quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Diário dos pobres - versão férias.



Eu e o namorado fomos para a Figueira.
Vai uma pessoa mais para Sul, para fugir às nortadas e pumbas! vento com força como se estivéssemos em Esposende, num dia de trovoada. Ventinho nas trombas não nos faltou, graçasadeus. Pessoas próximas vão para Punta Cana, nós vamos para a Figueira. Of course!
Chegamos ao hotel, 2ª linha da praia, vista para o mar do quarto e tal. Chegamos, pagamos e pedimos recibo. Percebemos logo ali, que o tipo da recepção não sabia escrever e foi o namorado que teve que preencher o dito recibo, depois de meia hora de tentativas falhadas por parte do senhor.
Chegamos ao quarto e... percebemos que não tínhamos tv nem wifi e a cama era duvidosa. Great!

Tentamos procurar locais de interesse na Figueira e não encontramos grande coisa. Não há um monumento, não há uma Zara em saldos, enfim... uma 'ssoa fica um bocado chateada, mas pronto, supera a situação.

Encontrei uma loja no comércio tradicional que alegava ser muito baratinha, só com coisas de praia e lá fui eu toda lampeira. Andava à procura de chapéus e fui experimentar os que tinham lá. Mal ponho o chapéu de abas na cabeça e o puxo dos lados para baixo, para o colocar, sinto metade do chapéu a descoser. Como só podia ser.

Na vinda para casa dá umas dores ao carro do namorado... Embraiagem foi à vida e cada vez que ele quer trocar a mudança, basicamente o carro não deixa. Pois que viemos, em quarta, para cima, pela estrada nacional, com semáforos de 500 a 500 metros (e um carro sem lhe podermos meter mudanças). Foi lindo, fizemos rotundas em quarta, rezávamos para os sinais virassem para verde para não termos que parar, passamos sinais verm.., (cof! cof!, agentes da autoridade que estejam a ler, nada.. não fizemos nada disso, eu é que estou com um surto psicótico, não liguem, dá-me assim às vezes, mas já estou medicada, não se preocupem).

Enfim, o importante era mesmo chegar a casa, nem que para isso tivéssemos que limpar umas velhas pelo caminho, nas passadeiras.
Tenho cá para mim que, a menos que eu e o namorado sejamos apanhados na curva pelo Alzeimer, não voltamos a pôr um mindinho na Figueira nem sob ameaça de morte, tão gira que foi a coisa. 

O que eu devia ter feito era ir para a Figueira, ter-me metido no Casino e ter engatado um daqueles velhotes que troca 1000€ em fichas just for fun

Depois sim, podia vir para aqui falar-vos do meu resort, na linha da praia, nos bombons no travesseiro, das toalhas dobradas em forma de cisne, do telefone fixo ao lado da sanita, nas águas claras e límpidas das ilhas gregas e do carro desportivo com que passeamos.

Contudo, caros leitores, o que temos é disto, porque quem nasce para lagartixa, não chega a jacaré...

5 comentários:

Anónimo disse...

Estás a falar da Figueira da Foz?
Com tanto sitio interessante em Portugal Eva Luna, sinceramente!!
As praias da Figueira são para esquecer!! Só as que ficam da ponte para o lado sul se aproveitam. É bonito para passar um dia, nunca para fazer férias!! :)

Catarina Dias disse...

eh lá Esposende? Não me digas que frequentas Esposende!!! Essas férias fazem-me lembrar umas que tive na Nazaré!

Eva Luna disse...

Lesson Learned! :)
Nunca mais nos apanham em férias, é garantido.

Eva Luna disse...

Frequentava quando era pequena Catarina, mas agora ando a fugir para sul :)

[B] disse...

Epa conheço bem a Figueira e aquilo não tem interessezinho nenhum...

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