sábado, 26 de setembro de 2020

Oh fuck, o casamento outra vez...

Eu conseguia resumir este post a um emoji, imaginem um boneco amarelo com a mão na cara/testa, é isso... uma vez mais.

Está tudo resumido em 5 min. de podcast aqui. Valha-me nossa senhora das meias de liga...

 


 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Passear cá dentro

Esta nova realidade fez-nos direcionar os nossos passeios e viagens para conhecermos locais em Portugal que devemos valorizar. Eis alguns locais próximos de Aveiro por onde passamos e que valem a pena para um passeio de Outono, todos crianças e famílias friendly: 


Passadiços de Esgueira, Aveiro
Mais de 7kms junto à Ria de Aveiro





Uma lagoa com uns cenários muito instagramáveis em Mira, local para prática de desportos, passeios de barco e uns menus naturais e sustentáveis. 







Baloiço da Pateiro do Carregal, Aveiro
Um baloiço inserido num parque de merendas com parque infantil e espaços de observação da natureza.





Bons passeios, em segurança. 

sábado, 19 de setembro de 2020

Big Brother - A revolução

A TVI perdeu-me desta vez, com o novo Big Brother. Só vejo de relance algumas imagens e não há nada ali que eu me identifique. Não me dizem nada.

Acho que a Teresa, sendo a rainha do formato, também já é o same old, same old. Os concorrentes parecem ter vindo de uma nave espacial e que no dia-a-dia não seriam pessoas com as quais tivesse muito em comum.

Ora já saíram 2, pelo que sei, e ainda só passou uma semana... por este andar vão fazer a gala típica do reveillon lá para o Halloween...

2 Concorrentes já tiverem problemas psicológicos e sairam. Só fazer referência que há outro concorrente que eu o ouvi dizer que fala muito com a Princesa Diana... Acho que o casting aposto fortíssimo na falta de sanidade mental.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Era bom mas acabou-se...

As minhas férias passaram num fósforo. Já fiz a cerimónia de encerramento das atividades de praia e piscina e por este ano está. Podia estar deprimida, mas não estou. Ia agora estar deprimida só porque voltei ao trabalho, porque vai chover já amanhã, só porque a esta hora estava literalmente a embarcar rumo às Caraíbas, só porque não casei e porque há dezenas de caso de Covid na minha terra e do meu namorado, porque ia ser tia e já não vou ser, porque uns amigos nossos se estão a separar... Onde é que eu ia buscar agora essa ideia... 

Adiante, ok, não sendo o melhor cenário estámos bem, não estamos a deprimir, vamos levando um dia de cada vez.

Sendo assim, estamos já em modos Netflix e mantas.

Sugestões para ver: 

Kalifat

Kalifat: A série para ver nesta quarentena - Triptofano

É uma das séries mais vistas da Netflix. É uma série em forma de thriller e aborda o tema do fanatismo religioso. A história é baseada em Fátima, uma agente do Serviço de Segurança Sueco, que recebe uma dica de que um ataque terrorista islâmico que está a ser planeado na Suécia. Vale muito a pena, sobretudo quando o 11 de Setembro ainda nos está tão presente e tudo isto mudou a forma como vemos o mundo e como nos sentimos (ou não) em segurança.


Amor Garantido

Amor Garantido | Site Oficial da Netflix

Se o objetivo for menos ação e suspense, mas mais comédia romântica então também gostei deste, um filme sobre o namoro e os encontros em época de redes sociais, onde é cada vez mais difícil encontrar alguém compatível. É muito giro e também está no top das tendências em Portugal.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Entrei de férias!!


Demos uma fugida a um dos baloiços mais giros deste verão, fica em Cinfães e promete fotos incríveis.


 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

O noivo é que (pensa que) sabe...

home, interior, and house image

Como já tenho falado aqui sou apreciadora de junk tv, em geral. Se dá para desligar o cérebro e não pensar em mais nada durante 20 min. está bom para mim.

Já via a versão Dont tell the bride, que já conta praí com 14 temporadas no U.K. e cá em Portugal mantiveram o valor simpático de 12500€ para o noivo gerir.
Das peripécias mais habituais no Reino Unido é comum ver o noivo gastar metade do orçamento em viagens de despedida de solteiro ou em alugueres de espaços tipo armazéns, hangares de aviões, comboios para realizarem a cerimónia, em que depois seguem para o copo-de-água e nunca uma expressão foi tão literal porque depois já só sobra para oferecerem um copo de água, uns croquetes e a sentarem os convidados em cadeiras e mesas de plástico, com arranjos handmade de flores falsas compradas nas lojas de 1 libra.

Em Portugal, o que me parece o pior é um noivo que planeia o sequestro da noiva, para depois lhe apresentar uma cerimónia medieval, em que vai ser transportada segundo os planos dele num... camelo.
Eu diria que para dromedário já me bastava este noivo. Deusmálivre.

Tudo isto me parece bastante giro a nível do entretenimento, mas bastante "fim da linha" em relação a um relacionamento sério. 

Gostei do esforço da produção para criar tensão do fim do episódio de domingo com uma suspeita sobre o que a diabólica da sogra má teria preparado... ah e tal afinal não era nada. Gostei do desespero da produção, daqueles planos cortados sequenciais de expressões de preocupação e terror, das pausas dramáticas na imeagem, da música de suspense, para tornar a coisa com mais "sumo" a nível da baixaria. O problema é que temos ali dois noivos agrobetos, de famílias agrobetas, cujas maiores discussões que devem ter é sobre quem fica com a casa de férias da família na Comporta em Agosto. 

Vou continuar aqui com um caderno de anotações, que pode ser que surja uma ideia brilhante que assimcomássim aproveito para o meu, seja lá quando for.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Quando a minha vida parece a novela das 19h...


É apenas a minha vida, nada mais, mas bem conversado vendo os direitos à Netflix, sem grande problema porque drama, suspense e comédia está ela cheia.

Como aqui tinha escrito mudamos tudo de novo. A nossa família chegou a dizer-nos que se casássemos este ano "não seria um casamento feliz"... e como não queremos fazer nada que coloque a nossa família em risco e a ideia de podermos ser causadores de um surto nas pessoas que mais gostamos também não é nada atrativa, por isso decidimos adiar.

Era em Maio, depois em Setembro e então ligamos com a quinta e só restava Abril em 2021. Mudamos para Abril.

Passado um mês de mudarmos, uma vez mais, ontem o meu irmão ligou-me e disse-me que não poderia estar cá em Abril, é uma situação delicada e explicou-me os motivos, que são válidos.

Vamos ter que mudar tudo de novo. Mais uma saga de "pode a quinta mas não pode o fotógrafo", "pode a maquilhadora mas não pode a animação"...  

Não queria que o cansaço se apoderasse de nós, mas confesso que não tem sido fácil e espero que um dia mais tarde nos possamos rir de tudo isto, que, por agora, está difícil... Uma coisa que me alentava é que Abril estava logo ali e a sensação que não era agora mas era "daqui a pouco", agora falta novamente mais de um ano.

Pensar que disse à minha colega do trabalho porque não percebia a razão de começar a preparar as coisas com 2 anos de antecedência and now we come. Pagamos tudo o que dizemos, né?

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Coisas que nunca vou entender...

 O caos, o apocalipse, tudo a acontecer e em Aveiro os preços das casas sobem ainda mais.

Neste momento há apartamentos T2, usados, à venda por 180mil euros.

Esclareçam-me, para pedirem este preço o imóvel vem com uma senhora que vai lá passar a roupa a ferro, fazer o jantar, certo? Ou vem com um sistema de rotatividade que podes mudar a orientação do mesmo em função do sol, como acontece no Dubai, hum?

Os imóveis por mais estapafúrdios que sejam são colocados hoje e amanhã já estão vendidos, mesmo a preços ridiculamente altos e disparatados. Não sei onde mora a classe média, não sei como uma família com filhos faz. Sinceramente não sei.


2020 O annus horribilis

A rainha de Inglaterra já fez um discurso sobre o ano horribilis de 1992, que podemos perfeitamente adaptar para 2020.

1992 2020 is not a year on which I shall look back with undiluted pleasure. In the words of one of my more sympathetic correspondents, it has turned out to be an 'Annus Horribilis'. I suspect that I am not alone in thinking it so. Indeed, I suspect that there are very few people or institutions unaffected by these last months of worldwide turmoil and uncertainty.  

Acho que serve para este ano, certo? 28 anos depois continua atual...


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Estado das coisas

Estivemos duas semanas de férias em casa dos pais. Pensamos, inicialmente, nestas férias para ultimar os preparativos do casamento, mal sabíamos nós que acabaria por não haver casamento nenhum.

 

No resto da nossa vida ainda nos estamos a adaptar, vivemos como todos, com medo. Por nós, mas sobretudo pelos nossos. Acabamos por estar a fazer a nossa vida normal, com o uso de máscara e de gel, mas com o coração nas mãos.

É difícil encontrar o equilíbrio entre continuar a viver e estarmos absolutamente protegidos. Temo que sejam duas coisas impossíveis de conjugar em pleno.


Parece que estamos a viver uma realidade paralela, ainda difícil de absorver e lidar, em que as palavras fogem quando é preciso falar sobre isto...

quarta-feira, 8 de julho de 2020

[...]

black dress, blogger, and dress image

2020 está a ser o ano dos retrocessos.
Ainda não tratamos de adiar o casamento e de falar novamente com todos os fornecedores, mas vamos ter de o fazer. Great! Not. Nem dá para explicar ter que adiar isto uma vez mais.

A casa que tínhamos em vista e que nos tinha ficado no coração deixou de ser opção porque o vendedor quis subir o preço. Great! Not. Ficamos realmente tristes e vamos ter que ultrapassar este pensamento, porque já sonhávamos, literalmente, com isto.

E mesmo assim enquanto nós e os nossos estiverem seguros não nos podemos, de todo, queixar.  

Temo que 2021 também ainda não será um grande ano e que esta seja uma nova realidade que nos tenhamos de habituar até que isto desapareça completamente, coisa que me parece que vá demorar.

As férias este ano não vão ser férias, uma vez que estamos todos sob esta eminência de novos surtos e deste perigo invisível, deste misto de relaxar mas não muito, sair para apanhar ar mas ter cuidado, desanuviar sem baixar a guarda. Enfim.

Sobre o desconfinamento: eu e o namorado fomos dos primeiros nos nossos trabalhos a alertar as pessoas, a dizer que isto não ia correr bem quando toda a gente achava que éramos paranoicos. Uma colega do trabalho do namorado disse que "isto era tão provável como apanhar piolhos"... well... acho que agora já deva ter uma opinião um pouco diferente.

Nós que cumprimos escrupulosamente a quarentena, que deixávamos toda a roupa do exterior à porta, que saiamos de máscara, luvas e tudo mais... agora até nós sentimos que estamos um pouco mais relaxados/cansados/despreocupados, em certa medida, e se nós "os paranoicos" já estamos assim, nem quero imaginar o mundo e o que aí vem com as férias, com a abertura de fronteiras, etc.
Acho que estamos (nós, em geral) a ganhar aquela impressão que somos invencíveis e que a nós nada nos afeta e se, de facto, isto nos surpreende e nos afeta vamos olhar para trás e pensar "como é que eu fui tão estúpido que facilitei e apanhei isto? Como é que depois de toda a informação eu toquei naquela porta e não desinfetei logo de seguida? Como é que fui ao café com os amigos? Como é que fui jogar futebol sabendo do que se estava a passar? 
É esta a linha ténue entre a necessidade de voltar a viver e seguir algumas rotinas e o sentimento de que podemos ser negligentes e afetar a nossa família e que eles possam morrer por nossa causa, coisa que ninguém vai conseguir ultrapassar essa culpa caso aconteça. 

As profecias de 2000 parece-me que foram adiadas 20 anos e que agora sim está a ser o caos e o "fim do mundo" e um caos sem fim à vista.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Casamento em tempos de covid

O mais próximo que estou de dizer “aceito” é quando o whatsapp atualiza e lá aparece os termos de utilização...

quarta-feira, 24 de junho de 2020

...

[Os nossos aniversários deveriam ser o nosso funeral em vida.
Eu explico. É ingrato que o momento de maior apreciação das pessoas seja no momento em que as pessoas já não estão cá. Eu percebo que o tributo também é importante, mas não será mais importante mostrarmos em vida a importância dos outros para nós ao longo da vida?]

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Ditadura da felicidade


Tenho que começar por dizer que nunca vi nenhuma novela ou peça do ator Pedro Lima, mas apesar disso é impossível não empatizar com toda a situação e lamentar o que aconteceu, independentemente do que tenha sido, questionar sobre o porquê e tentar perceber a causa das coisas.
Fica difícil perceber o que pode levar alguém com 5 filhos, numa relação estável, bem sucedido a nível profíssional a fazer isto, caso seja verdade o que se diz e tenha sido intencional. Quando li a notícia pensei, de facto, num acidente relacionado ao surf, sabemos que o mar pode dominar até os mais experientes, mas surgindo a dúvida de que possa não ter sido é também difícil não tentarmos perceber o porquê.
Nunca iremos saber concretamente, nunca conheceremos com certeza o trigger point que leva alguém a desencadear esta ação. É uma situação ingrata sobretudo para quem fica, que se questiona do porquê de não ter sido melhor, da relação e dos laços que tinham não ter sido o suficiente para que a pessoa quisesse viver, estar cá, o que é um mau pressuposto, acredito que não terá a ver com os outros mas com o que se passa em cada um de nós.

Sinto que vivemos numa ditadura da felicidade onde todos têm que mostrar estar felizes e isso é bastante enganador. Se olharmos para as redes sociais do Pedro julgamos ver uma vida plena, uma felicidade initerrupta, projetos e sonhos de quem tem já quase tudo e pode descansar numa fase da vida em que o mar está calmo, colhendo os frutos de anos de sucessos. Afinal, mal sabíamos o quanto o mar estava picado, bravo e a arrebentação esta forte e descontrolada.

Uma coisa péssima destas redes sociais e dos influencers, por exemplo, é que passam a ideia de vida perfeita, todos os dias postam massivas fotos de sorrisos, que para mim não poderiam ser mais falsos e enganadores. Tenho para mim que deva ser extremamente difícil aparentar que se está feliz sempre. Podes morar num hotel, tomar o pequeno-almoço na esplanada da piscina todos os dias, estarmos nos melhores sítios e comermos os melhores brunches, que é impossível estarmos felizes sempre e eu julgo algumas pessoas com as quais me cruzo nas redes sociais por quererem passar uma imagem que não é real, porque também estão a contribuir para que os jovens terem standards de comparação que não existem, que não são reais e que deve gerar uma frustração que não faz sentido. As mulheres não são todas magras, ter um iphone não é sinal de riqueza, ter seguidores não é sinal de se ser brilhante.
Há uma influencer que é a Vanessa Alfaro, que eu não sigo exatamente por isso, todas as 300 mil fotos que tem são a rir-se como se o Jimmy Fallon lhe tivessem acabado de contar a piada mais engraçada dos Monty Python, que soa tão a falso que eu não sei como podem ter tantos seguidores a acreditar numa mentira. É simplesmente falso o que estas pessoas querem fazer passar: "Olha para mim tão feliz a acabar de acordar", "olha para mim tão feliz a comer esta fatia de bolo de farinha de espíritos da tailândia, que não tem glúten, é super proteico e sabe a toalha molhada que secou dentro de casa", ou "olhem para mim tão feliz com esta máscara facial na cara, ah ah, que esta pele imaculada merece uns miminhos", "olha para mim tão feliz e a olhar para as estrelas, assim super apanhada de surpresa e por sorte no meu melhor ângulo". Pode ter-se tudo na vida, mas esta pressão da melhor foto do pequeno-almoço de hotel deve exigir-lhes tanto que quando vão comer já está frio, que o bolo fit que quer fazer transparecer uma vida super equilibrada sabe no fundo a esferovite seca, mas não faz mal que quem vê as fotos não sabe, o que importa é que pareça delicioso e que tenha no enquadramento flores e abacate e sementes de uma figueira do Pará. É, no fundo, um hino à felicidade e perfeição que não existe, com as quais as pessoas que seguem, os jovens que se estão a formar não se devem querem comparar porque é falso. Porque te obriga a postar sorrisos falsos só porque a Colgate te mandou para casa uma amostra grátis, mesmo que naquele dia se esteja chateada, doente ou aborrecida.  
Se há coisa que eu prezo é ter crescido longe das redes sociais. Adoro olhar para trás e perceber que vivemos, dançamos, convivemos com o simples propósito de estarmos lá, sinto que agora se vive para aparentar felicidade,  não tanto para "estar na festa" mas para "mostrarmos que estamos na festa", será que me entendem?
Por exemplo, não há nada melhor do que estar numa queima das fitas para se estar, efetivamente, na festa, no espírito, sem nos preocuparmos o que os outros acham. Não há melhor do que se estar numas férias, para estar de férias e não com a preocupação de mostrar que estamos num sítio incrível. Estamos a perder algumas coisas com as redes sociais, elas têm imensas coisas boas atenção, mas acho que coloca o nosso foco mais no exterior e com os outros e fazemos menos este trabalho interior de percebermos se está tudo bem connosco. As redes sociais colocam-nos em contacto com o mundo mas também têm este lado perverso de nos colocar em posições fúteis em dilemas estúpidos e contra mim falo, é estúpido pagarmos um ingresso de um concerto e passarmos todo o tempo a ver o concerto através do telemóvel, é ridículo, por exemplo, ou tirar foto ao ticket do filme. Vamos ver o filme porque queremos ou para mostrar que fomos? Vamos dizer a nós próprios que queremos documentar o momento, mas será mesmo?
Enfim, cada um saberá das suas lutas e acredito que todos temos as nossas, por isso é  importante se acabar com uma certa ditadura da felicidade que obriga a que pessoas, como o Pedro, façam o esforço de postar fotos a aparentar estar super feliz, quando na verdade está a viver um dos momentos mais críticos da sua vida, isso também impede os outros de se aproximar para ajudar para dar uma palavra, pode levar a pessoas que estão próximas não se tenham aproximado mais, reforçado o seu amor e carinho por acreditar que estava tudo bem. Por isso, e para qualquer outra coisa o SNS 24 lançou uma linha de apoio disponível no 808 242 424, ninguém está sempre feliz e ao saltos e não é preciso e isso é normal.


Caso queiram ouvir no Podcast fica aqui disponível:

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Regresso ao mundo do trabalho real

 Hoje tive que voltar ao trabalho, em contexto real. Estive 2 meses e meio em teletrabalho e é algo que não apreciei muito.
Trabalhar de casa exige-nos o mínimo a nível pessoal e o máximo a nível laboral.
O mínimo porque dei por mim ao cúmulo de, por exemplo, apenas arranjar a parte visível do cabelo para reuniões de Skype. Ou seja, à frente um alisamento marroquino irrepreensível e atrás uma juba monumental, que ainda dava para tirar chocapics para o lanche do meio da manhã. Na parte de cima, uma blusa Mango coleção Executive, na parte de baixo pijama, que será brevemente convertido a panos de limpeza.

E obriga-nos a dar o máximo no trabalho porque qualquer distração depois obrigava a trabalhar já fora de horas, a estar em todas as frentes, email, skype, facebook da empresa, whatsapp, para ter a certeza que não ficava nada esquecido ou em falta. Uma correria virtual enquanto que o meu rabo estava assolapado em cadeiras que definitivamente não são ergonómicas e não foram concebidas para aportar rabos durante tanto tempo. 

Não gostei muito também porque moro num t1 com vista para nenhures, em que o escritório é cumulativamente sala de estar, jantar, pseudo lavandaria e engomadoria, bar e ginásio. É assim um mil em um em 12m2. Como diriam os experts imobiliários é "aconchegante", e enquanto digo isto faço aquelas aspas com os dedos e um revirar de olhos que felizmente não dá para ver.

Enfim, de volta ao trabalho percebi que as sobrancelhas são o novo buço. E que as máscaras  o novo preto.
Pergunto-me se será moda para ficar, se for penso as rinoplastias vão cair em desuso enquanto que as lentes oftalmológicas que dá para ficar com os olhos azuis vão estar em alta. Também acho que depois disto vamos todos ter que poupar algum dinheiro para aquela cirurgia de correcção de orelhas, porque estamos todos a estagiar para Dumbos.
No caminho para o trabalho também percebi que as máscaras penduradas no espelho retrovisor são os novos terços, neste caso não basta só ter fé e mantê-las penduradas é preciso mesmo colocá-las, outra moda gira é as máscaras no queixo, usadas por aquelas pessoas que não estão muito raladas com o covid, estão mais em esconder aquela gordura que temos na parte superior do queixo. Não percebo como é que se acumula tanta gordura ai, sobretudo se há zona onde eu faço exercício é essa...
Só para terminar, dizer que a minha máscara no trabalho é preta.. e tem o formato daquelas proteções que se usam nos cães perigosos, se me virem no trabalho qualquer semelhança com um rottweiler é pura... realidade.

Para ouvir aqui:

quinta-feira, 28 de maio de 2020

O BB 2020


Esta é a primeira edição do Big Brother que acompanho.
E acompanho porquê? Porque tenho uma televisão de 55 polegadas, que é quase do tamanho da minha parede da sala e é a única hipótese que eu tenho de olhar para o horizonte e ver uma piscina infinita e o mar ao fundo da vista.  
Mudava-me amanhã para lá, para a casa, não para o programa. O Big Brother 24h é o resort dos pobres, é o que eu sinto. Por acréscimo ao cenário tenho que levar com o programa.
Ora, não vi as outras mas esta edição trata-se de um programa muito internacional, há pessoal da venezuela, brasil, londres, suiça, estados unidos, há quase mais estrangeiros lá do que na rua Augusta, antes do Covid, coisa que não é fácil.
No programa temos uma miss, que veio dos Estates, foi obrigada a vir para Portugal depois do pestanejar dela ter provocado o furacão Katrina, em 2005.  

Temos o bombeiro de Valongo, que é uma terra que eu simpatizo e onde já trabalhei um ano, graças a deus nunca precisei de ajuda daquele bombeiro. O jovem cada vez que é nomeado só falta dizer que lhe vai fazer a folha cá fora e aparentemente os Bombeiros Voluntários de Valongo já se vieram demarcar da postura do jovem. Ter um bombeiro a dizer a alguém que lhe devia ser negada ajuda só porque o nomeou num joguito da treta diz muito sobre o carácter de alguém. Shame.  

Há um mentalista que hipnotiza pessoas e parece ser bom, porque hipnotizou de tal forma a Soraia, que a miúda não o larga.
Há a miúda da Suiça que, com 22 anos, parece ter mais rodagem que o meu carro do trabalho, que já foi comprado em segunda mão, a uma bailarina do Micael Carreira, por isso imaginem.

Enfim, o ano de 2020 está a ser um ano mau para todos, que nos leva a ver este tipo de programas, está a ser mau para nós, para o comercio, os restaurantes, os ginásios, as companhias aéreas, à excepção, claro, daquelas que vão lá passar mensagens, para essas está a ser um grande ano e a continuar assim, em Julho, estão a fazer propostas para comprarem a TAP...

Para ouvir, no Spotify, aqui:

terça-feira, 26 de maio de 2020

Diários da Quarentena #8


A atividade física é uma farsa.
Face à quarentena, decidi começar a fazer exercício diariamente, mas, mesmo assim, o peso  aumentou.
Quem diria que os 20 sprints, por dia, que eu fiz do sofá ao frigorífico não servissem de nada...

sábado, 23 de maio de 2020

Aquele orgulho ferido


Já repararam que reagimos de forma muito particular quando falam mal das nossas coisas e dos nossos? Fere-nos o orgulho? Percebi que, no geral, somos muito territoriais e defensores das nossas coisas.

Já me aconteceu eu estar a falar da terra de onde eu nasci num almoço, a um grupo de pessoas, em que uma das pessoas eu não conhecia sai-se com "Hiiiii, mas tu és lá do fim do mundo".
Wow, nasce em nós uma semi fúria, orgulho ferido, e apetece logo perguntar: "quem és tu pá  para estar a falar mal da minha terra?"
Ao que ele continua: é que eu moro cá há muito anos, mas nasci lá, sou teu conterrâneo.
E pronto ai, toda a fúria vai embora e passa para o extremo oposto. Yahh, nem a internet funciona, é uma seca, não há acessibilidades nenhumas. Ou seja, só os "nossos" é que podem falar mal.

É um pouco como quando falamos mal de portugal: "Ehhh, o ordenado mínimo é uma miséria, os profissionais são pouco valorizados", mas depois se ouvimos um estrangeiro falar mal de Portugal e salta-nos a nossa veia temporal, começa a saltar na testa, e saímos de nós, apetece logo dizer: "lá no teu país deve ser melhor, queres ver". Passamos dos dois extremos muito rapidamente.
No fundo é como falar mal do nosso namorado, mãe, amigos. Nós podemos, ou outros se dizem alguma coisa, saiam da frente, estamos pronto a aplicar um golpe de muay thai que desconhecíamos até que sabiamos.

Nós mulheres também temos uma coisa muito particular, quando uma amiga se queixa do namorado, podemos passar anos a ouvir que ele é um este, um aquele, um sem vergonha, um aqueloutro, mil e quinhentos defeitos, mas depois nós temos que ter muito cuidado, porque se insistimos muito que ele não presta, lá vem a fúria territorial, que nós conhecemos, somos logo obrigadas a corrigir o nosso discurso, epá "eu sei que ele foi uma besta (mas corrigimos logo para "um pouco insensivel"), mas certamente que não foi por mal, de certeza que ele tem uma razão válida para ainda falar com a ex namorada no whatsapp"...



sexta-feira, 22 de maio de 2020

Grupo das Bimbas



Aderi à bimby por intreposta pessoa. A sogra ofereceu uma bimby o que me torna bimbólica por associação. Classe que eu tenho ainda alguma resistência a aceitar que pertenço.
Ora ora, tenho uma bimby o que fazer? É uma espécie de maternidade para a qual nos temos que nos preparar e como o fazer da melhor maneira? Como? Aderir a um grupo de facebook, que é onde sabemos, que jorra a informação mais fidedigna do universo.
Desde aí, que eu faço o que posso para me controlar e não deixar lá uns comentários, que me dariam o passaporte para ser expulsa do grupo.

Então mas o que sucede no grupo das bimbys, aka bimbas, vá:

Perguntas que surgem:
Esta foi no pico do estado de emergência, pessoas a morrer, covid a acontecer, alma bimba pergunta: O que fazer para um jantar de 12 pessoas, em casa, para amigos?
Apetecia responder: Comece por colocar na bimby o seu cérebro, pique na velocidade 7 durante 2 minutos. Sirva em pequenas taças, leve ao frio e está pronto. Há pessoainhas poucochinhas, que não há?

Outra pergunta que vi esta semana foi:
Tenho 1kg de camarão cozido, o que fazer?
Apetecia responder: Comece por abrir uma mini, sente-se na varanda, descasque o camarão e mastigue por 30 minutos. Alterne com a mini e já está. Coma, caraças. O que fazer com camarão cozido,

Tenho alheiras que preciso gastar o que fazer?
Apetecia responder: Faça as alheiras numa sertã e adicione um ovo a cavalo. O que fazer a uma alheira? Amigos, eu já morei um mês em Mirandela, e jovem não estraga alheira. Parece-me aquelas perguntas tipo: Estou aqui no bar da praia, está um solzinho bom, estou sentado numa esplanada e tenho aqui uma super bock fresquinha à minha frente, o que fazer?
Tipo é que não se percebe.

Tenho imensos limões, o que fazer?
Amiga, faça limonada. Se a vida te dá limões... Já se a vida te der uma bimby, vai para um grupo de facebook fazer perguntas parvas...

Tenho 4 iogurtes em casa, o que fazer para os gastar?
Coma um por dia, ao pequeno-almoço, até terça-feira.

Comecei a fazer uma omelete, mas ainda está muito líquida, o que fazer?
Ora bem, realmente esta é difícil, ou decide sorver a omelete por uma palhinha ou então, de modos que, deixe estar mais uns minutos até a porra da omelete estar pronta. Valha-me deus.

Dá a impressão que se a Vorwerk vendesse acessórios, do género, como cesto de neurónios, dava um jeitaço.



quarta-feira, 20 de maio de 2020

Cheguei ao Podcast


Estou a aventurar-me no Podcast.
 Caso tenham curiosidade estou aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A casa

bedroom, decoration, and bed image

Soubemos hoje que os donos da casa que andávamos a ver e pela qual nos apaixonamos desistiram da venda. É estranho porque nos imaginamos a viver lá, porque sonhámos com as renovações que iriamos fazer. Enfim, custa um bocadinho, mas o que é isso num ano em que está tudo ao contrário, em que nada é aquilo que se estava à espera.
Este é o ano das reviravoltas.

Big Brother 2020

food, nature, and view image

Hoje assisti aos gritos e choros histéricos da concorrente vegan, porque estavam a cozinhar uma galinha. Não sei se vão passar as imagens, porque vi em directo, mas foi qualquer coisa...
Percebo que comemos mais carne do que efetivamente precisamos e que há vantagem em fazermos uma refeição vegetariana um dia por semana, por exemplo ou diminuirmos este consumo.
O mal de muitos vegan é que eles tentam evangelizar os outros a toda a força e estas fitas histéricas, os gritos, as acusações a quem come carne e peixe, epá... parece-me tudo muito fora do bom senso. 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Valentina

ballet, baby, and dance image

Diminutivo de valens, valentis. Quer dizer “valente, forte, vigoroso, cheio de saúde".

É preciso nascer-se valente quando se nasce de um monstro, quando não nos calhou em sorte ter alguém que nos cuide, que nos proteja acima de qualquer coisa.
Desculpa Valentina por não te protegermos, por nós, sociedade, não termos percebido, antecipado e te protegido. Desculpa aquilo que sofreste, os anos que te tiraram, os sorrisos que te roubaram.

Não há justiça possível nesta situação. Anos de cadeia não apagam a dor que te causaram, não devolvem as gargalhadas que te tiraram. Desculpa que te tenha calhado alguém, que ao ver-te morrer, não tenha tido a humanidade de perceber o erro e ter chamado socorro, de perceber a monstruosidade do que estava a fazer, do que te estava a roubar.

Valentina que estejas hoje em paz, sem medo, sem receio, em segurança, que tenhas agora aquilo que não tiveste em vida, que onde estiverem tenhas tranquilidade, que é algo que nós, cá, não temos, enquanto soubermos que há pessoas assim e que pode ser o vizinho do lado, o senhor pacífico lá da fábrica, a senhora que frequenta a mesma aula que nós no ginásio.
Que a tua partida sirva de alerta, para que os educadores, as famílias, a sociedade prestem mais atenção e que se salvem outras Valentinas.

Hoje estás no coração de todos nós.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Diários da Quarentena #7





Ando a comprar e a comer os meus sentimentos, if you know what i mean.

Já encomendei coisas no Leroy, que chegaram cá a casa num piscar de olhos, com o objetivo de chegar perto do que está na foto. Ainda estão nas caixas para o namorado aplicar. Comprei também um candeeiro, falta comprar um casquilho, para o colocarmos. Enfim, you name it. 

Já comprei roupa na Mango. Já encomendamos sushi, que nos soube pela vida, palavra d'honra. Nem vos digo nada... Eu consumista em recuperação, cujas compas andavam há anos nos limites mínimos e controlados, só no aniversário ou nos terceiros saldos, assim tudo muito contrado e agora isto, anos nos grupo dos shoppaólicos anónimos e agora isto...

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Diários da Quarentena #6

Se eu vos dissesse as horas que passo ao telemóvel a falar com os meus pais e a tentar meter na cabeça do meu pai que não pode sair de casa e isto é um drama real e que não pode facilitar. Por que raio estas pessoas, que já deviam ter idade para ter juízo, acham que são os maiores e que já nada lhes mete medo. Óh nervos!

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