terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Da precariedade

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[Gosto do que faço, mas a precariedade vai-nos matando aos poucos. Primeiro por dentro, depois por fora e aos poucos leva-nos tudo.
Não sei de que forma algum dia poderei ter uma casa, não sei se algum dia poderei viajar como gostaria. Não sei se algum dia terei estabilidade no trabalho. Simplesmente não sei. O pior de tudo ainda é a falta de perspectivas para o futuro.
Eu, precária, me assumo. Há dias em que me culpabilizo. O mais certo é ser culpa minha. Não fiz o suficiente. Não é possível que tenha feito o suficiente.]

4 comentários:

Nádia disse...

Percebo-te até certo ponto. Eu nem sou precária, estou desempregada há um ano. É chato, mas não me culpabilizo porque sei que tenho várias aptidões e talento. No meu caso, terminei o mestrado com 20 valores na tese e 18 de nota final e nenhuma porta se abriu. Sou confiante o suficiente para saber que o problema não é meu, mas do sistema. Se gostas do que fazes, não está tudo perdido. Tenta só ter sempre presente que a culpa da tua situação atual não é tua, e claro, esforça-te todos os dias para melhorar esse cenário.

Beijinhos!

Perdida em Combate

Esperança disse...

Percebo o que dizes, também o sinto. Também não sei como vou conseguir ter uma casa, ter aquele casamento de sonho com toda a família presente, fazer todas as viagens que gostaria...
Não sei se a culpa é de alguém ou apenas da situação económica que vivemos... Seja como for, todos os dias dou o meu melhor a fazer aquilo que escolhi, na esperança de que, um dia, venha a ser recompensada!

Sílvia disse...

Não, a culpa não é tua, nem é nossa que temos de viver nestas condições. Eu não dou passos maiores na minha vida por isso mesmo, porque não sei o que o amanhã me reserva, e se ficar sem chão de repente?

Eva Luna disse...

Obrigada pela força meninas. Resta não baixar os braços e esperar por melhores dias. (Suspiro!)

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