quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O que querer de uma relação?


Há sempre esta ideia muito presente de que precisamos de alguém para sermos felizes. Se é verdade que não precisamos, sabemos também que há coisas que são melhores quando divididas.

Nem sempre tenho a certeza que nós, enquanto humanidade, conseguimos aproveitar esta dádiva, que é a vida ou se nos deixamos absorver pelo cansaço do dia-a-dia.

A coisa mais valiosa depois da saúde, é a paz. Muitas vezes prescinde-se da nossa paz, para se estar com alguém. Troca-se paz por "companhia". Muitas pessoas preferem estar em guerra "juntas", do que em paz "sozinhas". É preciso coragem para tomar esse passo, o da valorização da paz, acima de todo o resto.

Em 2019 uns amigos nossos deram-nos a notícia de que estavam noivos. Ela convidou-me para bridesmaid, eu fiz o design dos convites e fui participando em tudo nos preparativos. Depois do covid ter chegado eis que eles, tal como nós, nos vimos forçados a adiar o casamento.

No caso deles, o covid impediu um erro. O casamento deles era um erro. Não havia paz e sabemos que quando falta a paz restam poucas coisas.

É preciso coragem para acabar uma relação numa fase em já se entregaram todos os convites, já se escolheu quinta, vestido, fato, música, fotógrafo. No fundo quando já só falta dizer o sim. A decisão foi acertada e deu-lhes uma coisa que eles nunca iam ter, que é: paz.

Eu sei que os anos pesam nas decisões, bem como as questões logísticas, financeiras ou familiares, mas não há explicação de defina bem a mais-valia que foi eu ter crescido com paz. Claro que há problemas, claro que há desentendimentos, mas haver o sentimento de paz, que a nossa casa é um refúgio onde há paz, é algo que não tem preço. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Netflix: You

Andamos a ver a nova temporada da série You. Com o crush do Penn Badgley, que fazia Gossip Girl. Não é "a" série, mas dá para prender ao ecrã, com uma série rebuscada e um bocado mórbida, sem ser creepy.

Se não viram e querem ver, parem aqui s.f.f.

Fizeram do protagonista um stalker, que se apaixona e que flirta com todas as mulheres que se atravessam com ele, que fica obcecado só porque alguém lhe diz "bom dia". Nesta temporada o Joe é casado com a Love e têm um filho, o Henry. A temporada foca nos desafios dos protagonistas quererem manter uma família, de proteger o filho, de criar um ambiente que não tiveram em criança, de ter aquela família estruturada, presente, unida e que se torna objeto de fixação, sobretudo dele, do Joe. Bem como dos desafios do casamento, da monogamia, do compromisso a uma só pessoa, que os dois falham redondamente, sem ser preciso muito.

Ficção à parte, as relações não são algo estático, há pessoas que entram e saem dos vários contextos sociais onde as pessoas estão inseridas e que se podem aproximar demasiado, mas a minha opinião é que as coisas só acontecem se houver abertura para tal. Não deixa de criar reflexão para quem está a assistir, o que é positivo. 

Faltam-nos dois episódios, vamos lá ver se isto promete. 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Em época de Web Summit

O futuro tem uma palavra: Tecnologia. Eu não sei para onde vamos, nós enquanto sociedade, mas não é difícil prever que o futuro será uma guerrilha de avanços tecnológicos, desde a saúde, na banca, no entretenimento, no imobiliário, na forma como nos transportamos, como comunicamos.

Quando escolhi a minha área de formação nunca pensei, nem de longe, nas tecnologias da informação. Nem por sombras. Achei que estava mais vocacionada para tudo menos para isso, entrei em saúde e foi uma decisão lógica, baseada em algo que eu achei que teria a ver comigo. Acertei.

Apesar de achar que fiz uma boa escolha, à luz do que sei hoje, foi uma bad bad decision em termos profissionais. Se pudesse, se achasse que seria capaz, coisa que tenho as minhas dúvidas, hoje faria, sem sombra de dúvida, uma reconversão profissional. Sei que daqui a 20 anos, se ainda cá estiver, vou olhar para trás e perceber que vivi esta fase do boom tecnológico e fiquei a ver a carruagem a passar. 

Primeiro a procura supera a oferta. Por si só estamos a falar de profissionais com mais margem de evolução. Não estão contentes no projeto atual? Há milhares de outras opções, há centenas de outras empresas em  busca de profissionais, podem aprender outras coisas, outras ferramentas, outras linguagens. 

Salários acima da média. Melhores condições de trabalho. Não me parece que seja preciso dizer mais.

Quem há dez anos atrás escolheu informática provavelmente não sabia que "iria ter o mundo nas mãos" uns anos depois, provavelmente nem se apercebeu que tomou uma decisão inteligente, estratégica. A questão é que isto não é exclusivo de que já entrou neste comboio, quem ingressar agora estará nas mesmas circunstâncias provavelmente, no futuro. 

Se todos podemos ser a mesma coisa? Claramente que não. Se a diversidade é uma mais-valia? Sem dúvida. Mas sentada numa mesa de informáticos é impossível não perceber que são eles que vão dominar "o mundo", que vão trabalhar em projetos megalómanos, ter melhores salários e provavelmente melhores condições laborais. Não se fala no stress, nas horas de formação ou especialização que esta área exige, claro que sim, mas também importa não esquecer que isso também as outras áreas têm, sem um quinto destes privilégios.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

...

Vou ter um casamento este fim de semana.

Não preparei nada, até porque a minha cabeça tem andado nos sítios onde vocês podem imaginar, com tudo o que tem acontecido.

Não consigo deixar de pensar que, num mês de calor atípico, as previsões para este fim de semana são de chuva. Para quem organiza um casamento sabe que é algo que é chato e que altera planos e que condiciona. Not fun.

Também não é nada giro para as convidadas. Eu não sei que raio vou vestir. Não me apetecia chegar lá com um vestido de alças, à verão, e me sentir na estação errada e estar um frio de morrer. Não tenho vestidos de manga comprida, mas apesar de não sendo inverno, sinto que fim de Outubro já pede. Sem esquecer que o casamento é no norte, que é sempre mais arejado, digamos assim, do que cá. Deixei para a última e não tenho sapatos, não tenho vestido, enfim. Já disse que não gosto de deixar as coisas para a última, já? já?

Sabem aquela música I Have Nothing de Whitney Houston? É o estado da situação atual. Fui à Zara, Mango, H&M e nada. As coleções estão todas viradas para confy wear, que é ótimo, excepto se tiveres um casamento.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Ah não me digam que foi quando eu estava fora...


Parece com isto tudo do casamento e da lua-de-mel eu falhei a chamada para ir receber aquele apoio de 200.000€ que estão a dar às pessoas.

Ai não estão a dar nenhum apoio? Eu juro que com a quantidade de casas barracos à venda a começar por esse valor, todas a serem vendidas à velocidade da luz, eu pensei que deviam ter andado a distribuir dinheiro e eu falhei a data de lá buscar o meu cheque.

Eu não sei se estão a dar conta, se já têm todos casa própria e este assunto vos passa ao lado, mas está impossível e com a pandemia os preços subiram ainda mais. É uma escalada inacreditável de preços num país onde o ordenado mínimo é 600€ e o médio são 900€. Eu não sei como é que as pessoas fazem, sinceramente.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Não quero reclamar, não quero mesmo reclamar.....



 ...mas e este calor? 

Que eu saio de casa com 10º e ao meio dia está 31º?

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Sobre prendas

Eu adoro comprar prendas, mas detesto a pressão de ter que andar a comprar prendas.

Eu explico. Eu gosto de dar prendas, de dar um miminho, de pensar "isto vai dar jeito a esta pessoa", "vai ficar-lhe bem", "tem a cara da pessoa x". Agora aquelas compras de última hora, sob a pressão de "oh meu deus, tem que ser, porque depois não vamos conseguir comprar nada e tem que ser agora".

Prendas de última hora, prendas de natal, epá, não gosto nada, ter que andar a despachar prendas, souvenires à pressa, lembranças à pressão é péssimo.

Nada é pior do que andar a comprar prendas à pressão para 300 primas, tios e apêndices, em dezembro. Quando já sentimos que estamos pelos cabelos e estamos dispostos a comprar uma terrina com um pack de 6 taças ou uma vela com uma arvore de natal estampada, porque já estamos por tudo e já só queremos sair dali.

Como eu gosto de fazer as coisas:

Comprar as compras de Natal em Outubro/Novembro. 

Comprar as prendas de aniversário do marido em Agosto/Setembro.

Comprar uma ou outra coisa já para situações inesperadas.


Como eu deveria fazer as coisas:

Para além de me organizar, como eu gosto mas nem sempre consigo, devia antecipar mais e comprar atempadamente. Quiçá nos saldos anteriores/promoções, de forma prática, quando nem estamos à procura, mas até vemos coisas giras. Que já não faz sentido oferecer naquele momento, mas que daria prendas fofinhas na próxima data festiva.

Este ano atrasei-me nas prendas do marido e já não vão chegar a tempo, o que prova que a organização compensa este stress das compras de última hora, dos prazos, das entregas. 

Nós tentamos nos organizar, mas nem sempre conseguimos. As compras dos brinquedos de Natal costumam ser feitas em Outubro, percebemos que há promoções para acabar com stocks mais antigos neste mês, sobretudo na Auchan, antes de virem em força as campanhas de Natal. Por isso, já compramos ontem as prendas do afilhado para o Natal, mas faltam a dos bebés da família/amigos, que se multiplicam como cogumelos. Ontem compramos só uma pecinha para um, mas sem grande sucesso no geral, não havia tamanhos, não havia muitas opções híbridas, uma vez que não sabemos o sexo, das prendas dos bebés que já nasceram começamos a perceber que nos saldos lhes poderíamos dar, pelo mesmo valor,  muito mais coisas. Enfim.

Acho que já faz sentido começar a ter um pequeno stock de coisinhas de bebé prontas para anúncios de amigos ou família, let's face it, vai acontecer, é tão certo como as francesinhas virem com batatas fritas e não vamos ter que andar como ontem, atrás de artigos de bebé para oferecer, em que depois não há nada de especial, são caros, quando nos saldos são a 1/3 do preço. 

 Agora se como eu gosto de fazer as coisas faz sentido? Não sei.

Ninguém que viva em apartamentos pode se dar ao luxo de fazer stock de seja o que for. Perde-se a espontaneidade do momento, não dá para trocar, mas olhem que andar, sob stress, de loja em loja isn't fun e temo que já não seja para mim, enfim. Uma vez vi num programa da TLC, sobre cupões, uma mulher que tinha um anexo já com as prendas todas preparadas do natal seguinte, se por um lado parecia meio robotizado e sem nexo, andar de loja em loja, sob pressão, para depois nem encontrar nada de jeito, não me parece muito sensato, para além de cansativo para xuxu. Ontem quando ouvimos o aviso da loja fechar, olhamos um para o outro e pensamos: "passamos aqui horas para levar isto?".


Não sei, vamos ter que negociar lá em casa um método conjunto.


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Sobre viagens



A nossa lua-de-mel foi, sem dúvida, a melhor viagem que já fizemos.

Contudo, como já tinha aqui contado, lá em casa é, normalmente, um impasse viajar. O namorado marido fica nervoso, inquieto, mexe com ele. Com a lua de mel não foi exceção. Disse mil vezes para cancelarmos (blá blá não estás em condições de ir, dizia-me ele), ligou para a senhora da agência por causa de eventuais tempestades que estavam a acontecer no Texas, na esperança que ela dissesse "acho melhor cancelarem" e validar a ansiedade/hesitação dele. Ao contrário do que ele pretendia a senhora lá disse que não havia problema nenhum, que podíamos ir, a minha médica também e o pobre não teve outro remédio senão ir. Que chatice. Olha que há lá coisas que sinceramente.


Agora acontece o que acontece sempre. Sempre!

Volta encantado da vida, a contar a toda a gente. Pequeno probleminha, com cada pessoa com quem ele fala diz "temos que lá ir, não digo já já, mas temos que combinar". Seja aos primos de Lisboa, aos amigos de Chaves, aos amigos do Luxemburgo. Pelas minhas contas vamos ter que lá voltar, pelo menos, 374 vezes. 


terça-feira, 12 de outubro de 2021

Baby fever


Já vos deve ter acontecido aquela fase em que para onde quer que olhem há bebés a nascer, em vias de nascer ou em estudos de viabilidade, everywhere.

Pronto, acho que é seguro dizer que chegamos a essa fase. Não sentem que há um efeito tipo virose? Do género num minuto estás bem e no seguinte já viste o bebé do teu amigo e já estás a incubar o bichinho ou já estás com a febre. Sinto que em grupos de amigos ou amigas, bebés com mais ou menos o mesmo tempo não é bem coincidência, mas sim o resultado da baby fever.

Passas de "não está nos planos" a "ora, eu moro num t1, com um bebé teria que..." em 1,7 milésimos de segundo.

Sinto que, nesta situação, há sempre dois medos antagónicos sempre presentes: O de engravidar e o de não engravidar.

Morre-se de medo de acontecer uma gravidez com a pessoa errada, no timing errado, sem estarem criadas as condições (que entendemos mínimas, pelo menos), ao medo terrível da infertilidade. Passamos tanto tempo a gerir a situação, para que nada aconteça, que depois o medo é o exato oposto, de que quando se quiseres aí o destino já tenha outros planos para ti.

Ainda não tenho o relógio a dar horas. Nunca fui precoce em nada, sempre cresci com tempo, fui fazendo sempre as coisas depois do tempo, nunca antes do tempo e agora chega aquele impasse em que já me devia sentir, pelo menos, preparada, mas não sinto. Claro que o facto de haver crianças a brotar por todo o lado, das pessoas que nos são mais próximas, traz o assunto acima da mesa.

Contudo, claro que este adiar ao máximo vem com um risco biológico de quando quiseres as coisas já sejam ligeiramente mais difíceis. Às vezes só percebemos que queremos, quando não conseguimos e isso é aterrador. Ser necessário alguém te dizer "não podes", para aí cair a ficha.

Trazer uma criança ao mundo é um ato de coragem, de altruísmo, deixas de pensar em ti e passas a viver muito em função daquele ser, deixas de pensar no teu conforto, no teu bem-estar, no que tu queres, a tua gestão financeira vai para o teto, a tua vida muda, necessariamente. É um desafio e um equilíbrio daqueles a vários níveis.

Com a minha tiróide neste estado a médica só me pediu uma coisa: não engravidar nos próximos tempos. Se fizer tratamento com iodo radioativo estamos a falar de, pelo menos, no próximo ano e meio. Também não estava nos planos, seja como for, mas lá está, nós gostamos de achar que estamos no controlo da situação, contudo estas situações acontecem e não há que stressar, se não há nada que possamos fazer.

O marido que é um medricas para tomar decisões agora fala nisso com aparente tranquilidade, tudo parece simples e prático, mas se acontecesse ia andar a bater com a cabeça nas paredes durante uns dias.

Sabem aquela lava a descer o vulcão? O tema bebés é mais ou menos assim, sabes que está lá, que se está a aproximar, apesar de ainda o estamos a ver ao longe, mas que não dá para ignorar e um dia vai te atingir (seja a fertilidade, seja a infertilidade, ou quaisquer escolhas que façamos e vamos ter que lidar com isso).


domingo, 3 de outubro de 2021

Globos de ouro 2021 #outfits

 Categoria Mariana Monteiro em Monalisa


Categoria Madame Tussaud Portugal 1874

Categoria "encomendei na Shein, para futuras compras não esqueçam o meu código Luci10"

Casting Frozen Portugal

Categoria inspiração Stay at home 2020 "estive tanto tempo em casa, que aproveitei uns lençóis e uns pijamas para os Globos de Ouro"

Categoria "uhuhh já abriram as discotecas, posso fazer de bola de espelhos? Posso? Posso? Posso?"

Categoria miscelânea de algodão-doce, pintainhos e papel de embrulho de natal

Categoria Covid e os 40 ladrões

Categoria "Vai que chove e que o Uber se atrasa e eu tenho que ir a pé"

Categoria gatões de serviço

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

A nossa lua-de-mel

 Eu não sei quanto a vocês, mas a mim a República Dominicana deixou-nos sem respiração.

Maldivas é bom, mas e República Dominicana é muito mais barato e é lindo de morrer. E bem mais barato.

Nunca tinha saído do continente, nunca tinha usado passaporte, nunca tinha entrado num avião daquele porte, nunca tinha feito uma viagem tão longa.

Fomos entrar a Madrid, a viagem é mais barata, do que entrar em Lisboa, mas acho que não nos compensou, tendo em conta as deslocações e estadia lá, mas pronto.

Compramos nas campanhas da BlackFriday e, como sabem, já tínhamos adiado de 2020 para este ano.


Então Eva Luna, o que achaste?

Adorei. Do início ao fim. Foi maravilhoso. As praias são incríveis, a temperatura é ótima e o nosso hotel correspondeu à expectativa.


Ficamos no Occidental Punta Cana e os funcionários foram uma simpatia. Primeira vez com tudo incluído, primeira vez de férias, só férias, só para descansar. A missão era conhecer apenas praias e nada mais. Normalmente as nossas férias são corridas, queremos ver tudo, museus, monumentos, percorrer o máximo de marcos arquitetónicos, visitar, conhecer a história.

Pois que desta vez quisemos só descansar e foi tão bom.


Os dias começavam na praia, com aulas de relaxamento (como se fosse preciso, mas eu fazia na mesma), depois jogos e aulas de dança. Fiz aulas na praia de bachata e merengue.

 Divididos entre praia, piscina e a ilha Saona os nossos dias foram incríveis. Voltava já.


Não me abstraio de que para nós é "a" viagem, mas que muita gente faz estas viagens de forma banal e regular. Nós não estamos, porque não podemos estar nessa fase. Não deixa de ser bastante dinheiro, na minha consideração. Não deixo de pensar que com o mesmo dinheiro tínhamos conhecido prai 5 cidades europeias, do nosso jeito Ryanairpoupança. Mas pronto, nem sempre nem nunca. Ia já outra vez.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Lua de mel

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Update

Como esta fase má ia coincidir com a nossa lua de mel e provavelmente as consultas iriam ser marcadas nessa semana a médica especialista, que me atendeu, fez tudo para agilizar e antecipar as minhas consultas. Não tenho palavras para o gesto, que nos permitiu viajar e eu usufruir quase sem limitações.

Fui/estou fortemente medicada. 11 comprimidos por dia (já tirei 1), mas que me fazem sentir normal. Já não me sinto cansada, não sinto que vou desmaiar, já não sinto calor, já não sinto taquicardia.

As consultas e exames foram marcados para antes e depois da nossa semana. 

Agora que voltámos, posso retomar à supervisão dos médicos, para se averiguar melhor o que aconteceu.


Por uma semana (tirando a parte da medicação) esqueci-me de tudo o que estava a acontecer e vivemos uma semana incrível, num lugar fantástico. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Ontem fui a uma consulta de especialidade.
Desenvolvi um hipertiroidismo, que a médica acredita que foi provocado pela vacina, uma vez que têm aparecido inúmeros casos como o meu.
Estou a tomar 12 comprimidos por dia. Rapei o cabelo a pente 6 (o cabelo da parte superior acaba por tapar e dificilmente alguém percebe que rapei), porque o calor que eu sinto me faz desmaiar, a ver se me ajuda.
Estou de baixa, uma vez que não consigo estar muito tempo de pé, estou proibida de fazer exercício, uma vez que a médica disse que o meu estado normal é como se tivesse corrido uma maratona, daí o cansaço.

Enfim. Nem sei o que dizer...

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O resultado das análises

Até que consiga ser vista por um médico, coisa que está difícil, decidi fazer análises e saíram hoje os resultados. Ta tudo errado, que era tudo o que, no fundo, eu já sabia.

Vou passar nas urgências quando sair do trabalho.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

[...]

Depois da vacina notei um inchaço no pescoço. Liguei para a linha de saúde 24h e disseram-me que poderia ser da vacina, um aumento dos gânglios, pediram-me para aguardar que passasse e se não passasse para ir ao médico. Desconfiei, mas com o casamento, eu própria decidi fazer de conta que não estava a perceber o que se estava a passar. Aquela velha máxima de se eu não souber, não se passa nada.

Passadas 3 semanas voltei a mim. Eu sou de saúde, eu sei que algo não está bem. Adiei ao máximo. Juntei todos os sintomas e agora estou com medo. Medo que a minha inação me custe caro.

Vou fazer naturalmente exames. Vou fazer biópsia, apesar de eu achar que já tenho a resposta.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

[...]

Não ligo nada a esoterismos, mas identifico-me com as características do meu signo. Acho aquelas previsões dos signos cómicos, mas encontro semelhanças com os  traços gerais atribuídos ao capricórnio. Claro que há uma tendência de nos identificarmos com supostos traços positivos ou os negativos, que no fundo podem ser positivos, ex.:  teimosia, persistência.

Eu identifico-me com vários aspectos, uns melhores outros piores:

"Maturidade, responsabilidade e ambição. Por isso capricornianos possuem essas características tão fortes, mas negativamente: medo, inflexibilidade, rigidez e conservadorismos."

"O nativo deste signo leva muito a sério o caminho que toma. Tem um forte autodomínio, mas também uma forte auto-repressão. É talvez por isso que, na expressão dos seus sentimentos, pode parecer um tanto antiquado. Apenas quebrará o seu ar sereno e austero para responder à letra a um eventual ataque, usando o seu sentido de humor altamente sarcástico."

Claro que haverá muitas pessoas que se identificarão e isso nada terá que ver com o signo, mas não deixo de achar curioso.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

As nossas fotos do casamento

Eu sei que há muitas pessoas desse lado, há muitos anos, e que me acompanham desde sempre nos meus amores e desamores, nas minhas vitórias, nas minhas derrotas, nas minhas inquietações, nas improbabilidades que me acontecem. Por isso, deixo aqui algumas fotografias do dia mais incrível da miha vida. Espero que gostem. 








Mais fotos











 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Casamos!

 


E foi mágico.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Viagens low cost: Porto - Maiorca



A Easyjet lançou rotas diretas do Porto para Ibiza e Maiorca. Há viagens a 60€ ida e volta. 

Não fosse ter partido o mealheiro para casar e quem já estava na fila de embarque era eu.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Tomar decisões importantes sucks!


Tomar decisões importantes é, por norma, um tiro no escuro.



É sempre ingrato porque podemos ponderar, avaliar bem, tomar uma decisão informada e mesmo assim errar.

Decidir casar não significa que as pessoas não se divorciem;

Decidir ter filhos não significa que eles tenham a saúde que nós gostaríamos que eles tivessem e que a maternidade/paternidade fosse aquilo que estávamos à espera;

Decidir comprar um carro não significa que passados 2 meses não haja um acidente e fiquemos sem ele;

Decidir investir não significa que passados dois dias alguém nos EUA vá ao twitter escrever uma frase ou  alguém numa conferência de imprensa esconda uma bebida e faça com que o teu investimento caia 50%;

Ter um emprego não significa que a empresa não abra falência no dia seguinte;

Ir de férias não significa que voltamos das férias;

Comprar um casa, que era na altura a escolha acertada, não significa que passados uns anos deixe de ser porque as necessidades da família mudam.

Mandar os filhos para a viagem de finalistas não significa que eles não tenham contacto com álcool, tabaco, drogas.


Eu tenho muito poucas certezas em relação a várias coisas, porque tudo na vida é dinâmico. Todos nós queremos não falhar em questões fraturantes e decisivas, mas será assim tão fácil não errar?

Se só tomarmos decisões quando controlarmos todas as variáveis então nunca vamos tomar nenhuma, simplesmente porque o nosso controlo é zero perante tudo o que pode acontecer.

Apesar disso as pessoas casam e engravidam e compram carro e compram casa e investem e vão de férias e metem os filhos num autocarro em direção a Espanha e erram porque deixaram ir e erram porque não deixaram ir.


Viver é um estado de risco constante. Permanente. Estar assustado é normal. Temos que viver e tomar decisões, apesar do risco. Devemos ser conscientes, fazer a análise dos riscos e aproveitar esta viagem, ainda assim, apesar do medo.

Há situações em que eu acho uma coisa e o seu contrário, ao mesmo tempo, o que é que eu faço nessa situação? Até que ponto podemos adiar a tomada de decisões, sejam elas quais forem, por causa do medo? O relógio não anda para trás. Claro que nós, geração informada, queremos certezas, com tanta informação seria naive não tomar uma decisão calculada, mas como saber qual é efetivamente a melhor decisão?

Estudem-se, avaliem-se, ponderem-se todas as situações, mas de uma coisa podemos ter certeza e devemos aprender a trazer paz a esse processo porque vamos sempre errar. Por fazer e por não ter feito.

Eva Luna - a única que não foi a Sevilha

Ontem vi o jogo. Vimos todos, não é verdade?

Fiquei com aquela impressão que o Marcelo reagiu como se fosse um pai que acha sempre que o filho é o maior, que fica alheio à notória falta de capacidade da criança, que toda a gente vê menos ele, e que diz "deixa lá, não tiveste sorte".

Falta de sorte é fazer vinte remates enquadrados com a baliza e o guarda-redes defender todos, falta de capacidade é fazermos 18 remates para o quintal da tia Alice e os 2 que fez, de facto enquadrados, não serem golos. Ora 2 em 20, não se chama falta de sorte, chama-se probabilidade.

Eu acho que devemos todos agradecer à seleção, não tanto pela prestação no europeu mas pela preocupação que tiveram connosco. Eles perceberam que depois da vitória do Sporting, os festejos foram tais, que os números de casos não pararam de subir desde então. Ora eles salvaram o nosso verão, já imaginaram 10 milhões de pessoas em festejos? 

Notoriamente eles estavam preocupados connosco e com a evolução da pandemia no nosso país (e também em irem de férias mais cedo, vá, que o Dalot ainda deve ter a pulseirinha válida naquele resort onde ele estava no Dubai). Assim, se virmos bem, ficamos todos a ganhar. 


Agora vou só ali acabar de comer o resto dos 322 pacotes de coisas fritas que compramos para ver o jogo e que iriam ficar para os jogos seguintes...

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Estado de sítio

 Casarei este ano? Não sei.

Há vida extraterrestre? Desconfio que não.

O Marcelo teletransporta-se para sítios? Parece.

Alguma vez nos veremos livres do Covid? Está difícil.


Todas questões que eu gostava de ver esclarecidas. Até lá é ver. É ver.

terça-feira, 1 de junho de 2021

A Pipoca e o Arrumadinho

Parece que desta vez a coisa não tem retorno. Eu fico triste por eles, pela família que construíram e por se terem desencontrado.

No dia 20 de Maio ou perto disso a Pipoca foi ao Goucha falar um bocadinho da sua vida, assumir a sua quota de responsabilidade pelo fim da relação, mas tinha deixado a porta aberta a um reconciliação. Disse que o Ricardo era muito presente na vida dela, salvo erro que o divórcio ainda não tinha saído, deixou mesmo a ideia que estariam a trabalhar numa reconciliação e que a seu tempo as coisas podiam se acertar:  «O futuro desta relação não é uma porta fechada», «gostava de ter a família reunida novamente», «dificilmente vou gostar de alguém como gostei dele». Lá em casa ficamos contentes por eles, porque achamos que poderia ali haver já o reatar de alguma coisa.

Porém, contudo, não obstante eis que o Arrumadinho assume agora a namorada, de nome Sara Veloso, e ela já no dia 17 de Maio colocou uma foto dos 2 no instagram.

Ora, ora, ora. That sucks.

Parece que o mais certo é ela também seguir com a vida dela e que seja, de facto, o fim.

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