segunda-feira, 26 de junho de 2017

Então Eva Luna, como vai essa dieta?

Se a eu perdesse o peso equivalente à fome que tenho já tinha menos 5kgs.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O resultado do exame


No mês passado fui fazer um teste genético, para uma doença descoberta recentemente na minha família. Ontem fui saber o resultado:

Positivo para a mutação da doença.
A médica foi contra eu fazer o exame, disse que passámos o resto dos nossos dias com medo, ansiosas por algo que pode nunca acontecer. Acho que prefiro saber. Ao saber a notícia a minha mãe chorava e eu ria-me, não sei muito bem porquê.
Apenas 5 em cada 100 pessoas têm a mutação. Não há muito que possa fazer, posso ter a mutação e não se manifestar a doença, mas uma vez que se está a manifestar na minha família próxima e eu tendo a sorte que tenho,  convenhamos... é de mim que estámos a falar... é óbvio que um dia mais tarde isto vai voltar para me assombrar.

Enfim. Consigo imaginar tanta coisa gira para me deixarem de herança: Uma quinta no Douro, uma coleção de Louis Vuitton, jóias de família do século XVII, um plafon enorme para poder ir viajar e pronto deixam-me isto...


#Cadauméparaoquenasce



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não dá para falar noutra coisa

Ninguém pode dizer que não preve os incêndios florestais no verão. Ninguém pode dizer, sobretudo os Governos que vão tomando posse é: "ahhh, por esta é que não contávamos" .
Com origem natural ou por acção humana é algo tão previsível como o dia nascer.

Quem anda muito de comboio ou avião constata o evidente:
Somos um país de matas, onde em todo o lado há um pedaço de terra ao abandono repleto de ervas e arbustos secos, prontos a arder. Como viajo muito de comboio gosto de olhar como se fosse uma turista e fico perplexa com a quantidade de lixo, matas, arbustos perto das linhas do comboio e das casas prontos a arder. É feio e, mais importante, é perigoso.

Ao andar de avião fico sempre admirada com o ordenamento do território dos outros países. Juro que é algo que me fascina. As florestas estão limpas, os terrenos parecem divididos a régua e esquadro, há sempre boas àreas de acesso, no caso de ser necessário chegar eficamente ao centro da mesma. Eu sei que não têm o nosso relevo, mas é uma preocupação diferente que se vê, um planeamento que é evidente. São Miguel foi outro exemplo de civismo e ordenamento aqui bem perto.

Estámos todos os anos a queixarmo-nos do mesmo. Dos bombeiros, das vítimas, das tragédias, das casas ardidas, mas e políticas para, efetivamente, mudar isso?

Há uma petição para que os reclusos limpem as florestas, eu considero que devíamos fazer mais. Criar bolsas com subsídios para voluntários, desempregados que auxiliem nas limpezas das matas, pessoas a receber o RSI (e que me desculpem o preconceito) que estão muitas vezes sentadas nos cafés, voluntários. Pagar um serviço prestado, um bem comum em prol da comunidade, atuar na prevenção. Não precebo como não há dinheiro para essas medidas mas depois há para os combates aos incêndios.

Políticas precisam-se.
Já chega de ficarmos surpreendidos por estas tragédias, quando sabemos que são eminentes. Para não falar no dever cívico de limpeza das propriedades. Querem dinheiro para financiar essas bolsas? Cobrem multas a quem é proprietário e não cumpre o seu dever. É proprietário e não tem condições de limpar? Devia solicitar a essas equipas um valor para prestar essa limpeza que tivesse em consideração os seus rendimentos.
Sei lá, não faltaram medidas ou ideias, mas acho que é preciso morrerem 62 pessoas para que se entenda que esta não pode ser uma preocupação sazonal, que este tema não pode morrer quando chega Outubro. É preciso agir, senhores governantes, agir!    

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Metabolismo, esse judas


Até há uns anos eu só tinha um conceito de dieta: Comer tudo o que me apetecesse, quando quisesse.

Ahhh, bons tempos.
Um gelado familiar numa tarde, enquanto via um filme: Check.
Um pacote inteiro de bolachas digestive enquanto estudava para um exame: Check.
Snack da meia noite com croissants, fruta e sumos: Check.
Sempre o mesmo peso na balança: Check. 
Era uma alegria.

Por hábito familiar e depois mesmo vivendo sozinha nunca me socorri de fritos. Óleo é uma coisa que não tenho em casa e refeições pré-preparadas também não. Molhos tipo ketchup ou maionese também nunca foi hábito e sempre foi pacífico manter essa rotina alimentar, mas nunca me privei ou deixei de comer nada por pensar: "Ena, estas calorias davam para alimentar um elefante."
Comia e pronto.

Com o somatório dos aniversários, a profissão sedentária, com o peso a subir e a teimar em ficar veio a contatação evidente: 
O meu metabolismo ficou cansado. Eu percebo, coitado. Com esse cansaço vieram 5Kgs que não me pertencem: "Xô, sai deste corpo, este corpo não te pertence".
Eu percebo que  o metabolismo se altera e que o peso se ajusta à idade e acho irónico quando as pessoas me dizem: "Eu tenho 80kgs mas eu ja pesei 55Kgs e esse é que é o meu peso ideal". 
Obrigada, eu também já pesei 35kgs!!! Mas foi há 10 mil anos atrás. Era irreal querer pesar outra vez 30kgs.

Eu não quero ter ilusões irrealistas, eu sei que o corpo se adapta e sei que há determinadas metas que são irreais. Ou então não. Por isso mesmo dos 5Kgs que ganhei em 2 ou 3 anos desafiei-me a perder 3Kgs em 3 semanas.
Claro que não é fantástico fazer escolhas e estar sempre condicionada, mas também não é incrível vestir um vestido e odiar, ter umas calças novas e não apertarem. Se eu não travar isto, vou parar quando? Quando tiver mais 10Kgs? Aí vai ser mais difícil. 

Espero conseguir. Daqui a duas semanas dou novidades. 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sabem quando...

Querem ajudar alguém e acabam por piorar toda a situação?
Aconteceu-me ontem e o meu estômago ainda anda às voltas. Not fun.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vestidos, vestidos, casamento à vista



Vou ter um casamento daqui a 1 mês.
Um casamento de uma amiga do namorado. Amiga provavelmente é uma expressão forte, cresceram juntos - diz ele, mas já não têm grande contacto há anos, pelo que percebo.
Yupi! Super entusiasmada a ir a um casamento de pessoas que não conheço! (Not!) Ainda resisti, mas o namorado acabou por levar a melhor. Começo a pensar que o dinheiro para o casamento dava assim para umas férias mais simpáticas, mas isso sou eu que sou uma agarrada.
Como tal não tenho vestido, já dei uma vista de olhos e ainda não vi nada que me falasse ao coração. "Então Eva Luna mas não tens nada lá em casa que possas usar?" Tenho, já não tenho é o corpixo que tinha quando as comprei.
Normalmente é sempre assim, quando não tenho absolutamente nada até encontro coisas que gosto, mas depois não faz sentido comprar um vestido de cerimónia quando, no que toca a festividades, só há o som de grilos no horizonte, mas depois quando preciso é uma dificuldade. Estou mesmo a ver.

Alguém sugere algum trapinho, alguém viu numa Zara, numa Mango, numa loja por aí um vestidinho assim que vos aqueça a alma? Uma coisinha usável, que não me pareça ter 56 anos, mas também que não pareça que saí da praia? Nestas coleções, às vezes, é difícil. 

O casamento vai ser na terra do namorado, o que faz com que se eu não for arranjadinha as velhotas digam: "Olha é o filho da X, com a namorada... coitado, podia ter arranjado uma coisinha melhor". Vá, ajudem-me :)

Vou dando novidades, mas temo que não vá ser muito fácil.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A sorte do meu namorado...

Namorado: Olha podíamos pedir a isenção da tarifa audiovisual da EDP.

Eva Luna: Ai dá? Não sabia... 
(no dia seguinte) 
Olha estive a ler e a isenção é só para consumos anuais de menos de 400kw... Estive a ler os critérios e nós não nos enquadramos nem de longe, para além do mais se tivessemos o processo era automático...

Namorado: Pufff, sabes lá, eu sei muito bem que dá, ainda no meu trabalho tive a ver isso e dá sim senhor... Pufff "andaste a ler", "automático"... sim, percebes muito disso... tem que se requerer, não é nada automático, então eu não sei.. 

Ligo para a EDP, fico um tempo infinito à espera e ao explicar a situação o senhor ri-se na minha cara a perguntar quem raio me tinha dito isso. Que só estão isentos consumos inferiores a 400kw/ano e que é uma isenção automática.

Ah bom... caí para o lado com a novidade que o senhor me deu.


Teimoso, hein? Às vezes da-me vontade de atirar o meu namorado teimoso com oum raio da janela.


A sorte dele é morarmos no rés-do-chão. 

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