segunda-feira, 31 de outubro de 2022

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No início do ano decidimos marcar este dia, de férias, para se quiséssemos fazer uma viagem. Lembro-me do marido dizer isso expressamente, porque ele nunca diz, e isso ficou gravado na minha memória.

Mal sabíamos a viagem que vinha aí. Hoje entrego a chave do apartamento que foi casa nos últimos 6 anos, onde na porta ao lado moravam amigos e havia jantares e bombons na porta sempre que chegamos a casa. Onde me roubaram cuecas do estendal numa véspera de Páscoa. A sala que foi escritório partilhado, ginásio e lavandaria na quarentena.

E mudamos para a nossa casa, casa que fica perto da praia, vamos morar para onde fugimos sempre ao fim-de-semana. Vamos ter jardim e o marido vai ter um escritório, onde o carro não tem que entrar com os espelhos fechados e nós sempre a medo.

Andamos a correr atrás do nosso sonho. Não é uma casa de "sonho" como os nossos amigos estão a comprar ou construir ou procuram, mas cumpre o nosso sonho. Um sonho com pés na terra, tal como nós. Tem tudo o que precisamos e nós demos tudo de nós e continuaremos a dar, porque a casa exige esse trabalho. Durante o processo não a mostramos a ninguém, talvez por vergonha, pelo medo das palavras ferirem, quando já estávamos, nós próprios, assoberbados.

Hoje entrego a chave. Hoje é um marco, um marco do esforço que passamos este ano com uma casa em obras, a tentar ver além do óbvio. Vieram paredes abaixo, tipo querido mudei a casa, lixei e pintei portões, paredes, onde carreguei lixo de obra sem fim, onde o marido partiu a aliança. 

Está muito esforço nosso marcado naquelas paredes, naquelas janelas. 

Quisemos realmente muito e demos tudo de nós. Fico feliz por ver as coisas a ganhar forma, a parecer-se realmente com uma casa, 


com a nossa casa.

 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Cortinas

 

Pedi um orçamento para as cortinas (apenas as cortinas) da sala. 
4m de cortina em onda.
Orçamento: 400€. Whaaaaat? Não, obrigada.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Vamos repetir até eu meter isto na cabeça



Não se desce escadas a correr, de meias.  Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias.


Escorreguei e bati com as costas nas escadas. 

Não recomendo. Autch!

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A exorbitância de ter um filho a estudar no ensino superior



Em época de terceira fase no ensino superior (oi? que fase? isso existe? - eu sei, ninguém quer saber da terceira fase) não me posso esquecer dos trifásicos. Eu fui um deles.

Na segunda fase entrei na universidade que queria, mas num curso de engenharia, que nem sabia ao certo para que servia. O meu pai ficou empolgadíssimo porque a localização da universidade era super conveniente.  Dormi com a notícia da colocação e acordei com a sensação que estava tudo errado. Falei com os meus pais e decidi nem sequer me matricular, nem sequer para garantir a vaga, e concorrer na terceira fase. Foi arriscado. Concorri à última fase e fui ter ao curso e à cidade onde tudo fazia mais sentido. E fez. E fico muito feliz por ter tido força para ouvir o meu instinto, para explicar aos meus pais que "algo não estava bem".

Quem chega na terceira fase chega em desvantagem. As aulas já começaram, as praxes já começaram, já só sobram as casas más, os grupos já estão formados, as dinâmicas já estão estabelecidas. Cheguei e tive um exame na semana seguinte, falhei redondamente, como seria de esperar.

Hoje, independentemente da fase, olho para o ensino superior como algo muito ingrato sobretudo no que toca ao alojamento. Como é que há a coragem de pedir 300, 400, 500€ por um quarto? Não imagino a sensação de cumprir um objetivo de vida, ex.: entrar no curso de sonho, na cidade que queriam, fruto de anos de esforço e pedirmos aos pais que arquem com 500€ de casa, propinas, mais contas, mais passe, mais alimentação, traje, livros, fotocópias, viagens a casa, mais um café ou jantar de curso. Só falando no ensino público. É um assombro! 

Eu tive essas questões em consideração. O privado ficou logo fora de questão, embora o meu irmão tivesse seguido para o privado, dez anos antes. Talvez por estar a par dos custos seria incapaz de pedir isso aos meus pais. A cidade também foi determinante, não me candidatei aos grandes centros, Porto por causa do preço do alojamento, nem Lisboa porque era uma miúda que toda a vida tinha vivido num aldeia, que não gostava da cidade em si (sorry!), achei que não tinha nada a ver com quem cresceu a brincar na rua e a voltar de noite para casa, não me sentia estava minimamente preparada para ir para lá. Cheguei a concorrer para o Algarve, sendo eu do distrito do Porto, mas recusei-me a concorrer para a capital.

Tenho o máximo de respeito pelos pais que suportam este nível de encargos, pelos estudantes que sentem este peso nas suas costas, pelos trabalhadores-estudantes que trabalham para conseguirem estudar e que contam moedas.

Fui estudar para o interior, pagava 125€ a, no máximo, 150€ de quarto, (quartos enormes com casa de banho privada) pagava as propinas mais baixas do país e tive direito a bolsa de estudo. Nada disto foi ao acaso. Tudo isto tinha sido calculado, apesar dos meus pais nunca terem dito absolutamente nada em relação a isso, mas eu estava hiperconsciente de tudo. Acho que desde cedo me tornei super racional a nível financeiro, com fases de menor clarividência, claro, mas ainda assim consciente.

Uma enorme ajuda foi uma conta poupança que os meus pais me fizeram, por incentivo do meu irmão, especificamente para o futuro na universidade. Acabou por ser muito importante, o meu pai ficou desempregado nessa altura, a minha mãe também não trabalhava e, apesar disso, aquela salvaguarda não foi precisa, uma vez que os custos eram "comportáveis", mas era um conforto enorme saber que "estava tudo bem".

Agora, claro que há cursos e universidades específicas que só se conseguem nos grandes centros e é uma pena que para cumprir um sonho, os pais e os estudantes sejam completamente extorquidos por rendas absurdas. Eu com 300€, há 10 anos, pagava quarto, despesas, viagens a casa, comida, tudo o que precisava. Agora 300€, em muitos sítios, não se paga nem o quarto.

domingo, 16 de outubro de 2022

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Investir numa casa obriga claramente a desinvestirmos em nós.
Parei a depilação definitiva, já desde a pandemia, e agora sem intenção de voltar tão cedo, a última vez que pintei o cabelo foi há um ano atrás, as unhas faço sempre em casa. Não temos nenhuma viagem marcada, o marido tem o telefone e os phones do trabalho a suplicar por substituição. 

Não se podem ter dois gostos, disso é certo. Vamos deixar as coisas estabilizar até retomarmos novos planos.

sábado, 15 de outubro de 2022

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Quero muito um banco deste género ou de madeira para colocar no final da cama, contudo sem ter que criar conta na OnlyFans para ter que o pagar, se souberem onde encontrar avisem!



sexta-feira, 14 de outubro de 2022

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Tornei-me utilizadora assídua da Vinted, tanto para vender como para comprar.
Já renovei os meus casacos de inverno todos. Livrei-me dos casacos pesados, escuros, que já usava desde a universidade e mudei para tons castanhos, bege e cinza. Acho mais dão outfits mais giros, com menos esforço.

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Os livros que me ofereceram no Natal do ano passado continuam todos por ler. Não me orgulho nada, mas primeiro quem oferece ou nos conhece super bem ou vai sair ao lado, que foi o que aconteceu, e se mal há tempo para ler aquilo que gostamos imaginem o que não gostamos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

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Fomos recentemente a um casamento, como já tinha dito aqui, e não é que de repente estou no meio dos amigos do marido e à minha volta está tudo a fumar. Isso ainda se usa? Não estava a par. Na nossa mesa os fumadores estavam constantemente "aflitos" por sair para fumar. A dependência, vista de fora, é um bocado assustadora.

Na outra semana estava a tv ligada no programa da Mafalda Castro e estavam a comentar que, perante a falta de tabaco, havia pessoas no BB a chorar por causa da privação. 

Uma das melhores decisões da minha vida foi, quando na única vez que me ofereceram tabaco, ter dito que não. Se estão à procura de um sinal para deixar de fumar aqui fica, eu presumo que seja super difícil, mas estar dependente e algo para se estar bem também é. Bora chegar ao final do ano olhar para trás e perceber de 2022 foi o ano em que deixaram de fumar.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Obras



Na nossa casa acabamos com o conceito de banheira e bidé. 

Passamos a ter 3 casas de banho e só temos duche e sanita. Qual o motivo de termos coisas que não usamos? Ganhamos espaço e são menos coisas que requerem manutenção. Uma amiga nossa, que esteve grávida, contou-nos que só conseguia subir para a banheira com ajuda e foi suficiente para nos convencer de que a banheira tinha que ir embora. Com a idade, cirurgias, gravidez... para tudo se torna um inconveniente. 

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Plantas

 




O marido tem por hábito oferecer-me plantas, ora qual o problema? Plantas requerem tempo, tempo que até ver não temos tido. Há seguramente 3 vasos de plantas em decadência lá em casa, acho que é um bom indicador de que ainda não estamos prontos para a parentalidade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

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Eu que sempre gostei de preto, achava giro, sóbrio, agora estou a virar-me para os tons mais calmos, aconchegantes. Na roupa, na mobília, na decoração.
Vendemos um móvel da tv, que era preto e que não fazia sentido ir para a outra casa, e nem consigo explicar a diferença que faz na sala. Falo ainda na sala do apartamento em que ainda estamos a morar. Aquela mancha preta massiva era pesada e só senti a real diferença quando nos livramos dela. Já foi tarde. Ainda nos falta uma estante e tenho pena que a nossa cama e cabeceira seja escura. Nos próximos tempos só quero cores claras e madeiras. 

domingo, 9 de outubro de 2022

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Não cheguei a contar mas a casa tem vista para a ria de Aveiro. 
Dá para ver os barcos a passar, só não dá para ver mais porque no terreno em frente cresceram umas árvores, puff! como se precisássemos de oxigénio para alguma coisa. 

sábado, 8 de outubro de 2022

Globos de Ouro

 Então não é que foram os Globos? Vamos lá à roupitxa.



Cláudia Vieira foi a Sevilha e adorou.



Sofia Arruda... (já escrevi e apaguei três vezes se calhar fico-me pelas reticências...)



Alugam estes fatos de lutadores de sumo para animação de casamentos, que eu já vi. 




Muito fã de Bumba, porém parece sempre a escadaria do Selarón, no Rio de Janeiro.




Sinto que este vestido toma fluoxetina.



Um fato que não desilude. Quem gostar da colação lonas impermeabilizantes Leroy Merlin 2022-2023.



Queres ver que é moda?



Para acabarmos com um quentinho no coração.
 Gosto sempre muito deste casal. Cumprem sempre, sem desiludir.

Ah, semana de feriado!


Esta semana tive uma folga e o feriado. A folga foi dedicada a lixar um portão e o feriado a pintá-lo.

Amigos, está que parece outra coisa. Não tanto o depois que esteja incrível, o antes é que era assustador. Parecia o portão de uma quinta abandonada, de um filme de terror. Ok, menos drama, mas parecia muito mal, estava cheio de ferrugem, dava um aspecto de casa abandonada, sem dúvida.

Como a tinta é super espessa, e mal se espalha, torna-se uma tarefa difícil e apesar de já estar na "to do list" há imenso tempo só agora consegui efetivamente fazê-la.

A próxima tarefa vão ser: pintar um roupeiro de branco (Desejem-se sorte!), fazer portas de roupeiros diy (preciso de uns paineis do Leroy Merlin que estão esgotados) e tratar dos jardins. Baby steps!

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