder se for questionado. Colocar uma média fraquinha vai servir mais facilmente como ponto contra do que não colocar nada. Ah e colocar um 15 de média, num colégio privado conhecido da zona, que todos sabem que inflaciona as notas também não assim nada de "Ui, um 15, que mérito."

- Não ocupar 5 linhas de um currículo com:
Conhecimentos de Excel
Conhecimentos de PowerPoint
Conhecimento em Word
...

Jovem, és licenciada logo, por mais que penses o contrários, não abona a teu favor ocupares tanto espaço a provares que tens a capacidade informática de uma criança de 6 anos. 

- Não ocupar 5 linhas a descrever-te:
Curiosa
Acessível
Criativa
...

Filha, o posto de trabalho não é para designer gráfico é para prestar um serviço de saúde, remember?

Sugestão bónus: 
Quando pergunto se tem conhecimentos na área para qual a vaga está aberta por favor, mas por favor, não responder:
"Não, não domino muito bem, estou à procura de emprego nesta área para conhecer mais e aí estudar mais o assunto...."

Se querem trabalhar na área preparem-se antes. Até percebia que me dissessem que "não, mas comprometo-me a ter formação específica blá blá" ok, tudo bem, certo. Dizer: "Não, mas quero fazer aquela formação X (que mostra o real interesse na área e as formações exatas que podem colmatar essa falha). Agora dizer: estar à espera de um trabalho para aí começar a estudar algo que já tem obrigação de conhecer, eeeck não soa nada bem.


Nota: Não desejar ao recrutador "boa sorte". Não fofinhos, o recrutador já tem trabalho, quem mais precisa de sorte não é bem ele....


Eva Luna
Human Resources Expert
Só que não





terça-feira, 30 de agosto de 2016

Verniz de gel (Gelinho) para totós

Ora ora ora, já aqui tinha dito que não tenho vida (e por vida entenda-se dinheiro) para andar na esteticista a cada 15 dias.

Da última vez que fui fazer as unhas duraram sensivelmente 12 horas, como tal é incomportável andar sempre nesta vida. É certo que normalmente me duram facilmente 15 dias, mas se acontecer lascar ou sair o verniz detesto ter que andar com as unhas assim até poder ter outra marcação, que é dispendiosa e requer tempo que normalmente não tenho.

Por isso, decidi fazer o meu próprio gelinho em casa. Não deve ser ciência astrofísica certo?

Este será provavelmente o guia mais básico dos básicos da aplicação do gelinho.

#1 Comprar um "forno" UV ou Led (que foi o namorado que ofereceu)


#2 Comprar verniz de gel e 1 lima
No caso comprei um verniz que se chama 1 minute da Andreia que não requer mais nada. Custou cerca de 8€ e que pode ser conjugado com Ultra Bonde Primer (que se usa antes) para aumentar a durabilidade. Eu não usei.

#3 Passar à acção 
Limar bem a unha e retirar os resíduos de outros vernizes para aumentar a adesão, passar algodão com álcool nas unhas, deixar secar bem e pintar uma fina camada de verniz. Catalisar durante 2 minutos no forno Uv e repetir o verniz e voltar a catalisar.

Pronto, já está. 
Já vão 3 dias e continuam sem lascar, se a experiência correr bem é bem provável que vá começando a comprar mais material. As minhas colegas também fazem e dizem que fazer gel também é super simples, mas vá vamos com calma. Um passo de cada vez.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Daqueles posts equizofrénicos


Queres uma coisa. Queres mesmo uma coisa. Percebes que é algo difícil de acontecer, e talvez por isso, sentes-te confortável a querer.

Essa coisa acontece.

Só depois de acontecer te apercebes da responsabilidade e do medo associado à ousadia de se querer aquilo.



Ahhhhhhhhh, socorro, que medo!





[Pensamentos esquizofrénicos às 10 da manhã]

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

I have drinking problems



Confesso. Eu tenho problemas com a bebida.
Não tenho por hábito beber socialmente, não aprecio álcool e na faculdade era das poucas que não bebia nem fazia aquelas figuras patéticas e degradantes que ainda me desencorajavam mais a beber. Conclusão, tenho a tolerância ao álcool de um pokemon.
Durante a nossa semana de férias, num dos dias em que fomos jantar fora o namorado decidiu que giro giro era pedir sangria para acompanhamento. Deu sensivelmente meio copo a cada um (daqueles de balão).
Tenho tão pouca resistência ao álcool que chega a ser ridículo.
No regresso ao hotel já ia a dormir no carro com o efeito do "acompanhamento".

O namorado sabe que um dia que estejamos casados e ele queira sair à noite com os amigos, sem eu saber, basta me dar meio copo de qualquer coisa que fica o assunto arrumado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Férias para forretas (que sou eu)

O namorado insiste em aderirmos aos pacotes de férias e irmos para um qualquer lugar ao pé do mar plantado, sem preocupações.
Contudo quem me conhece sabe que não vim com o modo "sem preocupações" instalado.

Normalmente tenho uma obsessão por perceber quão mais consigo fazer por menos dinheiro. (Excepto quando entro numa loja de roupa e me desgraço, mas isso são outros 500)

Até considerar que tenho estabilidade financeira para tal vou sempre endrominando planos e soluções alternativas para tentar viajar o mais vezes possível.

Estas férias conseguimos fazer uma semana de férias na praia com o alojamento por 120€, para duas pessoas.

Uma preciosa ajuda é o Booking. Comecei a investigar, cruzar filtros com localizações, com promoções e tudo mais e cheguei à Pensão Avenida Praia, mesmo em frente ao mar, 5 dias por 100€.
Mas... não reservei logo e essa promoção escapou-me porque alguém entretanto reservou para os últimos dias dessa semana que eu queria.

Não me dando por vencida. Procurei outros alojamentos perto que pudesse combinar a estadia.
Até que encontrei o Ibis Porto Sul, em Santa Maria da Feira, que se reservado com antecedência fica a uma preço bem interessante.

Perfeito. Começamos com um alojamento literalmente em frente ao mar, com frigorífico, cozinha super bem equipada, e acabamos num hotel localizado numa zona super tranquila, com uma boa piscina, uma cama super confortável e a 10 minutos da praia por 120€. E que semana boa que foi!




Pensão Avenida Furadouro


Que tem um espaço exterior para se fazer refeições com vista para o mar.
Como a cozinha está super equipada dá para comprar pão e fruta fresca nas lojas mesmo ao lado e tomar o pequeno-almoço com esta vista. 


Acabamos os dias assim, com vontade de voltar asap.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Chamados à recepção sff!


Queridos e queridas, estimados e estimadas, sodonos e sodonas leitoras desta humilde cabana de praia:

Quem dos meus xuxus tem dicas espectaculares, segredos surpreendentes, locais obrigatórios e curiosidades inesperadas sobre São Miguel, Açores?

Já agora, alugar carro lá é seguro ou é uma chatice pegada? 

Contem-me tudo!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Não é por nada, é que eu era empregada de mesa antes de ir para a faculdade...


Subscrevi alertas de anúncios de emprego para o meu email.

Hoje recebi o primeiro email:

"30 anúncios novos parecidos a_________ (incluir a minha profissão na área da saúde)"


1. Empregado de mesa
Portalegre




Posso dar como perdidos 5 anos de formação académica e profissional, certo?

Alguém que me entenda


terça-feira, 9 de agosto de 2016

O melhor comentário de facebook de hoje

"O sonho de qualquer mulher...
Trabalhar para o bronze e pesar menos de 57kg
Well done, Telma Monteiro"


Por estes lados nem uma coisa nem outra...

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Aquisição Primark - Sabrinas




Da última vez que passei pela Primark trouxe estas babes para casa. Avistei-as e gostei... o desconto era interessante... eram o último par... criou-se ao longe uma tensão entre nós, aproximo-me para confirmar o tamanho e Ieeeey eram o meu número. A sério que isto nunca me acontece.

Antes 8€ em saldos por 4€

sábado, 30 de julho de 2016

Quintino Aires e o caso do racismo aplicado às minhas férias


Não tenho tempo para ver televisão, de modos que normalmente vou acompanhando as novidades nos sites de noticias para me manter a par do mundo lá fora.


Eis que me deparo com esta notícia "Comentador da TVI acusado de racismo", quando li que era o Quintino Aires abanei logo a cabeça em sinal de depreciação. 
Não sou grande fã do indivíduo que, por vezes, tem comentários assim demasiado fora da caixa, às vezes tão desfasados que nem sequer se vê "a caixa", de todo.
Li a notícia e percebi que estava em causa comentários racistas sobre ciganos, disse que "não trabalham, que vivem à custa da segurança social, que ameaçam pessoas e que não cumprem as regras da sociedade", entre outras coisas.

Pois que este tema não podia vir mais a propósito.
Nesta semana de férias escolhi um Ibis bastante simpático e confortável para passar uns dias. Uma manhã eu e o namorado estávamos na piscina do hotel, a fazer a fotossíntese, quando vimos algo inesperado e caricato.

Aproximava-se uma família de ciganos que ia pronta para "montar a tenda" na piscina. Trouxeram para a piscina as suas malas trolley, caixas pretas de fruta, sacos de comida, imensa roupa que lavaram na banheira do hotel, trouxeram cabides do hotel com roupa pendurada que tinham acabado de passar.

Eu olho para o namorado e o namorado olha para mim.

Esta família monta toda esta estrutura mesmo ao nosso lado. Uma das filhas, ainda criança, não se cala, acabando com o sossego de quem gostava de descansar e inclusive faz comentários ofensivos sobre outras pessoas que estavam lá, sem qualquer repreensão da família. A matriarca rapidamente estraga um candeeiro do jardim sem a mínima preocupação de o reparar ou tentar compor. Levaram inclusivamente guarda-sóis que eram correspondentes a outras cadeiras sem pedir e enquanto uns tinham sombra desta forma, outros puseram-se a apanhar sol vestidos de roupa negra (e Cristo estava um calor!), a filha foi para a piscina completamente vestida. Ás tantas começaram a comer cerejas e a deitar o que não comiam para o chão. As toalhas do hotel também andavam por lá espalhadas. Olhei para o lado e tinham estendido toda a roupa que tinham lavado no hotel nas vedações da piscina para secar.

Eu olho para o namorado e o namorado olha para mim.

Isto fez-me lembrar outra situação que presenciei há alguns anos.
Durante um dia de Sudoeste fiquei à porta de uma mercearia à espera de umas colegas que tinham ido comprar algumas coisas. Nestas alturas a Zambujeira torna-se pequena e para evitar a confusão fiquei cá fora.
A certa altura vem o dono da loja e um funcionários a agarrar um jovem para o colocar na rua. O rapaz vem aos gritos: "Só me estão a fazer isto porque sou preto", "Isso é racismo!", "É uma vergonha esta descriminação" , "É racismo, não podem fazer isto".

Fiquei triste por este caso de racismo estar a acontecer mesmo à frente dos meus olhos.

Os 2 senhores colocam o jovem cá fora abrem-lhe a mochila e retiram de lá 5 garrafas de whisky roubadas da sua loja.

Por momentos a minha fé foi abalada. Percebi que alguns estigmas sociais contra os quais sempre me debati e lutei, infelizmente, nascem da realidade dos factos.


Nota de rodapé: Não é demais lembrar que a autora foi membro de organizações de defesa dos direitos humanos, foi voluntária em vários projetos em cooperação com a Amnistia Internacional e como tal este espaço é o reflexo desses mesmos valores, condenando todo o tipo de racismo  e discriminação.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Coisas que só a mim, valha-me deus



Pedi férias ao patrão. 
Ele olha para mim com ar desconfiado de quem analisa a constitucionalidade de um trabalhador meter férias. "é obrigatório por lei" - digo eu tentando acabar com o impasse mas ele não se convence... retribuí então com um "a menos que m'as queira pagar, claro...".

"Quando é que quer marcar?" - Diz ele de imediato.
Avançamos logo para a loucura de marcar uma semana de férias.


De modos que estive de férias na semana passada. Mandei-me com o namorado uma semana por esse Portugal fora dai a minha ausência.

Ao fazer a mala constato que levo significativamente menos roupa do que o namorado e fico consternada com o que isso pode representar numa relação. Asseguro-me que ele ainda gosta de gajas e que não está nenhuma sunga entre os pertences dele. Tudo ok. Eis que penso para os meus botões: vão ser umas férias práticas, sem alisar cabelo, sem roupa que precise ser passada a ferro, está tudo no esquema.

Cristo deixa-me, então, ir para longe e sem roupa para situações inesperadas e de repente ligam-me:

"Olá Eva Luna, estamos a ligar-lhe para estar amanhã numa entrevista de emprego no exato mesmo sitio onde costuma estar sempre mas que nós esperamos que fosse embora de férias para lhe ligar".
Ok... esta última parte não foi exatamente assim.

Durante largos meses andei a mandar currículos e apenas a ouvir como resposta o som dos grilos no horizonte. Assim que me apanham longe, sem roupa (o pior de tudo é sem roupa) e pimbas uma entrevista.

Lá fui à entrevista (vinda dos confins e para onde regressei mal acabou) com o que consegui arranjar na minha mala que não fosse um pareo, uns calções rendados e uns chinelos. 


Uii, um must!
Só a mim.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

...

Nunca tive paixão por França, nem a mínima vontade de conhecer Paris. A Torre Eiffel nunca me fascinou e sempre detestei a língua. Quando os meus primos emigrantes (cerca de 50 no total se contarmos os seus maridos/esposas e filhos) vinham de férias e começavam a falar francês eu nunca percebia nada e sempre os achei arrogantes por em Portugal não falarem Português. Sempre tive 0 fascínio por aquela terra de onde toda a gente regressava de BMW.

Por um acaso do destino fui a Paris e percebi finalmente todo o frenesim. Toda a arquitectura, grandiosidade e opulência daquela cidade fez com que ficasse absolutamente rendida. Cada vez que parava para olhar para os detalhes da ornamentação daquela arquitectura ficava incrédula e fascinada.

Amei Paris e passei a olhar França com outros olhos. 

Ontem ao lembrar-me do Dia da Bastilha pensei: "que dia belíssimo que será em França, para estar em França" imaginei as comemorações com a Torre Eiffel no fundo, todo o fogo de artifício e tive pena a viagem não ter calhado nesta época. 


Depois levei com o estalo do terrorismo na cara. Outra vez.
 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Gap year

Invejo poucas coisas, mas uma delas é aquela experiência de gap year que vemos nos blogues ou nas páginas de Facebook. Nunca ponderei um gap year, muito menos no final do ensino secundário por várias razões. Não tinha nem maturidade suficiente, nem aspirava a tal, considero que não é a melhor altura para algo dessa dimensão, sobretudo de quem vem de um meio pequeno como eu. Se tirasse um ano para "fazer coisas" o mais certo era não fazer nada de relevante, em que se perdia o sentido da coisa.

Mas hoje vê-se cada vez mais o gap year durante a universidade ou após a licenciatura e damn que inveja!
Ao ver fotos de todo o percurso do casal de namorados que ganhou o gap year do ano passado é de morrer de inveja. Receberam 6500€ e viajaram por incontáveis países no que aposto ter sido o ano das suas vidas (os créditos das fotos são deles).
Disso sim tenho pena, invejo a sorte de se usufruir de uma oportunidade dessas, tenho pena de não ter feito nenhum experiência de voluntariado internacional, sobretudo depois de não ter conseguido ter passado pela experiência Erasmus que tanto queria. Enfim, sou uma frustrada! :)

A vida começa cedo demais. A prioridade passa por arranjar emprego, comprar um carro, negociar um empréstimo, torrar tudo o que se tem numa cerimónia de casamento, perceber qual o carrinho de bebé que nos vai facilitar mais a vida. Enfim, e depois chegar ao fim do mês com dinheiro e viajar pode facilmente deixar de ser uma prioridade and that sucks!







segunda-feira, 11 de julho de 2016

Comprinhas Lefties



Vestido comprido Navy




Calção de cintura subida


Jumpsuit padrão étnico 

Je suis tres content parce que je suis tres content











...


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Crónica de um dia não


Trabalhar ao sábado. (Podia parar por aqui certo?)

Acordar às 6 da manhã, como sempre... (ai que dor!)

Ir apanhar o comboio super atrasada. 
Estacionei o carro e achei que ainda tinha tempo de pôr rímel. Saco do rímel, vem o comboio e eu deixo cair o dito em cima da minha blusa branca mais branca não há, tipo branco-dentes-do-Cristiano-Ronaldo. Great!

Toca a ir para o comboio que mais à frente atrasa 30 minutos e me faz perder uma ligação que me faria chegar a horas ao trabalho. 


Eu mereço.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Época das salsichas ao sol (Espero não ser mal interpretada)


Está oficialmente inaugurada a época das salsichas ao sol.
Afinal quem não gosta de tirar uma foto assim? Todas nós. Mostramos que estamos na praia/piscina ou até marquise lá de casa (sim sim já vi ontem uma destas) a apanhar sol. Tipo tomai lá vós que trabalhais ou que estais em casa a ver a Fátima Lopes que eu estou aqui estendida ao sol. Ahhhhh... Melhor ainda: não mostra a celulite, não mostar o pneuzinho, as estrias, nadinha, é do melhor que há.

Contudo, venho a deparar-me com um flagelo que é basicamente as senhoras incluírem neste tipo de fotos os seus pipis em bikini. Eu também tenho um, nada contra, mas é capaz de ser um bocadinho desconfortável eu abrir o meu face (e como eu milhares de pessoas) e deparar-lhe com fotos de grande destaque de pipis alheios no centro das fotos. Digam o que disserem é o foco principal das fotos. Óh, my eyes! My eyes! Que só hoje já foram dois e era escusado. Não precisamos de ser assim tão "amigas".

Umas notas para estas duas minhas "amigas" do Face:
#1 Eu sei que está complicado arranjar homem, eu compreendo. Toda a minha solidariedade, mesmo com os vossos posts constantes a apelarem à compaixão "Basta que me ligues para seres feliz" ou "de mim terás tudo o que me deres" e mesmo assim continuar solteira é duro.
#2 Quando um homem fizer um comentário simpático não pensais que está mesmo focado no vosso bronze ou da janela da marquise que aparece de fundo. Sorry! E os que fazem comentários desagradáveis. Óh filhas com fotos dessas quereis o quê? Um comentário a dizer "Gosto da cor dos teus olhos". Pois...

Não há milagres.

Vamos lá fazer o favor de voltar às fotos convencionais só das salsichas, sim?
Obrigada

terça-feira, 21 de junho de 2016

Comprinhas Kiko



No outro dia estive no Strada Outlet e aproveitei para ir à Kiko.
Comprei o meu pó compacto de sempre que foi descontinuado pela marca, mas que ainda consegui encontrar lá e a metade do preço. Aproveitei para fazer outra descoberta com este correctivo Kiko, textura fluída, fácil de espalhar e aplicar numa cor muito mais simpática do meu stick anterior da Avene (que facilmente fugia para tons amarelados) este tem um tom rosa que se difunde melhor na pele. Assimcomassim vieram também dois vernizes que isto do gelinho anda-me a ficar pelas horas da morte (tendo em conta que da última vez me durou 1 dia intacto).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pessoas que nunca deviam ser chamadas "mãe"

Esta semana vi uma capa de jornal que me deixou incrédula. Relatava o caso daquela senhora que estava com o seu namorado e decidiu que o facto de estar num parque público e com a filha ao lado não era impeditivo para ser uma besta.
Naaaa, não pode ser. Estes indivíduos querem é vender revistas, pensei eu.
Infelizmente o vídeo surgiu na net e, Cristo, como me arrependi de ter visto. É inacreditável. É surreal que haja pessoas assim, que infelizmente puderam ser mães.

Neste momento estou num comboio e há uma criança de 4 anos que não para de querer chamar a atenção da mãe que parece estática, parece que petrificou. Está a ler a revista Maria como se no artigo do Love on Top estivesse descrito o destino da humanidade. Não é capaz de acalmar o miúdo, de lhe dizer absolutamente nada. O miúdo questiona-lhe mil coisas e a senhora não se digna a fazer nada. É impressionante. Isto durante uma hora. Até que o miúdo lhe agarra na revista e aí tudo muda "não me rasgas a revista" e pronto é isto. Mata-te aí a chorar e a gritar não me estragues é a revista...

Hoje nas notícias vinha uma senhora que se atirou de uma ponte com um filho.

Estas pessoas andam todas loucas é impossível. Se em vez de terem filhos se decidissem cuidar de uma planta ou de um animal faziam melhor.



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Lição a reter



Eu sou um ser muito iluminado. Ui!
Há um ano atrás em conversa com pessoas próximas pus-me a dar opiniões sobre as suas próprias vidas. Porque não fazem isto, aquilo, desta maneira e daquela?
Na época não tinha nada a ver com o assunto e lá mandei uns bitaites.
Vai que um ano depois essas pessoas resolvem aceitar a minha sugestão fazendo exatamente aquilo que eu tinha sugerido.

O que eu não sabia era que aquilo que eu tinha sugerido, passado um ano, me lixava de sobremaneira, que é uma forma fofinha para dizer aquilo que eu realmente queria. Só para terem uma ideia, mudou tanto, que inclusivamente mudei de cidade por causa disso.

Lição a reter: Nunca mais me meter na vida dos outros. Nunca mais me meter na vida dos outros. Nunca mais me meter na vida dos outros. Nunca mais me meter na vida dos outros.


Para a próxima vê lá se estas calada sff! Eva Luna.

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