domingo, 5 de maio de 2013

Nas cenas seguintes qualquer semelhança com a realidade é absolutamente verdadeira

 
Ai, ai, esta vida tem coisas do diabo. Adiante.
Há uma rapariga com quem estudei desde sempre e que desde o início dos tempos, ela e a família sempre tiveram a tendência em melhorar/inverter os factos a seu favor. Queriam ser mais, aparentar serem melhores.
 
Aluna medíocre, sempre foi passando por benevolência dos professores. A mãe lá ia ofertando uns anéis às professoras, entre outras coisas, que apelaram sempre ao bom coração das mesmas. Não fosse a história já retorcida, a família ainda inventava bolsas de mérito, que supostamente a dita ganhava, quando sabe deus para conseguir passar.
 
No secundário tentava fazer os testes acoplada a uma colega nossa que tinha pena, mas claro que a coisa não durou muito, o que foi uma grande chatice para a pequena, porque teve que passar a fazer os testes sozinha, o que é sempre dramático. Depois de ter passado os 3 anos connosco no secundário, viu-se obrigada a ir fazer o 12º + as específicas de 11º e de 10º para um colégio privado. Onde os professores também deviam ter, certamente, muito bom coração e lá fez tudo num ano. Assim à Relvas.
 
Depois veio a universidade, ah a universidade.
Primeiro, ela e a família disseram que ela tinha entrado na pública, em enfermagem. Curiosamente o nome dela nunca apareceu nos colocados. Mistério, hã? Depois disse que entrou na Faculdade de Letras, em enfermagem... (?) Que era uma coisa bonita de se ver. 
 
Ninguém sabe da miúda, apenas que mudou de cidade e que está "supostamente" na universidade. Coisa que apraz muito a família, porque seria a primeira da tal família a ter um curso e um canudo é coisa que cai sempre bem.
 
Agora diz que vai queimar, tal como eu, esta semana. Irónico é que ela começou um ano mais tarde que eu e vai queimar no meu ano (?), quando a duração do curso em ambos os casos é de 4 anos... A menos que o tempo tenha uma duração diferente para cada pessoa, something can't be right.
 
Moral da história: a miúda nunca deve ter entrado na universidade, mesmo assim a familia fantasia que sim e inventa detalhes, para tornar a história mais credível, but guys, just do the math. A sério que há pessoas capazes de inventar este tipo de coisas? São pessoas doentes mentais, certo? Quando este 'não importa ser, importa parecer' para os outros, assume esta importância, é porque se tratam de pessoas insanas, certo? Esta mentira compulsiva será que não os desgasta? A sério que acham que vale a pena? Ah e também dizem que ela não vai ser uma simples enfermeira, mas sim uma enfermeira operadora, que é coisa que caso alguém conheça o conceito eu agradecia que me explicassem.
 
 
Era partir dois vasos naquelas cabeças desabitadas, não?
Bem me parecia.

7 comentários:

Vicky disse...

Essa história não me surpreende porque conheço um caso igual. Há gente louca mesmo. bjinho

Eva Luna disse...

Só gente doida Vicky :)
Beijinhos

Nocas disse...

Eu tenho um colega que inventa coisas por inventar! Mas coisas muito estúpidas, que não têm cabimento nenhum... Nós já nos rimos cada vez que ele abre a boca... beijinhos

asminhasquixotadas disse...

Não pode dar-se o caso de ela ter desejado entrar em enfermagem, não ter conseguido e ter entrado para uma outra opção em Letras, onde os cursos são de três anos? Infelizmente há famílias que vivem destas aparências e é ridículo.

Eva Luna disse...

Sei bem como é :), pelo menos dá para rir Nocas. Beijinhos ;)

Eva Luna disse...

Pode acontecer as minhas quixotadas, a família é que fala que ela já vê autópsias, que já fez estágios neste e naquele hospital e trinta por uma linha. :S Fazem de um tudo para "fazer parecer". Enfim, vivem de aparências...


Cristina disse...

:|
Eu quando tirei o meu curso, conhecia um rapaz que entrou em Matemática e que era, segundo o pai, tão inteligente que os professores o dispensavam de ir às aulas! Era um aluno brilhante... curiosamente, hoje não faz nada e nunca chegou a exercer a sua brilhante carreira de professor de matemática!

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