quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Faço 31 anos!

 


A vida começa agora, certo?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

já vos disse que acho...


A série After Life uma preciosidade? Um enredo nonsense e estupendo?  Um murro no estômago pela noção da realidade que nos traz, de que temos que arranjar ferramentas para aceitarmos os termos e condições deste jogo louco que é a vida, e que conhecemos desde o início? Uma alucinação real. Algo que me fez rir lá do fundo e chorar uma dor alheia, como se fosse minha, sobretudo porque pode ser uma dor nossa a qualquer momento. É uma comédia sobre a nossa existência e sobre o que sobra quando nos tiram tudo.

A maior certeza da vida é que perderemos pessoas, as nossas pessoas, e não há nada que importe mais do que isso, essa doce igualdade que nos coloca a todos na mesma posição, sem que nada possa atenuar esse sentimento, tenhamos mais ou menos idade, mais ou menos dinheiro, mais ou menos poder ou influência. Esta série é sublime, sobretudo porque a realidade ultrapassa qualquer cenário ou personagem, que possamos achar mais ridículo. A vida é assim, ridícula, mas uma dádiva incrível.

A série é em busca do sentido da vida, quando nada mais faz sentido. Esta série é uma prenda.

Não sei se sou só eu...


Mas fico um bocado paranóica quando percebo que há casos positivos por perto...  

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Decorria o ano de 2011

 segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vou só ali atirar-me de uma ponte, volto já..


Aulas às 8.30h e namorado doente, ele assimcomássim não quis ir ao médico.  A ponta da minha orelha era a única parte que estava fora dos cobertores e transmiu-me a sensação que estavam, sensivelmente, 7º graus negativos cá fora. Seguem-se muitos pensamentos motivacionais sobre o quão chato é reprovar por faltas quando se paga propinas, casa, água, gás, luz e viagens. Não tenho muitas alternativas. Toca a levantar. Ligo o aquecedor. Ahhh!!, Agora sim, já só parecem estar 2º negativos. Lavo a cara com água fria, para ver se desperto. O namorado continua a não querer ir ao médico (vulgo síndrome Rambo). Dou dois passos para o armário. Possa!! que a roupa está mesmo fria! O namorado levanta-se e vai à vida dele porque eu vou para a aula, ainda cheio de dores e já com um benurom na circulação sistémica. Estico o cabelo com o alisador, que marca 210º, até que enfim uma temperatura decente. Pego no telemóvel para ir sabendo do namorado e leio:

"Hoje não há aula." 

 


sábado, 19 de novembro de 2011

Apaixonei-me perdidamente

 Não sei como foi acontecer.

Não sou mulher de ficar dividida, nem de sentimento fácil.

O que é facto é que não consegui evitar. E agora a vontade é sempre de não ter que escolher entre os dois, apesar disso não ser possível, claro está.

É difícil decidir, porque ambos me fazem sentir nas nuvens, apesar de serem muito diferentes um do outro. Diferentes mas únicos, que eu acho que é o que me apaixona neles.

O que é facto é que tive que escolher, apesar de me ter custado horrores despedir-me de um.

Quando menos esperamos coisas destas acontecem.


Prometo desenvolvimentos.


Nota: estava a falar sobre dois vestidos da zara... 



domingo, 13 de novembro de 2011

Insanidade - Check

Eu tenho professoras muito particulares.


Uma delas, brasileira, diz que quando tivermos dúvidas devemos ir pesquisar ao googau. Assim vale a pena, sim senhor..


Outra, também brasileira, está sempre a dizer horrores de Portugal, que é assim e assado, desta maneira e daquela, como se viver no brasil fosse só diamantes e campos floridos.  


Outra está sempre na noite. Só ontem pagou mais de 20 shots aos alunos. Também não entendo.


Outra, aquela dos 3000 e tal euros, diz que quando vê que já está a meio de uma tablete de chocolate e já comeu mais do que devia, desfaz o resto do chocolate e o deita fora. "Porque pecado maior era se o fosse comer na totalidade... e como se não o deitasse fora o ia comer, resolvo logo a situação... " E duas chapadas naquela cara, também era giro, não?


Outra, uma colega minha viu-a na noite a fumar coisas bem giras.


Outra apresenta sinais de bipolaridade e leves traços de loucura. Manda-nos cantar o hino, diz asneiras à grande e diz coisas que não lembram nem ao Cláudio Ramos e dá 0 de matéria. No outro dia vira-se: Estão a ver o meu relógio? Imaginam quanto custa? - Nós: 100€? - Custa 2500€. Mandei incrustar um diamante por cada pontinho das horas. Pergunta-nos se conhecemos a dimensão de certas partes anatómicas dos nossos namorados e a lista de coisas estranhas nunca mais acaba.



Eu sinceramente gostava de conhecer os critérios de seriação desta gente.

Será:


Diário da República

Encontra-se aberta uma vaga, no âmbito X, para o cargo Y na instituição Z.

Critérios de eliminação:

- Aparentar sinais de normalidade.

- Ser-se psicologicamente equilibrado. 

- Dominar a matéria a lecionar e ser prestável.

- Não apresentar sinais de excentricidade.

- Não ter problemas de personalidade para resolver.

- Não colmatar problemas com substâncias de adição.


Começo a desconfiar que sim. 



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

É o célebre.. não ver o que está mesmo à frente dos olhos..


Está uma senhora, num programa da tarde, a dizer que a maior desilusão que teve na vida dela foi com ex-marido.

Esta senhora contou, também, que o conheceu num bar de alterne. 


Humm, realmente.. há coisas surpreendentes. 



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Boa vida - a definição.


Uma professora minha da universidade hoje disse que ganhava 3300€ e que estava preocupada com a crise. Envergando uns jeans Calvin Klein, uma camisa Ana Sousa, uma mala Carolina Herrera e bem artilhada de joias.

Disse, também, que dispensa tudo na vida, menos a empregada.


Quando for grande quero ser como ela...



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Gosto daquelas pessoas..

Que dizem, gosto muito dele.. como pessoa.

Haviam de gostar como quê, como cenoura??



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

É chocante, mas eu tenho que contar..


Tenho uma revelação chocante a fazer.

Eu vejo a casa dos segredos. Podem atirar pedras, vá eu deixo.

Eu sei que a imagem que têm de mim é daquele ser com o expoente máximo de inteligência e coerência, aquele ser acima do bem e do mal, dotado de capacidades exímias e notáveis e vai-se a ver vejo a casa dos segredos. É chocante - eu sei.

Mas, para todas as pessoas que recriminam este acto e dizem " só vê a casa dos segredos quem é psicologicamente diminuído e cujo o cérebro tem, no máximo, o tamanho de uma noz", eu digo: ok, até pode ser, mas trata-se de um fenómeno superior.


Eu explico.

Ver a casa dos segredos é como ir ao Zoo.

Vemos muitos animais. A maior parte só faz grunhidos. Tal como no Zoo, fazem questão de terem seres de grande porte para as pessoas verem como o mundo tem fenómenos estranhos. O QI dos intervenientes é semelhante em ambos os espaços. Vemos as tentativas de acasalamento. A competição pelo alimento. Decidimos quais são aqueles que apetecia dar amendoins através da rede e por a dormir no nosso tapete ou então aqueles que não gostaríamos jamé  de ter em casa e que só apetece fugir de tal espécie. E tal como no Zoo, apenas vemos a maior parte deles limitado a ficar ali, a hibernar ao sol, o dia inteiro.


Enfim, é todo um fenómeno social e eu não me orgulho de sofrer deste distúrbio patológico, mas pensem que poderia acontecer a qualquer um de vós. Sejam solidários, esta é das poucas dores que não se cura com 3g. de Benurom.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

...


Jovem, achas que a tua vida não tem emoção? Queres sentir uma nova adrenalina? Estas farto da tua vidinha de sempre? Queres sentir emoções fortes? Eu tenho a solução.


Arranja 5 amigos, para que juntos sejam 6 pessoas. Escolham um prédio e entrem os 6 num elevador, mesmo que lá conste que o máximo permitido são 4.

Aproveitem a viagem, porque vão acabar por ficar fechados num cubículo de 1 m2.

Vais sentir a emoção do que é ficares preso sem conseguires sair e sem rede no telemóvel. Junto ao facto de estarem 6 pessoas a respirar o pouco ar que o mesmo comporta e não te esqueças de fazer isto à noite, para que ninguém perceba que vocês estão lá.

Por último, fiquem lá presos um tempo considerável, que é para aproveitarem bem a experiência.


É emoção garantida. Quando saírem todas as cores do mundo vão parecer muito mais bonitas. Eva Luna comprova.



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Só a mim..

Escolho uma caloira para fazer uma brincadeira, que é tentar seduzir uma árvore.

Escolho um nome aleatório de homem que acho engraçado para a brincadeira, daqueles improváveis e cómicos.

Apresento a caloira à árvore e digo: "caloira, seduza o Ernesto".


E ela, fica logo muito constrangida.

- "Doutora, não pode ser outro nome? Diz ela, envergonhada.

- Outro nome caloira?

- É que esse é o nome do meu pai.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011


Foi assim que aconteceu..


Em noites de insónia, como esta, a minha mente é muito dada a divagar por pensamentos que vão alternando entre o parvo e o muito parvo.


A história de como tudo começou com o meu homem é digna de muitos ohhhh!! tão fofo, excepto em alguns detalhes. Conhecemo-nos na noite, numa discoteca e deviam ser por volta das 3/4 da manhã, que é o que fica de toda a bonita love story desse dia, em que, dado a esses mesmos factos, facilmente se ignora todos os detalhes que fizeram daquela uma noite tão especial.

Por isso, creio que a adaptação da história aos familiares mais sensíveis deve passar por uma versão mais light dos factos.

Dado que agora, 4.30 da manhã de segunda-feira só consigo imagina uma situação em particular.


Momento em que conheço os país dele - coisa que ainda não se verifica. Em que estamos todos a jantar muito civilizadamente, até que a pergunta surge, vinda de um qualquer familiar mais curioso, ou até só mesmo para fazer conversa.


- Então, como é que se conheceram?

- Ahhhh.. Foi numa discoteca, eram p'raí 4 da manhã..


 Hum?? Não fica bonito. Imagino logo o cenário em redor.


A avó dele engasga-se de imediato.

A mãe pensa: oh meu deus, o meu único filho com uma leviana, que anda p'raí até às tantas na noite, onde é que já se viu..

E o pai pensa: deve ser fresca deve..


Por isso, acho que fica mais simpático dizermos:


- Estávamos ambos na biblioteca e fomos buscar o mesmo livro.

- Estava a rezar o meu terço diário, quando pedi um sinal divino e o seu filho apareceu e eu entendi logo que a minha vida ia mudar..

- Estava na minha aula de ponto-cruz quando o vi passar pela janela e nunca mais o esqueci.


Pelo menos, assim não deixa a impressão aos meus queridos futuros sogros que o filho deles namora com uma wild bitch. O que, parecendo que não, é sempre agradável.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Vamos aos flashbacks, os anos são 2009 e 2010 - teme-se o pior:



Vou iniciar um apanhado de 13 anos de existência deste blog, com uma combinação de coisas aleatórias, vulgo tonterias, que escrevi sobre a minha vida:


"quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pandemia?? Vamos todos morrer? Who cares? Afinal temos o jogador mais caro de sempre.

O mundo está perante o alerta máximo de pandemia de gripe A, declarado hoje.. Mas em Por-tu-gal a notícia de abertura de TODOS os telejornais é... tcha tcha tcha.. Cristiano Ronaldo." 

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Considerações: Ui, a sério que se falava em pandemia em 2009? O meu cérebro tinha apagado completamente essa informação. Foi meio que um choque ler esta palavra, dá a sensação de algo recorrente, cíclico, vamos esperar por dias melhores e que também esta faça parte do nosso esquecimento.




"quinta-feira, 11 de junho de 2009

Seems fair

Acho que estou prestes a ficar sem namorado.

Em contrapartida, tenho dois pares de sapatos novinhos lindos. Não deixa de ser uma troca justa."

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Considerações: Sorry marido! Não é nada uma troca justa, seria preciso, no mínimo, uma loja.




"domingo, 28 de junho de 2009

Parece-me que é isto

Os homens são como sapatos.

À primeira vista pode parecer uma analogia descabida mas pensando bem até nem é assim tanto.

Vendo bem, também com os homens o processo é semelhante aos sapatos.

Quando são aqueles homens ou sapatos mesmo especiais começamos por vê-los, apreciá-los, cobiçá-los. Damos por nós a imaginar os momentos fantásticos que poderíamos passar juntos. O quanto as nossas amigas não iam ficar roídas ao ver-nos com eles. Por vezes até temos noção que nunca os vamos ter mas não deixamos de sonhar e lhes dar uma espreitadela de vez em quando.

Quando, finalmente, os temos para nós e damos as primeiras voltas o mundo parece o paraíso e num momento de euforia até nos apetece dizer que não os queríamos largar mais. Essa conquista levanta-nos o ego e só nos apetece passar o dia a desfilar com eles, a alegria é tanta que até nos dá vontade de dormir com eles.

Os primeiros tempos são um máximo, eles cumprem a expectativa e andar com eles faz-nos sentir nas nuvens. É logo criado um monte de afinidades.

A medida que o tempo passa, a própria calçada começa a desgastá-los, o dia a dia é exigente, contamos com eles e sentimos que já temos uma história juntos e que eles não nos podem desiludir. Mas, por vezes desiludem, magoam-nos e fazem calos, há que fazer uma pausa para cuidar das feridas do seu uso e arranjar todas as fendas que abrem e o desgaste que o seu uso provoca.

Até que acontece o que tememos, numa daquelas situações em que estamos lá no alto, o salto parte. Nessas ocasiões nem sempre é rentável manda-los consertar visto que a queda foi dura e embaraçosa, sendo que há um mercado que parece acessível à nossa espera e que nos promete sensações novas. Ai, quando os arrumamos a um canto, há um luto a cumprir, uma dor profunda, tão grande que só finda quando voltamos a passar, novamente, à frente de uma vitrine."


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Considerações:  Como se percebe gastava muito do meu tempo a falar sobre temas fraturantes, como os sapatos. Era uma Pipoca Mais Doce de Odivelas, era o que eu era.





sexta-feira, 10 de julho de 2009

Esta é muita boa

Estou a ver o telejornal.

Acabou de passar uma reportagem sobre o concerto dos Metallica. Em que o repórter andou a perguntar a muitos dos que lá estavam se tinham medo do contágio de gripe A.

Após perguntar a algumas pessoas, dirigiu-se a uma miúda loira (sim, loira, acho que esta informação vai ser importante), vestida de coelhinha da playboy, em que lhe perguntou:

- Não está preocupada que estando aqui hoje fique contaminada com a gripe A?

Ao que ela responde: " Claro que não, hoje está imenso calor. "

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"Porque eu sou crente, Because i believe

Acabaram os meus exames.

Atrás deles estão algumas noites sem dormir, muita paciência perdida, muito stress, muita química, muita matemática nesta cabeça, enfim. Ora bem, acabou. O meu 12º ano acabou. Está feito. It's done.

Esta tudo feito, não tenho matemática atrasada desde 10º como metade da população da minha escola, por isso já não é mau.

Agora é esperar, rezar para que a média para o curso que eu quero desça um valorzinho ou dois, assim coisa pouca, em último caso já estive a pensar lançar um boato que há gripe A naquela universidade, pode ser que o pessoal acredite e não concorra para lá. Ou pode ser que haja um Tsunami que seja selectivo e que leve todos os Crânios que vão concorrer para o mesmo curso que eu. Pode acontecer. Por isso, ide para a praia, ide. Assim pode ser que venha assim uma ondita e tal, que isto nunca se sabe.

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Considerações: Wow, surpreendi-me como o tema da gripe A era algo recorrente e preocupante.





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A noite passada..

terminou às 5.30 da manhã, porque houve festa de aniversário.

Uma colega minha que estava bêbeda, mas tão bêbeda, mas tão bêbeda, que mal se segurava, pergunta-me:

ela - olha o que é que estas a beber?

eu - coca-cola.

ela - é bom?


Eu não queria, mas aconteceu..

Eu no sábado: "Não é nada do que estás a pensar, eu posso explicar, eu nunca pensei que isto fosse acontecer, eu não queria que acontecesse.. acabei por me entregar nas mãos de uma pessoa desconhecida, mas eu ia a passar e houve uma química, uma vontade, um desejo, e senti-me tentada.. porque as coisas são sempre tão iguais e monótonas e eu queria conhecer a excitação de algo diferente, foi mais forte do que eu e todos sabemos que a carne é fraca.. e acabou por acontecer, quando dei por mim já tinha cometido a loucura e não há nada que eu possa fazer para mudar. "

Este foi o discurso que pensei quando fui à minha cabeleireira, no sábado, enquanto me preparava para um casamento, me fez a pergunta inevitável.. " Humm, tem aqui muitos cabelos pequenos, cortou o cabelo noutro salão?"


Coisas de cá

O senhorio de uma colega minha quando soube que ela ia sair da casa que ele lhe estava a alugar disse-lhe: Ah, já vai sair este mês? Se sabia não tinha sido tão atencioso.

( WTF? )

Indescritível, sim eu sei.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aiiih....

Imaginem comigo.

Aquela cena típica de filme em que ele a leva até ao ponto mais alto da cidade.

Ambos chegam no mesmo carro, as luzes do carro ficam acesas, eles saem e têm uma vista panorâmica da noite na cidade, das luzes, das estrelas.

Imaginaram?

Então escuso de contar a minha noite de quinta.




sexta-feira, 16 de abril de 2010

A diferença

Quando o meu ex. me dizia para sempre, quase que me faltava o ar e o que me ocorria de imediato era dizer para sempre é muito tempo.

Quando o atual me diz para sempre, o sorriso desponta e sou obrigada a dizer temo que para sempre seja pouco tempo.

Hoje sei a diferença que isso faz.


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Considerações: e vai na volta não é que casei com o amor da minha vida, paixão assolapada? Oikk.




sexta-feira, 19 de março de 2010

não resisti em fazer o meu balanço..


Nos últimos 10 anos...

... acabei a instrução primária. Descobri que que a banda da minha infância são os Offspring. Tive um relacionamento de três anos. O Cristiano Ronaldo ficou milionário. Comecei a trabalhar ao fim de semana. Fui à maravilhosa queima das fitas no Porto. O meu irmão começou e acabou o curso. O Barack Obama assumiu a presidência dos EUA no dia em que fiz 18 anos. Fui a todos os congressos do PS e votei no CDS. Tive o meu primeiro beijo com o rapaz mais giro da escola, que era 4 anos mais velho que eu. Entrei para o ensino superior. Deixei o meu casaco preferido num Hotel no Estoril. As Torres Gémeas caíram. Tive um dos maiores desgostos da minha vida ao não entrar para Arquitetura Paisagista. Namorei com um bombeiro e com um jogador do Rio Ave (não ao mesmo tempo, convenhamos). Escrevi uma peça de teatro. A Maia não conseguiu prever que tirar a roupa para uma revista masculina ia ser algo extremamente triste. Comi os famosos pasteis de Belém. Criaram o Twitter. Acabei um relacionamento de três anos. Saíram sagas do Senhor dos Anéis, do Harry Potter e Crepúsculo. Fui a um concerto do Jorge Palma bêbado e é bom saber que as coisas continuam iguais a si mesmas. Morreu o meu avô. O bar que eu mais gosto ficou submerso. Tive um grupo de dança que acabou 4 anos depois. O Tom Cruise separou-se da Nicole Kidman. A Nicole pode voltar a usar saltos altos. Tivemos o ano da euforia, que só acabou porque nos vimos gregos para ganhar em 2004. Descobri que adoro Miguel Esteves Cardoso. Fui morar sozinha para Bragança. O meu irmão casou. Um amigo convidou-me para ir morar com ele para a Holanda. Ganhei um prémio de 300€ por um texto que escrevi. Fiz voluntariado. Fui pedida em casamento por um indiano. Desmaiei por causa de uma agulha. Acampei perto da praia. Tivemos uma ministra da educação que foi mais odiada que o Abel Xavier no jogo com a Coreia. Tive o meu primeiro, segundo, terceiro e quarto telemóvel. Odiei Isabel Allende. Tive uma crush por alguém que foi em missão para o Kosovo. Para a juventude, boa música passou de Nirvana para Tokio Hotel. Apaixonei-me da forma mais improvável. Sou da 91, já fui da 96 e queria ser na 93. Apareci no jornal da noite. Os gato assumiram-se como o melhor do humor actual. Fui a Lisboa. Perdi-me no Vasco da Gama. O Brad Pitt separou-se da Jennifer Aniston. Em três meses mudei três vezes de casa. Pintei uma parede de vermelho e o meu coração, também.


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Considerações: Um resumo de um resumo, é disto que isto se trata. Já agora, oi? Quem era o bombeiro e o jogador do Rio Ave, que eu já não faço ideia de quem era quem. Tudo bem. Os affairs quando se tem 15 anos não contam, certo?




terça-feira, 11 de maio de 2010

A minha semana académica acabou, it's over (thank god!).

Sendo que foram sete noites de muita música, animação, e regada a bastante álcool, que é como se quer uma festa académica. Depois de uma semana destas uma das únicas ilações que consigo tirar é que os estudantes universitários deveria ter prioridade nas listas de transplantes de fígado, é porque um dia, estou em crer que grande parte vai precisar. E faço uma pequena ideia dos paizinhos em casa, (os meus inclusive): "Ah o meu filho anda na universidade, aquilo é muito complicado, coitadinho" e é mesmo, muito complicado diria eu, sete altas noites é uma prova de fogo, quem conseguir ter as cruzinhas nos dias todos, acho que está apto para quase tudo e preparado para a dificuldade que é a vida. "Gasta-se muito dinheiro, mas a maior parte é para fotocópias..", "Passa os dias a estudar.." Hum.. se calhar, não.

Deste modo, resta-me reaprender a viver em sociedade, que se traduz por dormir à noite e estar acordada de dia, coisa que não é tão fácil como possa parecer.



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Considerações: Que anos incríveis. Isto. A minha história já ninguém me tira, mas não tenho nostalgia, ainda bem que a vida seguiu e agora o meu conceito de farra é pantufas, uma caixa de chocolates e Netflix.

sábado, 1 de janeiro de 2022

2022


O hobby que vos falei é uma ideia embrionária, que ainda está a ser maturada e estou a perceber de que forma a posso operacionalizar. Uma parte do processo não pode ser feito em apartamento, por causa do barulho. That sucks!

Eu sinto que a minha cabeça não pára, o que é um cansaço tremendo, e que isto pode ser uma ajuda enorme para mim, nesse sentido.

É algo pequeno, mas que me entusiasma. Mal posso esperar por fazer mais coisas, por efetivamente criar algo. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

My spot



O meu blog sempre foi o sitio físico onde eu reflito, onde organizo ideias, onde me tento ver de fora. Cada ano com desafios novos, no que tem sido o documentar de mais de uma década de existência, cheia de coisas como "só a mim", de peripécias, avanços, recuos, inquietações, frustrações e conquistas, que são comuns a todos nós.


Ontem, meio em conversa, meio a dormir falamos sobre o próximo ano focarmos na procura de casa, para que no ano seguinte possamos pensar em bebés.


Vocês conhecem-me, como que raio já estou nesta fase da vida? Wow, zero preparação, como de certo calculam, mas temo que se fico à espera do relógio biológico ele me irá encontrar já em pedra. Que me-do. Contudo, há a percepção real que temos que tomar decisões sob pena de se não as tomarmos a vida se encarregar de decidir e aí, já haver pouco a fazer.


Como é que eu cheguei aqui? Oh dear god! A propósito desta pergunta resolvi fazer um apanhado de todos estes anos no blog, vou deixar aqui alguns dos meus textos ao longo destes anos. Já podem imaginar as pérolas. 


Em relação aos bebés... isso significa que este ano precisamos de passear, fazer picnics, fugir para à praia só com a toalha, decidir ir jantar fora à última hora, viajar, desfrutar da companhia, comprar uma casa e... chegarmos todos vivos e com saúde no final disto tudo, certo? Vamos lá tentar.


Beijinhos meus amores! Bom ano.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

29/12/2021



Primeira vez que fiz um teste covid foi hoje. Para garantir que o Natal tinha corrido efetivamente bem e porque ando com uma dor de cabeça há uns dias, vai na volta fiz um auto-teste. Primeiro teste de espécie alguma que fiz. Negativo. Nada garante coisa nenhuma, mas achei que devia fazer. Não sei se fiz com o rigor necessário, mas pronto. A ver... a ver...

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Objetivos para 2022



Traçar objetivos é aquela situação ingrata. Pois que, muitas vezes, vem a vida e reduz os mesmos a açúcar das farturas e depois ainda trata de o espalhar bem na nossa cara.

Mas, apesar disso, vamos aos objetivos mais supérfluos (30 anos para descobrir que "supérfluo" se escreve exatamente assim e não "supérfulo", que é como eu o digo :O ) 

- Dar a volta ao meu armário. Há roupa que passa de ano para ano sempre com o mesmo pretexto de "ainda me pode dar jeito". Nunca vais usar Eva Luna, se não a usaste em 10 anos, não será agora. Tentar usar a roupa que tenho de forma mais inteligente, fazendo apenas aquisições estratégicas, que possam fazer a diferença no meu armário.

- Voltar a fazer depilação definitiva (ou semi definitiva ou lá o que se possa chamar).

- Queria mesmo meeeesmo arranjar um hobby, algo que possa empregar a minha energia e (alguma, pouca) criatividade. Um projeto meu, como já vos falei milhentas vezes que precisava. Acho que posso ter encontrado algo desse género. A ver, a ver, se 2022 é o ano.

- Fazer mais uma ou duas viagens. Ou sete, que vocês conhecem-me. Viajar está sempre na lista, mas com esta questão toda faz sentido sermos mais conscienciosos. 

Agora aqueles objetivos que realmente importam:

- A saúde é o grande objetivo. Se há coisa que isto nos mostrou é que somos mortais e que a saúde é o que mais importa e que a família é um privilégio.

- Uma casa. Ter uma casa era giro. Parece uma extravagância, nos dias de hoje, mas só uma casinha. Um espaço nosso. Um cantinho onde pertencer.


E os vossos, já fizeram a lista?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Feliz Natal

 


Feliz Natal, meus queridos!
Obrigada por continuarem desse lado.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Sentimento dominante

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Saúde - update


Contexto: infelizmente a vacina que eu tomei desencadeou-me uma reação imunitária complexa e desenvolvi uma doença auto-imune, para a qual estou medicada e a ser regularmente acompanhada no hospital.

Fui à consulta com a endocrinologista e os inicialmente 12 comprimidos, que depois passaram a 7, agora passaram a 4. A boa notícia é que também vou deixar de tomar cortisona na próxima semana. Iuppiii! Já é sem tempo.

As análises estão a melhorar, apesar de continuarem fora dos parâmetros devido à doença. Volto à consulta em Fevereiro para novo ponto de situação.

Aventuras no mercado imobiliário


Moro em Aveiro há 5 anos, logo são 5 anos a pagar renda. Kill me now.

Se no início o que nos impedia era a incertezas dos nossos trabalhos muito recentes, há uns anos para cá aceitamos a imprevisibilidade da coisa e agora o entrave é mesmo o preço e os valores exorbitantes que se estão a praticar, sem sinal de recuo.

Já passamos por todas as situações, menos a de efetivamente comprar uma casa. Não tem que ser a casa dos sonhos, não tem que ser recente, já vimos casas de 40 anos e se as coisas se tivessem proporcionado teria sido essa, como teriam sido outras. Desde que eu entre e não haja risco de me cair algo em cima ou meter um pé e vir ter ao rés do chão, está tudo certo.  

Basta dar uma volta à cidade para perceber também que há muitas casas degradadas, antigas, vazias, mas que também não são colocadas à venda e nem há meio de contactar os proprietários.


Se conhecerem alguém que até está fora, mas é natural de cá, um amigo, um tio da vizinha, alguma alma que possa ter cá uma casa, até pode ser antiga, para remodelar. Avisem-me, prometo-vos a devida comissão e uma caixa de Rafaellos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Já montamos a árvore de Natal...

 


...e já passamos o fim de semana à procura de presentes. Entra em loja, sai de loja e comprámos cerca de zero. Vai ficar tudo para a última, né? Pois que está-se mesmo a ver que sim. 

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Sensação boa


Estas mini mini férias deixaram uma sensação boa. A sensação de estarmos numa cidade e aproveitarmos com calma, com tempo, que é uma coisa que normalmente nunca temos.

As nossas viagens têm sido incríveis, porque temos visto tanta tanta coisa, temos optimizado todo o tempo para ver o mais que podemos, mas isso vem com o preço de tudo estar cronometrado e de não dar para parar muito.

Contudo, agora que já passamos pelas cidades que mais queríamos absorver tudo, como Londres, Paris, Barcelona, Amesterdão, Madrid, em que éramos novos, frescos, fofos e sedentos por museus e marcos históricos, agora sinto que já nos podemos dar ao luxo de estar numa frequência diferente e aproveitar os sítios que queremos conhecer com mais calma, sentir o pulso à cidade, comer um gelado, parar num sítio para ouvir uma musica, aproveitar uma esplanada, sentar num parque, só porque sim. Sevilha deu-nos essa frequência e soube muito bem. Não esquecer que sentimos que podíamos mesmo relaxar, não fazer nada se não quiséssemos, sentimo-nos seguros e descontraídos, e que podíamos estar só a ver as pessoas, os rituais das famílias, os piqueniques, os passeios de bicicleta e estava tudo bem. É bom e está alinhado com esta nova fase das nossas vidas.


Sentimos que o tempo e a idade já começam a mudar algumas coisas na nossa forma de viajar, para alem da forma como planeamos as nossas viagens, nomeadamente:

- Se chegarmos tarde e mesmo que o hotel seja perto e haja transportes públicos ou chamamos um Uber ou vamos de táxi. Mais simples, mais prático, com menos erros.

- Já gastamos mais no alojamento e damos mais importância onde vamos ficar e à localização.

- Temos promessas de abandonar as mochilas às costas e substituí-las por confortáveis malas de rodinhas, esta última ainda não cumprimos, mas lá chegaremos.

 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Rumo ou falta dele


Ter sanidade mental, estabelecer um rumo, ter os pés bem assentes na terra parece algo relativamente exequível, ao alcance de todos, mas é mais difícil do que se possa imaginar.

Pois que é fácil de perceber que algumas pessoas andam completamente perdidas, absortas da realidade.

Ontem atendi um jovem de 31 anos, que já tinha vindo à consulta há dois anos. Há dois anos confessava-me que o seu objetivo de vida era começar ali uma carreira como jogador de futebol profissional. Quase que isto chega para tirar 20 ilações. Ontem voltou, com manifesta ansiedade e perfil depressivo, parecia "fora do ar", como se estivesse "só à superfície", aquele estado que pode ser provocado pela medicação e o deve ajudar a controlar estas questões, mas não deixo de pensar que aquela pessoa tanto está bem, como daqui a nada lhe pode dar assim qualquer transtorno, que aquela pessoa conduz e eu não tenho a certeza que esteja 100% consciente e alerta de tudo o que anda a fazer, o que me deixa preocupada por quantos iguais a ele andem por aí. Pessoas ditas normais, mas que na verdade estão alienadas da realidade, com um julgamento distorcido e incapazes de estarem a 100% nas coisas.


Outros casos que vou conhecendo também nesta faixa etária são pessoas que parece que ficaram para trás. Não no sentido cognitivo, mas na vida. Pessoas que sentem que falharam a entrada no mercado de trabalho, por exemplo, que falharam relacionamentos ou que por nunca os terem vivenciado estas "ausências" geraram bloqueios nestes aspetos das suas vidas. 

Eu conheço alguns casos (e desconfio que possa ser um problema de dimensões bem superiores ao que eu estimo, a afetar um espectro mais alargado) de pessoas com 30 anos que deveriam fazer realmente terapias, onde os ensinassem ferramentas do mundo real, de trabalho, de comunicação. Esta geração é a primeira em que esta incapacidade também é subsidiada pelos pais, que os querem proteger até que percebem que provavelmente a coisa foi longe demais. Nesse momento parece-me um pouco tarde para mudar padrões enraizados. Falo na primeira ou nas primeiras porque na geração dos meus pais isso não era opção, independentemente de existirem até limitações as pessoas eram obrigadas a enfrenta-las, porque o cheque do pagamento era uma necessidade vital o que, de certa forma, forçava a integração. Trabalhar, lidar com pessoas era uma necessidade, criar relações decorria naturalmente desse processo. Hoje sabemos que se nos quisermos refugiar atrás de um computador a vida "segue normalmente", arranjamos mil distrações, podemos trabalhar, comprar comida, gadgets. No que eu vejo agora falo de pessoas inteligentes, capazes, instruídas, mas que depois são absolutamente ineficientes em determinados aspetos da vida, que os condicionam em absoluto. São uma fatia rara da população, uma parte pequena (mas lá está posso estar a subestimar a coisa), mas andam por aí, sem rumo, pouco integrados, sem perspetivas e com falta de apoio e salvaguarda do Sns. A saúde mental deve ser uma preocupação, por eles e pelos outros.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Dificuldade de concentração


Não sei explicar, mas ando com uma dificuldade enorme em ter foco, em me conseguir concentrar.

Não sei se será algum efeito da medicação, que me traga algum cansaço, se será de sentir que a minha carreira profissional está estagnada, que precisava de estar num projeto mais desafiante, se precisarei de um hobby qualquer para me distrair um bocado, para ser xixi do cérebro, para eliminar os ficheiros que ficam aqui a ocupar espaço. 

Sei que estou com a capacidade de concentração ao nível de um - 7, de 0 a 10, e não estou a conseguir contrariar. Sinto que não estou a conseguir fazer um bom trabalho, nem é cansaço físico ou falta de férias, não é isso. É um cansaço psíquico, é uma incapacidade de arranque, de cumprir uma tarefa do início ao fim. Sinto que estou numa fase boa da vida, positiva, mas por outro lado sinto-me drenada, gasta, sem saber muito bem os motivos. Sinto que o meu cérebro é uma página cheia de separadores em aberto, a consumir recursos, mas sem o meu foco.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

App Vinted


Acho que todos concordamos que compramos demasiadas coisas, uma parte delas sem utilidade e que vamos usando pontualmente, outra parte que nunca chegará a ser utilizada, mas que ocupará eterno espaço de arrumação e outra parte que será, de facto, útil.

Ora, depois de anos a comprar de forma impulsiva, de outros tantos a tentar abandonar esse hábito e a criar critério naquilo que compro, eis que cheguei a ponto onde racionalizo as compras que faço. Hoje em dia se compro umas calças já me questiono seriamente se precisava, se são uma mais-valia ao guarda-roupa, umas simples calças, que provavelmente não justificam tanto alarido. Tento ser bastante racional, porque se é giro comprar roupa e que a roupa faz toda a diferença na apresentação de uma pessoa? na segurança, na credibilidade que transmitimos? sim, sabemos que faz. 

Agora como equilibrar isso com o bom-senso de não se ficar refém da indústria, do marketing, das redes sociais? Difícil.

Tenho desinvestido em roupa, direcionando esse dinheiro para viagens e poupanças. Dar 60€ por um casaco, por exemplo, não é nada de especial, vamos pôr as coisas nestes termos, mas não é que me custa dar esse valor? É como se estivesse a dar 100€, 150€... Não estou, mas custa-me.

Nesta luta entre quilos de roupa que não uso, sei que não vou usar, mas que mantenho religiosamente guardada, e alguns desejos de consumo instalei a Vinted. Até agora o feedback é positivo. Acho que o futuro tem que passar mais pela consciencialização e que a sustentabilidade têm que deixar de ser aquela coisa que dizemos para parecer bem, mas uma real preocupação.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Promoções dos brinquedos no Continente

Num fim-de-semana destes que passou, em que fomos às compras para casa, estavam umas promoções de brinquedos no Continente. Meio que nos passava ao lado não fossem os carrinhos atolados, as pessoas com 4 ou 5 prendas nos braços, sem espaço para mais, numa azáfama como se o mundo fosse acabar num duelo de Playmobile.


Pelo que me ocorreu "que raio andamos a fazer às nossas crianças". Nós adultos, eu incluída, andamos a querer entupir os miúdos de prendas e brinquedos, como se a felicidade deles dependesse disso, e está tudo errado. É a guerra de qual pai oferece mais, de que tio oferece mais. Amigos, está tudo errado.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Primeiro Natal de Casados


O que significa que é a primeira vez que vamos decidir como e com quem vamos passar o Natal. Até então eu tenho passado sempre com a minha família e o namorado marido, com a dele. Notem que somos de distritos diferentes, o que torna a logística mais complexa.

Se assim já me parece uma tarefa super difícil, nem quero imaginar quando se tem que dividir o tempo por pais ou sogros separados, porque efetivamente o tempo não estica ou as divisões das datas das crianças entre pai e mãe separados. É sempre algo penoso, numa época em que deveria ser só mantas, quentinho da lareira e família.

Chegamos de Sevilha


e não é que Sevilha é uma escapadinha incrível?



Comecemos pelo início. Sevilha foi uma das prendas de aniversário que ofereci ao maridão. Oferecer memórias e não só bens materiais foi o objetivo. Ele já tinha falado de Sevilha, mostrado fotos, mas nunca falamos concretamente em lá ir, aparecem sempre na lista trinta destinos que teriam prioridade na nossa travel wishlist.
Com o casamento e lua de mel esgotamos as nossas férias todas, e mais houvessem, então isso elimina todas as possibilidades de fazer férias lá fora, pensei eu. Excepto se fosse um lugar longe o bastante para sentirmos que estamos fora, mas perto o suficiente que um fim-de-semana seja suficiente. Tem que ter coisas novas, mas não podemos escolher um sítio que saiba a pouco, em que ficamos tristes por não aproveitar o suficiente. Eis que a resposta foi então: Sevilha.

Resumo das contas de mais uma viagem dos forretas do costume:


Viagens: 7€/viagem (30€ duas pessoas) absolutamente imbatível na Ryanair


Estadia: Hotel Ibis (primeira noite com pequeno-almoço) e Pensão São Pancrácio (duas noites): 65€ + 70€ (optamos pelas comodidades básicas, uma vez que passaríamos todos os dias fora)

Transferes:
Aeroporto - Ibis: Uber 8€
Pensão - Aeroporto: Autocarro linha especial aeroporto 4€ x 2 = 8€ 
Não usamos mais transportes, uma vez que a cidade se faz bem a pé.


De fora fica a comida e as entradas nos espaços culturais, que irão variar conforme os gostos pessoais de cada um, mas cabe-me dizer que à segunda-feira as entradas são gratuitas na maioria dos museus e que as Setas de Sevilha, que é absolutamente imperdível, são sempre 5€ a 8€ por pessoa.  


Cheia de vida, de cultura, de espaços verdes, Sevilha é mesmo um destino a não perder. Não são daquelas tretas que se dizem nas agências de viagens. Gostamos mesmo, mas claro que cada um terá a sua própria experiência. A minha sugestão é evitar os meses de verão porque me parecem demasiado quentes, mas é uma cidade que dá uma escapadinha perfeita na primavera ou no outono, pelo bom tempo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Próxima viagem: Sevilha


Next stop: Sevilla!
Já andamos a preparar a próxima viagem. 
Vai ser uma fugida de fim-de-semana a Sevilha. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O que querer de uma relação?


Há sempre esta ideia muito presente de que precisamos de alguém para sermos felizes. Se é verdade que não precisamos, sabemos também que há coisas que são melhores quando divididas.

Nem sempre tenho a certeza que nós, enquanto humanidade, conseguimos aproveitar esta dádiva, que é a vida ou se nos deixamos absorver pelo cansaço do dia-a-dia.

A coisa mais valiosa depois da saúde, é a paz. Muitas vezes prescinde-se da nossa paz, para se estar com alguém. Troca-se paz por "companhia". Muitas pessoas preferem estar em guerra "juntas", do que em paz "sozinhas". É preciso coragem para tomar esse passo, o da valorização da paz, acima de todo o resto.

Em 2019 uns amigos nossos deram-nos a notícia de que estavam noivos. Ela convidou-me para bridesmaid, eu fiz o design dos convites e fui participando em tudo nos preparativos. Depois do covid ter chegado eis que eles, tal como nós, nos vimos forçados a adiar o casamento.

No caso deles, o covid impediu um erro. O casamento deles era um erro. Não havia paz e sabemos que quando falta a paz restam poucas coisas.

É preciso coragem para acabar uma relação numa fase em já se entregaram todos os convites, já se escolheu quinta, vestido, fato, música, fotógrafo. No fundo quando já só falta dizer o sim. A decisão foi acertada e deu-lhes uma coisa que eles nunca iam ter, que é: paz.

Eu sei que os anos pesam nas decisões, bem como as questões logísticas, financeiras ou familiares, mas não há explicação de defina bem a mais-valia que foi eu ter crescido com paz. Claro que há problemas, claro que há desentendimentos, mas haver o sentimento de paz, que a nossa casa é um refúgio onde há paz, é algo que não tem preço. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Netflix: You

Andamos a ver a nova temporada da série You. Com o crush do Penn Badgley, que fazia Gossip Girl. Não é "a" série, mas dá para prender ao ecrã, com uma série rebuscada e um bocado mórbida, sem ser creepy.

Se não viram e querem ver, parem aqui s.f.f.

Fizeram do protagonista um stalker, que se apaixona e que flirta com todas as mulheres que se atravessam com ele, que fica obcecado só porque alguém lhe diz "bom dia". Nesta temporada o Joe é casado com a Love e têm um filho, o Henry. A temporada foca nos desafios dos protagonistas quererem manter uma família, de proteger o filho, de criar um ambiente que não tiveram em criança, de ter aquela família estruturada, presente, unida e que se torna objeto de fixação, sobretudo dele, do Joe. Bem como dos desafios do casamento, da monogamia, do compromisso a uma só pessoa, que os dois falham redondamente, sem ser preciso muito.

Ficção à parte, as relações não são algo estático, há pessoas que entram e saem dos vários contextos sociais onde as pessoas estão inseridas e que se podem aproximar demasiado, mas a minha opinião é que as coisas só acontecem se houver abertura para tal. Não deixa de criar reflexão para quem está a assistir, o que é positivo. 

Faltam-nos dois episódios, vamos lá ver se isto promete. 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Em época de Web Summit

O futuro tem uma palavra: Tecnologia. Eu não sei para onde vamos, nós enquanto sociedade, mas não é difícil prever que o futuro será uma guerrilha de avanços tecnológicos, desde a saúde, na banca, no entretenimento, no imobiliário, na forma como nos transportamos, como comunicamos.

Quando escolhi a minha área de formação nunca pensei, nem de longe, nas tecnologias da informação. Nem por sombras. Achei que estava mais vocacionada para tudo menos para isso, entrei em saúde e foi uma decisão lógica, baseada em algo que eu achei que teria a ver comigo. Acertei.

Apesar de achar que fiz uma boa escolha, à luz do que sei hoje, foi uma bad bad decision em termos profissionais. Se pudesse, se achasse que seria capaz, coisa que tenho as minhas dúvidas, hoje faria, sem sombra de dúvida, uma reconversão profissional. Sei que daqui a 20 anos, se ainda cá estiver, vou olhar para trás e perceber que vivi esta fase do boom tecnológico e fiquei a ver a carruagem a passar. 

Primeiro a procura supera a oferta. Por si só estamos a falar de profissionais com mais margem de evolução. Não estão contentes no projeto atual? Há milhares de outras opções, há centenas de outras empresas em  busca de profissionais, podem aprender outras coisas, outras ferramentas, outras linguagens. 

Salários acima da média. Melhores condições de trabalho. Não me parece que seja preciso dizer mais.

Quem há dez anos atrás escolheu informática provavelmente não sabia que "iria ter o mundo nas mãos" uns anos depois, provavelmente nem se apercebeu que tomou uma decisão inteligente, estratégica. A questão é que isto não é exclusivo de que já entrou neste comboio, quem ingressar agora estará nas mesmas circunstâncias provavelmente, no futuro. 

Se todos podemos ser a mesma coisa? Claramente que não. Se a diversidade é uma mais-valia? Sem dúvida. Mas sentada numa mesa de informáticos é impossível não perceber que são eles que vão dominar "o mundo", que vão trabalhar em projetos megalómanos, ter melhores salários e provavelmente melhores condições laborais. Não se fala no stress, nas horas de formação ou especialização que esta área exige, claro que sim, mas também importa não esquecer que isso também as outras áreas têm, sem um quinto destes privilégios.

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