quarta-feira, 1 de junho de 2011

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A saída ontem à noite foi.. peculiar.

Saímos para tomar café e depois para dançar.
Chegamos a este último e posso dizer e apercebi-me de algo estranho, sempre que olhava para uma certa zona, quase que podia jurar que estavam dois tipos a falar e constantemente a olhar para mim. Puffff, Eva Luna, sê menos convencida e ganha juízo - pensei eu.
Pouco depois, vejo um individuo na minha direcção. Antes que conseguisse pensar ele pergunta "Posso te pagar alguma coisa?" E então num milésimo de segundo penso: Afinal-tinha-razão-ele-estava-mesmo-a-olhar-para-mim-oh-valha-me-como-é-que-eu-me-livro-desta-é-que-eu-tenho-namorado-oh-meu-deus-como-é-que-lhe-dou-um-fora-suavezinho-fogo-não-queria-nada-ser-mal-educada-porque-ele-até parece-simpático.
E respondo-lhe.. "Oh, eu não bebo, mas obrigada..."
Ele insistiu, mas nada.
Pouco depois, voltou e decidiu pagar um shot às minhas amigas todas. E lá fomos todos beber um shot. Pois que o individuo não saiu da minha beira o tempo todo, a esforçar-se para manter conversa.
Eu não queria ser mal-educada, nem muito menos magoar ninguém, por isso, depois de muitas peripécias lá se resolveu a questão.
Pouco depois, vem um niga ter comigo, pedir-me para dançar... Coisa que, parecendo que não, já não me acontecia desde a 4ª classe.
Mal me despachei do tipo, decidi que já eram horinhas e bazei.
Conclusão, foi engraçado, tudo o que nos massaja o ego é engraçado.
Puff, mas qual é a importância disso? Nenhuma, aqueles tipos não me diziam nada, é apenas giro pelo lado fútil da questão.
Tentei explicar isso ao namorado e ele chateou-se como não há memória.
É giro que chamemos a atenção, é giro despertarmos interesse, não há nada de perverso nisso, além do mais, esforcei-me por não ser antipática ou rude, afinal, eles só andam à procura do que eu já encontrei, da felicidade, e todos nós temos o direito de a procurar. Se eu, antes de a ter, soubesse do bom que é, teria procurado por ela, todos os dias, todas as horas.
Mesmo que se falhe muitas vezes, um dia, mais tarde ou mais cedo, acaba-se por se acertar.

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