domingo, 1 de março de 2015

Cinema, opiniões e caldos de galinha


É um filme extraordinário e o Óscar de melhor actor foi muito bem entregue ao Eddie Redmayne. Não podia ter sido de outra forma. 


É outro grande filme. É destes filmes que eu gosto, que nos arrebatam e inquietam. Vale mesmo a pena ver e o argumento é fenomenal.



Por onde começar? Não fui uma adolescente rebelde, não experimentei coisas malucas, excepto uma - os livros do Nicholas Sparks. Fase da parvoíce, vai-se lá saber. Li todos os livros dele, li livros num dia. Enfim, compreendo os toxicodependentes, eu própria fiquei viciada nos livros deste tipo. Até que, como em tudo na vida, com o passar do tempo lá se foi a magia. Os finais dos livros começaram a ficar muito previsíveis. Os cenários eram sempre os mesmos. O cenário de fundo era sempre um oceano, um rio, um lago, havia sempre uma cabana, uma lareira, uma mulher a vestir uma camisa de homem e uma história de amor mal resolvida no passado. As linhas condutoras eram sempre semelhantes e as histórias acabavam sempre mal. Um dos personagens morria sempre ou tinha uma doença grave. O que é certo é que os protagonistas não podiam acabar juntos, mas o senhor lá resolvia sempre com uma "palmadinha nas costas". "Ah, o homem da minha vida morreu no mar, mas deixou-me uma carta e ficou tudo bem", "A minha namorada vai morrer, mas ao menos vamos casar e ser felizes durante um ano", "O amor da minha vida morreu, mas doou um rim ao meu tio, que o vai permitir viver". Baaaah!  Um livro ou dois aceita-se. Vinte livros com estes traços gerais, tenham dó. Passei a odiar, a passar ao lado dos livros, dos filmes, de tudo, sem arrependimentos. Só que há uns dias fui apanhada na curva e lá dei mais uma oportunidade ao senhor, com este filme. Epá, antes não tivesse visto. Uma pessoa apanha-se no meio da história, emaranha-se, acredita que o gajo mudou de esquema e depois pumbas, toma lá com o óbvio outra vez, com o mesmo conto do vigário de sempre. Na hora em que é suposto ficar o suspense no ar, já deslindamos tudo o que vai acontecer, de tão previsível. Grrr! Não, não amigos, agora é que Nicholas Sparks nunca mais. 

3 comentários:

A Pimenta* disse...

Os dois primeiros filmes parecem-me boas apostas para uma sessão de cinema!

Maria Mac Taus disse...

Adorei de morte o primeiro filme ...

asminhasquixotadas disse...

Também tive essa fase parva na adolescência. Felizmente, ao fim de uns cinco livros passou-me. E acho exactamente o mesmo que tu: aquilo é sempre a mesmíssima coisa. Como raio os milhões de leitores não se fartam?!

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