Ofereceu-me 2 bilhetes para irmos ver os Coldplay.
Não sei como conseguiu, mas conseguiu e eu ainda estou a assimilar a informação.
Yeeeey!
Ofereceu-me 2 bilhetes para irmos ver os Coldplay.
Não sei como conseguiu, mas conseguiu e eu ainda estou a assimilar a informação.
Yeeeey!
Hoje dei por mim a pensar que este não seria um bom Natal, porque estamos com problemas sérios com a casa, que nos tem deixado muito preocupados e desanimados.
Depois percebi que tenho que mudar o chip. Aqueles problemas não podem ofuscar a alegria de nos reunirmos todos com saúde.
Um mau Natal será quando provavelmente já não estaremos todos e já não haja nada que possamos fazer, senão tentarmo-nos apaziguar com uma situação drasticamente diferente.
Este é um bom Natal, sempre que tivermos saúde, que as pessoas que gostamos, sendo família ou não, esteja bem será sempre um bom Natal, apesar de tudo o que esteja a acontecer. É um bom Natal mesmo que nem todos possam estar presentes, mas estejam bem e à distância de um telefonema, de uma videochamada.
Percalços acontecem, problemas acontecem. É difícil não nos deixarmos tomar pela preocupação, pelo receio, mas depois precisamos continuar a viver e a lidar com o que estiver por vir. Firmes, fortes e felizes mesmo nas dificuldades, sobretudo nas dificuldades.
Problemas vão sempre acontecer, problemas de saúde, com os filhos, com a casa, com o carro, mas ainda assim é Natal e, se tudo correr bem, estaremos vivos e brindaremos a isso.
Bom Natal!
Concorri a um passatempo no instagram em que, para participar, era preciso comprar um determinado número de artigos da marca e depois criar uma frase.
Fui ver os preços e os artigos mais baratos eram preparados para bolos de caneca.
Vou literalmente andar a comer bolos de caneca até ao Natal!
Quem já me acompanha há mais tempo sabe que estou sempre à procura de promoções e descontos e vouchers. Enfim, you know me!
Como tínhamos que comprar uma prenda de aniversário, para oferecer, ficamos de olho na promoção da Tiffosi. Que é do género: fazes 100€ em compras e dão 50% de desconto na compra seguinte.
100€ são basicamente duas/três peças. Não é preciso muito.
Vimos um casaco que é do estilo daquela pessoa que ia fazer anos e dissemos: "vamos aproveitar a promoção" a achar que íamos ter metade do valor da compra em saldo para a compra seguinte.
Exemplo: gastas 100€ e ficas com 50€ para gastar na compra seguinte. Perguntamos à menina na loja se era assim e ela confirmou.
Afinal não era nada disso. Ia Eva Luna toda lampeira, a achar que ia comprar uma ou duas peças "de graça", e chegou à caixa e disseram: "só com dois artigos não lhe compensa ter gasto mais de 100€ na primeira compra, esta campanha dá 50% de desconto nos artigos nesta compra seguinte, então faça já as compras todas do Natal, para rentabilizar o que investiu." Ou seja, se um artigo for 20€, paga-se 10€. Deixei os artigos e fomos ontem os dois ver o que podia justificar comprarmos a metade do preço
Amigos... assim se gastam 190€ na Tiffosi, por parte de quem "não ia comprar nada". Aplausos para estes génios do Marketing da marca.
Contudo acabamos por comprar coisas úteis (ou pelo menos é o que nos dizemos, para nos convencer).
Compramos:
1 Casaco para oferecer;
1 Casaco para o marido;
2 Camisolas para ele;
2 Pares de calças para ele;
3 Pares de calças para mim.
Verdade seja dita, eu já não tinha calças de ganga e, para além disso, as que tinha já estão rompidas ou me apertam nas pernas. Como passo o dia todo sentada já não é admissível estar todo o dia desconfortável. Vesti hoje calças novas e são mesmo um conforto incrível, sinto-me nas nuvens (o que é um exagero, são só umas calças!), mas acho que estou a estranhar tanto o conforto porque estava super habituada ao desconforto, o que parecendo que não... não é nada giro.
Sinto que a primeira fase da vida é sobre nós, ficamos autocentrados e o que importa é o nosso umbigo. Nada é mais importante, nem sempre damos o devido mérito aos nossos pais, à nossa família, muitas vezes até tornamos a sua difícil tarefa ainda mais extenuante e nem nos apercebemos. O que importa é o que queremos, e que tem que ser tudo para ontem, os dramas dos amores correspondidos e não correspondidos, enfim. Tudo sobre nós assume absoluta importância, se encaixamos ou não no que a sociedade espera de nós, se nos misturamos com os nossos pares, se somos aceites.
Depois vem a segunda parte da vida, onde percebemos que há coisas maiores que nós, que olhamos para trás com um olhar muito mais claro e desembaciado, onde reconhecemos mesmo as coisas mais simples. Onde já importa mais ter paz, do que ter razão. Aos poucos já não é sobre nós, é sobre manter laços saudáveis, sobre os projetos que fizemos e que assumem mais importância, é sobre nós "podermos esperar", as prioridades são a casa, os filhos, manter o emprego.
É um equilíbrio difícil. Eu o marido temos falado sobre esse tipo de desafios. É-nos pedidos que sejamos empregados motivados, empreendedores a part-time, pais dedicados, maridos e mulheres presentes, filhos atentos, contabilistas organizados numa vida cheia de surpresas inesperadas.
Passamos a ter vários papeis e precisamos de fazer um exercício de malabares, para manter equilíbrio.
Apesar de em poucos anos passarmos para o fim da pirâmide de Marshall, acho que importa olharmos para nós, trazermo-nos de volta, percebermos que antes de tudo isso, nós também somos importantes e que só temos estas fichas para gastar numa viagem, que não dá direito a repetição. Colocamos demasiado peso sobre nós (eu pelo menos) e nem sempre é necessário, torna a viagem mais difícil.
Por isso, é realmente importante aproveitar a viagem. Celebrarmos as conquistas, as pequenas vitórias, estender a manta e sentar, respirar fundo, dar graças e recentrar.
Sabem aquelas pessoas que são genuinamente boas pessoas?
Eu conheço algumas pessoas dessas. Sabem daquelas que estão sempre prontas a ajudar, mesmo que desconhecidos, que doam, que pagam coisas quando sabem que alguém precisa, mesmo que nunca tenham visto as pessoas antes. Que o lema é "ajudar, uma vez que eu não levo nada comigo desta vida"? Sendo que isso inclui ajudar a família, vizinhos e filhos, o mais que possa? E que poderia apoiar ainda mais estes últimos não fosse este ímpeto de ajudar os outros?
Ok, agora a lista encurta mais, provavelmente os dedos de uma mão seriam mais que suficientes para a grande maioria de nós.
Alguém que gasta da sua reforma, para além das despesas já descritas, mais de 200€ em comida para animais abandonados todos os meses, alguém que vai a correr com um gato de rua para o veterinário, porque este tinha sido atropelado por alguém e se prontificam a fazer o possível para o salvar, assumindo os encargos, mesmo que o desfecho esteja quase traçado?
Agora ficou difícil. Ninguém faz isso.
Ontem uma dessas pessoas, aqui em Aveiro, um homem, foi, tal como faz habitualmente, levar ração a animais abandonados. Ao voltar para casa viu um um casal a discutir e não interveio, a coisa começou a escalar e o homem começa a apertar fortemente o pescoço da mulher, ele aproxima-se e pede "que conversem".
Foi a última coisa de que se lembra. Foi deixado sozinho, inconsciente, numa hora em que não passava ninguém, era noite, estava a chover e a maioria das pessoas estava tranquilamente em casa, foi deixado com um ferimento grave na cabeça, por onde perdeu imenso, imenso, sangue. Foi abandonado pelo agressor e pela vítima, que se tornou cúmplice e que não teve hesitações em abandonar, sem providenciar qualquer tipo de auxílio, o desconhecido quem a estava a tentar impedir que a asfixiassem.
Esta pessoa teve que ir de emergência para o hospital ser assistida. Esta pessoa tem 70 anos, um quadro de hemorragia craniana interna que inspira cuidados e não apresenta qualquer forma de poder ser considerado uma ameaça e mesmo assim foi agredido de forma incompreensível.
É nestas coisas que se perde fé na humanidade. Quando estiver com ele vou dizer-lhe para que não se arrependa nunca de fazer o bem, mas que, por favor, não o faça de novo.
Amigos, que andaides à procura de presentes de Natal (eu acho meio cedo, mas como já vi meio mundo louco no fim de semana passado, na promoção dos brinquedos do Continente, já está a valer).
Vendo 2 bilhetes para o Harry, preço de custo, não pretendo fazer fortuna, como os estupores que limparam os bilhetes do concerto dos Coldplay, para os venderem ao preço de um T2 nas Amoreiras. Também troco por 2 bilhetes para os Coldplay. Pago a diferença, se for o caso.
Pessoas do estrangeiro, que viveides fora, eu sei que estaides aí, que eu vejo nas estatísticas dos acessos, caso quereides 2 bilhetes falaides comigo e certamente ireides fazer 2 filhos/primos/tias/afilhadas, que sejam fãs do jovem, muito felizes no Natal.
Nota: Venda segura, sem esquemas, sou eu própria que estou a vender.
Cada vez que vou ao supermercado sinto-me na Gucci. Já vi maças a 4€/kg, iogurtes (1 pack de 4 a 3,99€) e dou-me sempre ao trabalho de tirar foto, meio que a não confiar no que os meus olhos estão a ver.
Depois sinto que tenho 78 anos, porque o que me ocorre pensar é: "ainda em lembro de comprar 1kg de cenouras a 0,35€ e agora estão a 0,80€". É mais do dobro. Com a massa igual, com a carne sinto o mesmo.
Dou por mim a pensar se devia reajustar-me, mudar as compras que faço, andar mais em cima das promoções comprar em mais quantidade de alimentos menos perecíveis e com mais validade, quando os preços justificam.
Não sei muito bem o que mudarei no futuro, mas com o preço das casas e rendas nestes valores, com estes preços na alimentação (que podem no futuro estabilizar, mas que nunca vão baixar aos preços de há um ou dois anos atrás) fico realmente na dúvida de como se consegue gerir um orçamento familiar.
É meio que assustador.
No início do ano decidimos marcar este dia, de férias, para se quiséssemos fazer uma viagem. Lembro-me do marido dizer isso expressamente, porque ele nunca diz, e isso ficou gravado na minha memória.
Mal sabíamos a viagem que vinha aí. Hoje entrego a chave do apartamento que foi casa nos últimos 6 anos, onde na porta ao lado moravam amigos e havia jantares e bombons na porta sempre que chegamos a casa. Onde me roubaram cuecas do estendal numa véspera de Páscoa. A sala que foi escritório partilhado, ginásio e lavandaria na quarentena.
E mudamos para a nossa casa, casa que fica perto da praia, vamos morar para onde fugimos sempre ao fim-de-semana. Vamos ter jardim e o marido vai ter um escritório, onde o carro não tem que entrar com os espelhos fechados e nós sempre a medo.
Andamos a correr atrás do nosso sonho. Não é uma casa de "sonho" como os nossos amigos estão a comprar ou construir ou procuram, mas cumpre o nosso sonho. Um sonho com pés na terra, tal como nós. Tem tudo o que precisamos e nós demos tudo de nós e continuaremos a dar, porque a casa exige esse trabalho. Durante o processo não a mostramos a ninguém, talvez por vergonha, pelo medo das palavras ferirem, quando já estávamos, nós próprios, assoberbados.
Hoje entrego a chave. Hoje é um marco, um marco do esforço que passamos este ano com uma casa em obras, a tentar ver além do óbvio. Vieram paredes abaixo, tipo querido mudei a casa, lixei e pintei portões, paredes, onde carreguei lixo de obra sem fim, onde o marido partiu a aliança.
Está muito esforço nosso marcado naquelas paredes, naquelas janelas.
Quisemos realmente muito e demos tudo de nós. Fico feliz por ver as coisas a ganhar forma, a parecer-se realmente com uma casa,
com a nossa casa.
Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias. Não se desce escadas a correr, de meias.
Escorreguei e bati com as costas nas escadas.
Não recomendo. Autch!
Em época de terceira fase no ensino superior (oi? que fase? isso existe? - eu sei, ninguém quer saber da terceira fase) não me posso esquecer dos trifásicos. Eu fui um deles.
Na segunda fase entrei na universidade que queria, mas num curso de engenharia, que nem sabia ao certo para que servia. O meu pai ficou empolgadíssimo porque a localização da universidade era super conveniente. Dormi com a notícia da colocação e acordei com a sensação que estava tudo errado. Falei com os meus pais e decidi nem sequer me matricular, nem sequer para garantir a vaga, e concorrer na terceira fase. Foi arriscado. Concorri à última fase e fui ter ao curso e à cidade onde tudo fazia mais sentido. E fez. E fico muito feliz por ter tido força para ouvir o meu instinto, para explicar aos meus pais que "algo não estava bem".
Quem chega na terceira fase chega em desvantagem. As aulas já começaram, as praxes já começaram, já só sobram as casas más, os grupos já estão formados, as dinâmicas já estão estabelecidas. Cheguei e tive um exame na semana seguinte, falhei redondamente, como seria de esperar.
Hoje, independentemente da fase, olho para o ensino superior como algo muito ingrato sobretudo no que toca ao alojamento. Como é que há a coragem de pedir 300, 400, 500€ por um quarto? Não imagino a sensação de cumprir um objetivo de vida, ex.: entrar no curso de sonho, na cidade que queriam, fruto de anos de esforço e pedirmos aos pais que arquem com 500€ de casa, propinas, mais contas, mais passe, mais alimentação, traje, livros, fotocópias, viagens a casa, mais um café ou jantar de curso. Só falando no ensino público. É um assombro!
Eu tive essas questões em consideração. O privado ficou logo fora de questão, embora o meu irmão tivesse seguido para o privado, dez anos antes. Talvez por estar a par dos custos seria incapaz de pedir isso aos meus pais. A cidade também foi determinante, não me candidatei aos grandes centros, Porto por causa do preço do alojamento, nem Lisboa porque era uma miúda que toda a vida tinha vivido num aldeia, que não gostava da cidade em si (sorry!), achei que não tinha nada a ver com quem cresceu a brincar na rua e a voltar de noite para casa, não me sentia estava minimamente preparada para ir para lá. Cheguei a concorrer para o Algarve, sendo eu do distrito do Porto, mas recusei-me a concorrer para a capital.
Tenho o máximo de respeito pelos pais que suportam este nível de encargos, pelos estudantes que sentem este peso nas suas costas, pelos trabalhadores-estudantes que trabalham para conseguirem estudar e que contam moedas.
Fui estudar para o interior, pagava 125€ a, no máximo, 150€ de quarto, (quartos enormes com casa de banho privada) pagava as propinas mais baixas do país e tive direito a bolsa de estudo. Nada disto foi ao acaso. Tudo isto tinha sido calculado, apesar dos meus pais nunca terem dito absolutamente nada em relação a isso, mas eu estava hiperconsciente de tudo. Acho que desde cedo me tornei super racional a nível financeiro, com fases de menor clarividência, claro, mas ainda assim consciente.
Uma enorme ajuda foi uma conta poupança que os meus pais me fizeram, por incentivo do meu irmão, especificamente para o futuro na universidade. Acabou por ser muito importante, o meu pai ficou desempregado nessa altura, a minha mãe também não trabalhava e, apesar disso, aquela salvaguarda não foi precisa, uma vez que os custos eram "comportáveis", mas era um conforto enorme saber que "estava tudo bem".
Agora, claro que há cursos e universidades específicas que só se conseguem nos grandes centros e é uma pena que para cumprir um sonho, os pais e os estudantes sejam completamente extorquidos por rendas absurdas. Eu com 300€, há 10 anos, pagava quarto, despesas, viagens a casa, comida, tudo o que precisava. Agora 300€, em muitos sítios, não se paga nem o quarto.
Quero muito um banco deste género ou de madeira para colocar no final da cama, contudo sem ter que criar conta na OnlyFans para ter que o pagar, se souberem onde encontrar avisem!
Fomos recentemente a um casamento, como já tinha dito aqui, e não é que de repente estou no meio dos amigos do marido e à minha volta está tudo a fumar. Isso ainda se usa? Não estava a par. Na nossa mesa os fumadores estavam constantemente "aflitos" por sair para fumar. A dependência, vista de fora, é um bocado assustadora.
Na outra semana estava a tv ligada no programa da Mafalda Castro e estavam a comentar que, perante a falta de tabaco, havia pessoas no BB a chorar por causa da privação.
Uma das melhores decisões da minha vida foi, quando na única vez que me ofereceram tabaco, ter dito que não. Se estão à procura de um sinal para deixar de fumar aqui fica, eu presumo que seja super difícil, mas estar dependente e algo para se estar bem também é. Bora chegar ao final do ano olhar para trás e perceber de 2022 foi o ano em que deixaram de fumar.
Na nossa casa acabamos com o conceito de banheira e bidé.
Passamos a ter 3 casas de banho e só temos duche e sanita. Qual o motivo de termos coisas que não usamos? Ganhamos espaço e são menos coisas que requerem manutenção. Uma amiga nossa, que esteve grávida, contou-nos que só conseguia subir para a banheira com ajuda e foi suficiente para nos convencer de que a banheira tinha que ir embora. Com a idade, cirurgias, gravidez... para tudo se torna um inconveniente.
Então não é que foram os Globos? Vamos lá à roupitxa.
Esta semana tive uma folga e o feriado. A folga foi dedicada a lixar um portão e o feriado a pintá-lo.
Amigos, está que parece outra coisa. Não tanto o depois que esteja incrível, o antes é que era assustador. Parecia o portão de uma quinta abandonada, de um filme de terror. Ok, menos drama, mas parecia muito mal, estava cheio de ferrugem, dava um aspecto de casa abandonada, sem dúvida.
Como a tinta é super espessa, e mal se espalha, torna-se uma tarefa difícil e apesar de já estar na "to do list" há imenso tempo só agora consegui efetivamente fazê-la.
A próxima tarefa vão ser: pintar um roupeiro de branco (Desejem-se sorte!), fazer portas de roupeiros diy (preciso de uns paineis do Leroy Merlin que estão esgotados) e tratar dos jardins. Baby steps!